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4 bandas se apresentam em Feira na próxima Terça

O ano de 2017 continua surpreendendo os amantes da música pesada em Feira de Santana. Em agosto, a cidade recebe a Far Beyond Existence Tour, mega turnê capitaneada pelo Torture Squad, que conta ainda com outras três importantes bandas do underground nacional:   Hatefulmurder, Reckoning Hour e Warcursed. O evento é promovido em Feira pela frutífera parceria entre o Feira Coletivo e o ThunderGod Zine.

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Os paulistanos do Torture Squad, banda de thrash/death metal formada em 1989, colecionam êxitos impressionantes ao longo destes quase trinta anos de estrada. Entre os oito full-length do “esquadrão”, destacam-se discos magníficos como o Asylum of Shadows (1999), Hellbound (2008) e Aequilibrium (2010). O mais recente, Far Beyond Existence (2017), que nomeia a turnê, é um trabalho de altíssimo nível. Nele, os veteranos Castor (bass / backing vocals) e Amílcar Christófaro (drums) juntam-se a Rene Simionato (guitars) e Mayara “Undead” Puertas (vocals) e evidenciam, uma vez mais, que as mudanças na formação e os reveses do tempo não conseguem atravancar o caminho do Torture Squad. O trabalho, de vitalidade marcante, recheado de passagens rápidas muito bem construídas e trechos cadenciados, demonstra a maturidade dos membros remanescentes na confecção do peculiar som da banda, e um entrosamento perfeito dos recém-chegados. O resultado é fabuloso, com destaque para faixas matadoras como No fate, na qual testemunha-se o poder e versatilidade da voz de Mayara “Undead” e as incríveis construções musicais de Castor e Christófaro, e Steady Hands, track que deixa muito claro, mais uma vez, que o Torture Squad só precisa mesmo de um guitarrista, e que Rene Simionato, com seus poderosos riffs e solos muito bem posicionados, tem o que é necessário para manter a banda em seu posto de relevância no cenário, nacional ou gringo. O Torture Squad, sem dúvida uma das bandas nacionais com maior destaque no exterior, venceu, em 2007, o Metal Battle, uma seletiva de bandas, e, como prêmio, garantiu vaga para uma apresentação histórica no Wacken, um dos maiores festivais de Metal do mundo, na Alemanha. A banda fará neste evento a sua terceira apresentação em terras feirenses.

As outras três bandas tocarão pela primeira vez em Feira, que, com este evento, consolida-se definitivamente como ponto de passagem para as mais relevantes turnês do Metal nacional em 2017.

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O Hatefulmurder, banda carioca de thrash/death metal formada em 2008, divulgará no evento o seu mais recente full-length, Red Eyes (2017), segundo da carreira, que, bem como o Far beyond Existence do Torture Squad, foi lançado pela gravadora britânica Secret Service Records. Em sua quase década de existência, a banda já coleciona apresentações por toda a América do Sul, executando um enérgico setlist ao lado de importantes nomes como Exodus (EUA), Krisiun, Warbringer (EUA) e Ratos de Porão. Quem comparecer, poderá conferir de perto as músicas do recém-lançado disco, marcado pela chegada à banda de Angélica “Burns” (vocals) e Felipe Modesto (bass). O álbum, caracterizado por alguns toques “modernos” na sonoridade, é rápido, pesado e direto ao ponto. Como aperitivo, o amante do Metal pode conferir os dois music videos que a banda produziu recentemente: My battle e Red Eyes.

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O Reckoning Hour apresentará ao público feirense o seu primeiro full, Between Death and Courage (2016). A banda carioca, formada em 2012, realiza no disco exemplares execuções, lideradas pelo afinado e versátil vocal de JP, do que se convencionou chamar de “heavy metal moderno”: termo extremamente polêmico, para dizer o mínimo. Os amantes do metalcore e de bandas como o Lamb of God (EUA) certamente se identificarão com a sonoridade do Reckoning Hour, extremamente bem feita, e recheada de cantos melódicos intercalados por guturais raivosos e linhas de guitarra muito criativas. O disco foi produzido com esmero por Adair Dalfembach, responsável pela condução de trabalhos de bandas como o Project 46.

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O nordeste estará muito bem representado pelo Warcursed (death/thrash metal). A banda de Campina Grande excursiona para promover o terceiro full-length, Stages of death (2017), lançado pela Eternal Hatred Records, que surge depois dos seus excelentes predecessores: Escape from nightmare (2012) e The last march (2014), e mantém altíssimo o nível das composições da banda. No álbum, são retratados com peso e brutalidade os diversos estágios da morte, a partir do Pallor Mortis (faixa de abertura), e finalizados com a Skeletonization (última track). A rápida e brutal Decomposition, divulgada recentemente em lyric video, é uma demonstração do poder sonoro destes paraibanos, evidenciando o apuro técnico das linhas de bateria de Marsell Senko, o entrosamento das cordas de Dudu Evsb e Richard Senko e a destruidora voz de Richard Senko, que assumiu neste disco os vocais da banda, e não deixou a desejar.

           

Serviço

Quem: Far beyond existence tour: Torture Squad, Hatefulmurder, Reckoning Hour e Warcursed.

Quando: Terça, 22 de agosto de 2017, a partir das 20h.

Onde: Offsina

Quanto: R$ 20

Para saber mais: https://www.facebook.com/events/644998715701999/

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NervoChaos e ColdBlood em Feira de Santana

Nervochaos e Cold Blood, duas das mais tradicionais bandas brasileiras de Death Metal, passarão por Feira de Santana no mês de julho. O evento é promovido pelo ThunderGod Zine e pelo Feira Coletivo.

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            Em expressiva turnê nacional, o Nervochaos percorrerá 65 cidades de vários estados e regiões, com o objetivo de lançar Nyctophilia (2017), o recente álbum da banda, que há mais de duas décadas dedica-se ao Death Metal. Apesar de profundas mudanças na formação, o Nervochaos soube manter – e até mesmo incrementar, poder-se-ia dizer – a atmosfera agressiva e bestial do seu som. Os apreciadores do estilo poderão conferir de perto o resultado do obscuro e mortífero oitavo álbum desta tradicional banda paulistana, bem como, certamente, terão a oportunidade de bater cabeça ao som de clássicos oriundos dos trabalhos anteriores. Conhecido mundialmente, o Nervochaos já tocou em diversos países, e fará neste evento a sua segunda apresentação em Feira, depois de mais de dez anos.

            Estreando em terras feirenses, e acompanhando o Nervochaos na gigantesca turnê, se apresentará no mesmo dia outro importante nome do Death Metal brasileiro: Coldblood. A banda, fundada em 1992, é reconhecida pela atmosfera satânica de suas composições rápidas e letais, e impressiona pela carga sonora que é produzida pela exígua formação. Voz, guitarra e bateria, executadas pelos dois integrantes, Markus Couttinho e Diego Mercadante, se convertem em poderosos meios de profanação, com uma sonoridade marcante e original, que faz o apreciador do metal da morte se sentir em casa. O último disco, Indescribable Physiognomy of the Devil (2017), é uma prova de que o dueto carioca encontra-se em grande forma.

Serviço

Quem: Nervochaos e Coldblood

Quando: Terça, 25 de julho de 2017, a partir das 21h.

Onde: Offsina

Quanto: R$ 15,00

 

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Feira Coletivo Cultural promove primeira edição do Fervura Feira Noise 2017

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Circo de Marvin, Dona Cislene e Calafrio sobem ao palco do Botekim no próximo sábado

Vai começar o aquecimento para um dos maiores festivais de artes integradas do Norte / Nordeste. No próximo sábado (8), a partir das 21 horas, no Botekim Tematic, o Feira Coletivo Cultural promove o primeiro Fervura Feira Noise de 2017.

Três atrações vão agitar o evento, a banda baiana Circo de Marvin, que está de malas prontas para uma nova empreitada na carreira, a galera da Dona Cislene, de Brasília, e o grupo feirense Calafrio.

Circo de Marvin

De volta a Feira de Santana, depois de uma super apresentação, que enlouqueceu o público, há pouco menos de um ano, e antes de se mudar para São Paulo em busca de outros horizontes, a Circo de Marvin promete um show em “Modo Hard”.

Fundada em 2012, a banda já teve a oportunidade de tocar em eventos como Festival de Verão, Festival de Inverno Bahia e Rock Concha, além de abrir shows para Titãs, Raimundos e CPM22.

Dona Cislene

Pela primeira em Feira, o quarteto brasiliense Dona Cislene traz na bagagem as boas avaliações da crítica especializada e do público com relação ao álbum “Meninos e Leões”, lançado em abril deste ano.

Em oito anos de história, a banda é super consolidada no cenário underground de Brasília e já teve a oportunidade de rodar por vários estados como São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte.

Calafrio

Uma das bandas mais importantes do universo rock de Feira de Santana e do interior da Bahia, com mais de uma década de trajetória, a Calafrio se apresenta no Fervura depois de um show marcante no festival Rockcambo In Conexão no primeiro semestre deste ano.

Com riffs e letras marcantes, a banda costuma levar bons públicos aos eventos dos quais participa, com fãs que curtem e se envolvem com os shows. A formação atual conta com Pedro Patrocínio – guitarra e vocal, Siddhartha Gautama – vocal e guitarra, Robson Sousa – bateria e Bruno Mendes – baixo.

SERVIÇO

O QUE: Fervura Feira Noise
QUEM: Circo de Marvin, Dona Cislene e Calafrio
QUANDO: Sábado, 8 de julho, a partir das 21 horas
ONDE: Botekim Tematic Bar – Avenida João Durval Carneiro, nº2963 – Feira de Santana
QUANTO: Ingressos antecipados R$ 15,00 e no dia do evento: R$ 25,00
PRA SABER MAISwww.facebook.com/feiracoletivo

 

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Caravana da Música fará nova edição em julho com Diamba em Feira de Santana

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A Maré Produções Culturais fará uma edição especial do projeto Caravana da Música, a bem sucedida iniciativa que promoveu circulação de nomes de destaque da cena musical baiana por dez municípios do estado de janeiro a março de 2016. Agora será a vez de Feira de Santana receber o projeto, com uma única apresentação da Diamba, em show gratuito na Praça do Fórum, no dia 30 de julho, às 17h.  Em sua primeira edição, o Caravana da Música alcançou 15 mil espectadores, mostrando que a música produzida no estado é plural e há uma potência enorme de trocas no interior do estado. A expectativa é que a caravana possa ter continuidade e seguir em 2017.

 Para  a Maré Produções Culturais, a expectativa é que o Caravana da Música possa ter continuidade, mantendo os artistas baianos em circulação e difundindo essa produção musical consistente, mas que nem sempre tem os meios de alcançar um estado tão grande e diverso. A iniciativa conta com o patrocínio da VIVO, através do Fazcultura e nesta edição, recebe o apoio da Prefeitura de Feira de Santana.
 Além dessa edição extra do projeto em Feira de Santana, a novidade é que neste segundo semestre de 2016, será lançado um documentário, mostrando todos os bastidores do projeto, mas também trechos de apresentação e a reverberação do poder da música junto ao público. Realizado em parceria com a Movida Produtora de Conteúdo, encabeçada pela videomaker Dayse Porto, o filme será um importante registro da cena atual da música baiana.
 O show com a Diamba faz parte da celebração dos 20 anos do grupo, seguindo sua busca de inventar novas sonoridades e esquentar o público com seu ritmo dançante. Formada pelos músicos Duda Sepúlveda, o Duda Diamba no vocal; Renato Nunes no baixo e Tilson Santana nos teclados, a banda Diamba  se relaciona com a vertente nativa do reggae brasileiro com as particularidades da cultura regional. Para a banda, que hoje conta com mais quatro integrantes, o baterista Iuri Carvalho, o tecladista Paulo Fael e os guitarristas André Lomi e Reman Buchegger, o segredo é manter o reggae sempre em evolução.
 Para o músico Duda Diamba, “nesse momento da história quando a cultura precisa chegar com mais urgência nas pessoas, a Caravana da Música completa mais uma temporada, levando através do som de suas atrações uma ideia brilhante de conexão cultural. Nós, da Diamba, agradecemos a confiança e o deleite de participarmos do encerramento, de mais uma temporada, de grande sucesso. Numa Cidade de grande importância na vida cultural da Bahia, estamos chegando com a Caravana e na Mochila um Disco Novo, com Show novo. Setas indicam a direção para nosso grande encontro em Feira de Santana.”
 Com sotaque baiano e forma de fazer poesia cotidiana, a Diamba usa e abusa da literatura nordestina e ainda adiciona influências do Rock and Roll e da MPB em suas composições e repertórios. Já as influências do reggae vão de Bob Marley a Steel Pulse. A cadência de notas e a forma de cantar da Diamba são inconfundíveis e, ao mesmo tempo, totalmente globais. Nesses 20 anos de estrada pontuados pela produção de quatro discos e um DVD, gravados de forma independente, a Diamba fez inúmeras apresentações pela capital e pelo interior da Bahia, além das turnês no Rio de Janeiro, Florianópolis, São Paulo e no interior de Minas Gerais. Para os músicos, sair da Bahia significa sempre constatar a universalidade da música da Diamba e a abertura de novas portas.
Mais sobre a Diamba – Em sua cronologia a Diamba conta ainda com doze participações no Festival de Verão Salvador, o show no 1° Mundial de Bodyboarding, além da realização do projeto proprietário “Dia de Encontro”, com duas edições anuais. A primeira edição do projeto, em 2008, recebeu na Concha Acústica de Salvador a banda Carioca Ponto de Equilíbrio, com ingressos esgotados e público de 5.700 pessoas, enquanto a segunda edição, em 2009, lotou o Bahia Café Hall – Paralela. A banda também participou de duas edições do Mundial de Surf na Bahia, o WQS. No ano de 2010, a banda se destacou com o projeto “Te Encontro no Pelô”, realizado na Praça Teresa Batista, com quatro edições e convidados especiais do cenário local e nacional. Em 2011, a banda Diamba participou do SURF REGGAE TOUR, ao lado da banda paulista Planta & Raiz, que passou por Salvador, Feira de Santana e Porto Seguro. Já em 2012, a Diamba realizou o lançamento do seu 4º CD, o FMD, Fraternidade Musical Diamba. A grande surpresa do FMD foram as participações especiais: Alexandre Carlo, do Natiruts, na música “Coisas da Vida”, Hélio Bentes, da Banda Ponto de Equilíbrio, na canção “Bob Rei”, e Zeider, da banda Planta & Raiz, gravou a faixa “Falando com Jah”. O ano de 2013 foi agitado para a Diamba. Com a agenda de verão lotada, o grupo circulou pelas cidades do Sul da Bahia, tais como Barra Grande de Camamu, Ilhéus, Itacaré, e voltou aos palcos do Festival de Verão e do Estúdio do Som, com recorde de público. A agenda de carnaval também esteve lotada, com desfiles no Circuito Barra – Ondina, com o trio pipoca batizado de Reguitarrice Diamba, patrocinado pela Prefeitura de Salvador, e com shows no palco do Camarote Planeta Band, no Palco Sustentável da Praça Castro, patrocinado pelo Banco Itaú, e na programação do “Carnavais Negros”, no Palco Resistência. Em 2014, logo no começo do ano, durante o Festival de Verão 2014, Duda Diamba foi o único convidado da banda Jamaicana The Wailers para representar o reggae nacional no show da banda em terras baianas. Além da circulação regional intensa, a banda foi uma das atrações credenciadas nos Espaços Culturais da Secult e do Pelourinho. 2015 foi também um ano de grandes conquistas para a banda, com a participação na gravação do DVD “Clássicos de Reggae Brasil”, da banda Natiruts, internacionalmente reconhecida; a participação no Carnaval do Pelourinho e nos bairros de Salvador, promovido pela Prefeitura; parceria com o ITAL STUDIOS, estúdio especializado em reggae; produção musical do novo CD, “Setas Indicam a Direção” e outros projetos como o Dia Nacional do Reggae, que consolidam a trajetória ascendente da Diamba no cenário da música reggae, sendo reconhecida como um dos principais grupos e respeitada como referência musical.

Serviço

Edição Extra Caravana da Música – Feira de Santana

 Quando: dia 30 de julho, às 17h
 Onde: Praça do Fórum
 Quem: Diamba
 Realização: Maré Produções Culturais
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Legalize It: Da Jamaica ao Portal do Sertão

 

13235431_1128588120526807_1574410250048045934_o O Feira Coletivo Cultural traz mais uma vez a Feira de Santana a cantora e compositora paulista Anelis Assumpção, no próximo dia 2 de junho. É o seu retorno à cidade, aonde viera para o debute em 2015 e agora regressa com um novo show, uma temática diferente e a expectativa de uma grande noite.

Não dá para restringir a sonoridade de Anelis Assumpção a algum gênero imediato. Ela faz música contemporânea, algo bastante abrangente. Como se fosse uma nova música popular brasileira. Tem uma voz segura, ao mesmo tempo suave, além de forte. Dessa maneira ela canta o amor, expressa a individualidade, explana o tempo e entoa o nós. Agora a cantora e sua banda trará para Feira de Santana uma novidade, diferente do seu tradicional show intitulado de “Anelis Assumpção e os Amigos Imaginários”. Nesse novo projeto a intenção é evidenciar sua forte influência da música jamaicana em suas composições, fazendo uma viagem no conceituado disco “Legalize It”, o primeiro álbum solo do lendário cantor Peter Tosh.

O disco completará 40 anos de seu lançamento. A ideia dessa temática é fazer uma grande celebração ao reggae, que nesse período de impulso do “Legalize It” tivera um momento especial para sua efervescência artística, quando Tosh e outros ícones do gênero lançaram álbuns emblemáticos e que contribuíram para a ascensão e escalada dos sons jamaicanos pelo mundo.

O “Legalize It” mostra a juventude de Peter Tosh, cheio de preocupações sociais e políticas, ao mesmo tempo brincalhão e alegre, tentando propagar a sua mensagem. Um álbum que tem sua riqueza juntamente com sua diversidade. É um dos mais brilhantes registros do reggae em toda história. Assim Anelis Assumpção irá traduzir toda essa memória com sua voz impecável e que remeterá numa noite imperdível para os fãs da cultura jamaicana. O evento irá acontecer no Teatro Margarida Ribeiro, nos Capuchinhos, a partir das 20:00 horas, dia 2 de junho e o ingresso custará R$20,00.

Por Murillo Campos

 

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A Sexta Black e o retorno às pistas de dança

Uma ideia diferente era proposta pelo Feira Coletivo em 2014. Nesse projeto havia a chance de evidenciar e abrir espaço para gêneros que estavam efervescendo na cidade e necessitariam de ambientes para fomentar suas expressões. O rap falado, cantado e vertentes como o hip hop, ritmos como o ragga, o dub, o dance hall e o soundsystem e gêneros como o afrobeat, o soul, o neosoul e o acid jazz atualmente formam um cenário que já pode ser considerado consolidado em Feira de Santana. Se não ainda consolidado, mas com um enorme potencial. Com a ascensão de grupos e jovens artistas que passaram a patentear e experimentar a pulsação dos elementos do som da periferia, a música negra que exalta temas sociais, políticos e urbanos passava a ter um ponto fixo para impulsionar seus versos e suas concepções. Assim nascia a Sexta Black.

O evento, agora na versão 2016, volta a marcar presença na agenda cultural da Terra de Lucas. A primeira Sexta Black dessa nova temporada marca o retorno às pistas de dança com o maior alcance dos ritmos da música preta em essência. A noite marcará o regresso onde essa mistura de ritmos e expressões dos guetos mostra cada vez mais a sua força e seu poder artístico cultural, com talentos que contam facetas e particularidades da nossa cidade de uma forma singular e própria de fazer arte. Um grande número de rappers, MC’s, grupos de dança e adjacências que utilizam esses elementos das pick-ups para fazer o som da periferia estão surgindo. É um nicho que necessita cada vez mais de ambientes para promover e prosperar suas inquietações, suas frases, seus temas socais a sua cultura de rua, um estilo de vida onde os versos falados ou cantados e as batidas impulsionam valores em que toda uma coletividade se mistura.

As quatro atrações confirmadas para esse retorno da Sexta Black trarão uma noite imperdível para os seguidores dos gêneros da música negra e dançante que embala a proposta dessa ação. O grupo Roça Sound mistura o seu soundsystem (sistema de som) com letras cantadas e já se mostra com um público fiel na cidade. O Quadro, grupo que vem de Ilhéus, no Sul da Bahia, existe desde 1996 e de lá até aqui vem verbalizando rimas cadenciadas e executadas harmonicamente com instrumentos digitais e artesanais. Fazem uma mistura de rap, soul e dub. E os expoentes do rap feirense Doutrina MC e Macgyver MC completam a line-up do evento, com suas rimas marcantes e precisas explorando o contexto social urbano da cidade. A ação promovida pelo Feira Coletivo Cultural, que marca a volta da Sexta Black, acontece no Offisina Music Lounge, dia 3 de junho. Esperamos todos por lá.

Por Murillo Campos

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Domingo tem Playgrude em Feira de Santana: um show para crianças de todas as idades

Capa CD Playgrude_por Rebeca Matta

No próximo domingo (21), a partir das 16 horas, no Centro de Cultura Amélio Amorim, em Feira de Santana, será apresentado o show Playgrude. Um espetáculo voltado para crianças de todas idades, uma festa para toda família, um grande playground e um quintal para brincar de apertar os botões da memória. O projeto é encabeçado pelas cantoras Marcela Bellas e Taís Nader e pelo compositor Helson Hart.

A ideia do show surgiu a partir da gravação do CD infantil com músicas inéditas de Marcela Bellas e Helson Hart, interpretadas por diferentes artistas. Desde então, foram realizadas grandes apresentações em alguns dos principais espaços da capital baiana, como o Teatro Castro Alves, Teatro Gregório de Matos e largos do Pelourinho.

No repertório, além de músicas do CD Playgrude, estão incluídos clássicos da música brasileira, sucessos que fazem parte do nosso imaginário, como “Carimbador Maluco” (Raul Seixas), Emília (eternizada na voz de Baby Consuelo pela turma do Balão Mágico), “A história de uma gata” (Os Saltimbancos), “Fico assim sem você” (Adriana Partimpim) e outros.

SERVIÇO
O que: Show Playgrude
Quem: Marcela Bellas, Taís Nader e Helson Hart
Quando: Domingo, 21 de fevereiro, às 16 horas
Onde: Centro de Cultura Amélio Amorim, avenida Presidente Dutra, nº 2222, Feira de Santana – Bahia
Quanto: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)

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Clube de Patifes se prepara para lançar o quarto álbum da carreira

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Com 17 anos de estrada, o grupo baiano Clube de Patifes, natural da cidade de Feira de Santana, lança o quarto álbum de estúdio. Intitulado Casa de Marimbondo, o álbum firma a empreitada empreendedora da banda, que trabalha de maneira independente desde o começo da trajetória.

Com uma linguagem calcada no blues e em timbres do rock dos anos 50 e 60 (e com boas doses de groove), o Clube de Patifes – formado por Joilson Santos (baixo), Pablues (guitarra e voz), Paulo de Tarso (bateria), Luyd Andrade (guitarra), Rodrigo Borges (guitarra) e Kino Bone (Trombone) – investe ainda em temáticas afrobrasileiras e introduz referências da música baiana e caipira à sonoridade.

O novo trabalho, Casa de Marimbondo, é uma co-produção do Clube de Patifes com André T., renomado produtor musical que já trabalhou com representantes do rock baiano, entre eles Pitty, Cascadura e Retrofoguetes.

O álbum também reúne figuras do cenário musical nordestino. Faixa de abertura do disco, “Hey Mama” é uma parceria do conjunto com Luiz Caldas, ícone baiano e precursor do axé. Outros músicos da região engrossam a ficha técnica. Du Txai (atualmente na formação da banda Cascadura) participa de “Cavalo de Troia”, enquanto o time de sopros da banda IFÁ Afrobeat – Vinicius Freitas (sax), Normando Mendes (trompete) e Matias Traut (trombone) – marca presença em “Voodoo”.

Casa de Marimbondo contém 11 faixas e o lançamento está marcado para 4 de março. Dois singles inéditos já foram divulgados e servem como excelente prévia para o disco completo. Ouça aqui.

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Project46: metal moderno, competente e corajoso

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Faz algum tempo que o produtor musical Jack Endino, mais conhecido no Brasil por ter trabalhado com Nirvana e Titãs, criou uma polêmica sobre bandas brasileiras que cantam em inglês. “Eu nunca consigo entender uma palavra!”, ele disse
, enfatizando as dificuldades de pronúncia e concluindo que o uso da chamada língua do mundo globalizado não garante sucesso fora do país e ainda fecha portas para o êxito nacional. Como se podia esperar, a declaração dividiu opiniões nas redes sociais.

Os paulistanos do Project46 parecem ter a mesma opinião de Endino, ao menos quanto a considerar ilusória a ideia da língua estrangeira como passaporte para o sucesso internacional. Depois do EP If You Want Your Survival Sign Wake up Tomorrow (2009), com quatro canções em inglês, eles decidiram apostar no idioma materno em seus dois álbuns de longa duração lançados até o momento, Doa a Quem Doer (2011) e Seja Feita a Nossa Vontade (2014). A escolha tem se mostrado a melhor conforme o quinteto se expande no circuito, a ponto de tocar em festivais como o Maquinaria (Chile), o Monsters of Rock (Brasil) e o Rock in Rio.

As letras são agressivas, questionam o cenário político, a atuação da grande mídia, as relações de trabalho e as atitudes individuais. Um exemplo é este trecho de “Caos Renomeado”, a primeira faixa do segundo disco: “A verdade é nua e crua, mas ninguém vê/ E o ibope só aumenta quando a merda já tá na TV/ E quem edita?/ Quem inventa as verdades que o povo não vê?/ E quem são eles? Quem representam?/ Somos todos escravos do quê?”. E não há como não lembrar o episódio em que a música “Se Quiser”, do disco anterior, foi boicotada em um programa global e absurdamente trocada por outra de mesmo nome, aquela da cantora Tânia Mara (!).

A verdade é que uma banda como o Project46 incomoda, pois encara quase tudo o que se coloca como padrão na música deste país. Se não cabe na maior emissora de TV, é porque diz verdades que ameaçam o reino da superficialidade. A sonoridade, inspirada em Lamb of God, Chimaira, Soilwork, Hatebreed, Slipknot e outros, também não atende às velhas e persistentes exigências comerciais. É um metal eclético, mas focado em influências mais atuais, turbinado por doses de hardcore.

Atração do Feira Noise – O Project46 já é nome certo no Feira Noise 2015, com show marcado para o dia 28/11. Caio MacBeserra (voz), Jean Patton (guitarra), Vinicius Castellari (guitarra), Rafael Yamada (baixo e voz), Henrique Pucci (bateria) estarão em Feira de Santana pela primeira vez, mostrando toda a fúria de seu repertório. Não deixe de conferir.

Por Ana Clara Teixeira

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Entrevista com Elsimar Pondé


Por Ana Clara Teixeira

O Feira Coletivo e o Movimento “O Beco É Nosso” estão juntos no Feira Noise 2015. No dia 15/11, o Beco da Energia vai servir de palco para o festival, recebendo atrações artísticas das mais variadas. O momento promete ser uma celebração da cultura independente, daqueles que se arriscam na arte mesmo com a ausência de incentivos por parte do poder público.

O jornalista Elsimar Pondé é uma espécie de elo entre as partes envolvidas na organização, pois atua em ambas. Nesta entrevista, ele conta sobre as origens da ocupação artística do Beco, a ideia de incluir o espaço na pauta do maior festival de artes integradas do interior da Bahia e, é claro, sobre toda a expectativa em torno do evento.

De que maneira você define “O Beco É Nosso”? Qual é o principal objetivo do movimento?

O objetivo principal do movimento é revitalizar e ressignificar, através da arte, uma área histórica localizada no coração do centro comercial de Feira de Santana e que estava praticamente abandonada pelos poderes públicos havia anos.

Na minha compreensão podemos definir “O Beco é Nosso” como uma ação coletiva, que tem se consolidado a partir do voluntarismo de artistas e ativistas culturais que entendem que os espaços públicos devem ser ocupados e que é necessário e perfeitamente possível oferecer atividades e formação cultural as comunidades em geral.

Quando e como surgiu essa ideia de resgatar o Beco da Energia e transformá-lo em um espaço de arte?

A ideia de transformar o Beco é do artista visual, tatuador e músico Márcio Punk. Um cara sensível, que conhece a região muito bem, principalmente pelo fato do estúdio dele ficar bem perto do Beco da Energia, na rua Marechal Deodoro. Ele sabia da situação de desprezo enfrentada pelas moradoras do lugar. Algumas pessoas vivem no espaço há mais de 40 anos.

Com muita competência, Márcio conseguiu articular ativistas, produtores e artistas, as ações chamaram a atenção da imprensa e do poder público e algumas melhorias já são percebidas no local, como por exemplo, uma melhor iluminação, com a reposição de lâmpadas que estavam queimadas, a limpeza periódica. Inclusive, teremos uma grande ação no próximo dia 18, em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social.

Também instalamos no local uma espécie de biblioteca comunitária, que intitulamos de “Geladeirotecas”. Os livros ficam dentro de geladeiras que estavam sem uso e a as pessoas tem acesso livre 24 horas por dia.

Não posso deixar de destacar que economicamente tem sido muito interessante para as moradoras, já que os bares instalados no Beco comercializam bastante nos dias de intervenção.

As intervenções no Beco têm atraído a participação de poetas, artistas plásticos, músicos… Enfim, gente que se dedica a vários segmentos da arte. A união desses artistas tem se dado por quais concepções de produção, recepção e acesso?

A concepção principal diz respeito ao entendimento de que é necessário ocupar os espaços públicos, transformá-los e ressignificá-los e, neste caso específico, possibilitar a comunidade que ali reside e trabalha a oportunidade de ter acesso a variadas manifestações culturais e artísticas.

Existe um coletivo que propõe, organiza e executa as atividades quinzenalmente, sempre em acordo com as moradoras do Beco. Agora tivemos um projeto aprovado no edital de Agitação Cultural, do governo da Bahia, e a partir de 2016 teremos condições de ampliar as ações, contemplando mais de 50 artistas da cidade e região. Eles farão apresentações e também vão realizar oficinas, workhshops, exposições, entre outros trabalhos.

A articulação entre o Movimento “O Beco É Nosso” e o Feira Coletivo já era esperada, pelas visões e atuações semelhantes no âmbito da cultura. Como foi planejada essa parceria para o Feira Noise 2015?

Foi muito simples. A ideia de levar o Feira Noise para o Beco se deu desde o início do movimento, em julho passado, quando membros do Feira Coletivo participaram das reuniões de articulação do movimento e das intervenções também. Depois disso, apenas dialogamos sobre como e quando fazer.

A decisão de levar shows de música, apresentações de dança, exposições de fotografias e recital de cordel reafirmar o caráter do Festival, de integração das artes, e corrobora com o trabalho que tem sido promovido pelo movimento “O Beco é Nosso”, que também se propõe a abarcar múltiplas linguagens artísticas.

Finalmente, o que o público pode esperar do Beco Noise? De Suinga a Macgyver MC, além de outros tipos de atrações, parece ser o dia mais eclético do festival.

Sem qualquer dúvida será o momento mais eclético do Festival e também das próprias intervenções no Beco da Energia, em geral. A intenção é atender aos mais diversos públicos.
As pessoas podem esperar ótimos espetáculos de dança e música, exposições fotográficas muitíssimo interessantes, além do recital de cordel com Kitute. Será um dia muito rico e diverso.

Confira a programação do #BecoNoise

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