As polêmicas do Circuito Fora do Eixo e as ações do Feira Coletivo Cultural em Feira de Santana

Recentemente o FdE foi alvo de uma série de polêmicas que se difundem na mídia nacional e alternativa. Tais polêmicas ganharam notoriedade maior após a aparição de representantes do FdE e Mídia Ninja, entre eles Pablo Capilé, no programa Roda Viva da TV Cultura. Dentre os temas da polêmica denúncia, está o de trabalho escravo, além de acúmulo de capital por parte de Pablo Capilé, exploração de grupos artísticos e indivíduos dentre outras.

O Feira Coletivo é parte integrante do Circuito FdE, porém não protagoniza todas as decisões nacionais e não aprova este tipo de posicionamento apontado e não comunga das denúncias feitas. Somos um movimento cultural e nestes quatro anos de existência lutamos pelo engrandecimento profissional de todos os envolvidos na construção das expressões culturais, não visamos lucros, em verdade sempre temos dívidas com parceiros que nos permitem adiar pagamentos.

Não entendemos que o FdE tenha nascido para exploração de outros sujeitos, pelo contrário, nosso grupo está na contramão do sentido predominante em nossa sociedade. Enquanto movimento, nos enquadramos em outra perspectiva, presamos pelo coletivo, pelo protagonismo do artista e outros envolvidos, pelo desenvolvimento de todos, pela construção da autonomia em relação aos grandes grupos de mídia e produtores. Nos últimos anos nos degastamos e gastamos muitos recursos pessoais para incentivar o crescimento de todos. Não temos arrependimento, este foi nosso entendimento do FdE desde o início, e isso não mudou na prática do circuito, este sem dúvida,  representa para nós uma alternativa.

Somos, no FCC, contra qualquer prática exploratória, dedicamos nossos dias para realizar eventos e atividades que não nos remuneram e que muitas vezes também não temos condições de remunerar o artista com valores em “R$”, pois nos falta recursos, ao menos financeiros. Entendemos que nossa prática pode ser representada como uma espécie de trampolim para todos, nos profissionalizamos e damos oportunidade de profissionalizar o artista ou grupo cultural e outros envolvidos. Difundimos expressões negligenciadas pelo poder público e a grande mídia, portanto fortalecemos e incentivamos o crescimento de público. Jamais conseguimos se quer ganhar um edital público, apesar de inúmeras tentativas. Buscamos isso com intuito de poder remunerar a todos e oferecer espetáculos gratuitos, como outros que fizemos onerando nossos salários, já que os integrantes do FCC são profissionais de várias áreas reunidos para lutar pela cultura. Somos um grupo político, de luta, um movimento que se baseia principalmente na solidariedade e coletividade.

Esta  é nossa posição coletiva sobre o Circuito FdE e apresentamos a todos, até então expressamos nossas crenças e ações e a atual preocupação com as denúncias de uma interpretação equivocada sobre o FdE. Agradecemos a todos que contribuem com o FCC, que é parte dele, que contribuí com os debates, que ajuda a formar uma cena cultural distinta. É esses e a nós mesmos que falamos. Muita luta está por vir, erros e acertos serão oportunos para nossa maturidade, mas estamos de prontidão e certos de avançarmos mais em nossa cidade, alcançaremos muito mais do que tocamos.

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