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Feira Coletivo promove oficinas de qualificação em produção musical em três cidades baianas

OFICINA

Cursos fazem parte das ações do Feira Noise Festival, que aconteceu no último novembro

 No mês de abril, o Feira Coletivo promove a oficina de Gestão e Produção Musical nas cidades de São Gonçalo, Irará e Amélia Rodrigues. Com o objetivo de qualificar novos agentes culturais na região, o curso busca desenvolver uma troca de experiências a partir dos eixos que compõem a cadeia produtiva da música. As inscrições são gratuitas e estão abertas no período de 6 a 10 de Abril para moradores de qualquer cidade do Território Portal do Sertão.

Os músicos Dimmy Drummer e a produtora Ana Camila são os facilitadores da oficina, que percorrerá temas relacionados à criação, produção, financiamento, formação e distribuição/circulação de produtos musicais. Tanto Ana Camila como Dimmy Drummer têm larga experiência como produtores de bandas e como agentes de shows e turnês. Com 08 horas de duração, a oficina pretende oferecer ao seu público-alvo noções aprofundadas sobre as diversas ações da produção musical no estado da Bahia.

A primeira parte da oficina, a cargo de Ana Camila, apresenta uma introdução à economia da música, passando pelos conceitos de criação e produção, além de falar sobre financiamento e ferramentas de comunicação que garantem o êxito das produções. na segunda parte, Dimmy trata das questões voltadas para a circulação de bandas e distribuição de material, as várias formas possíveis de formação de público atualmente e as parcerias possíveis para viabilizar turnês e fazer o produto circular.

A oficina é uma realização do Feira Coletivo, como parte das ações do Feira Noise Festival, festival de artes integradas que promoveu 30 shows musicais, 10 apresentações de dança, 02 mesas redondas em novembro de 2014, em Feira de Santana.

 SERVIÇO

 Oficina de Gestão e Produção Musical

São Gonçalo

Dia 10 de abril (sexta-feira), das 8h às 18h

Local: Espaço Popular, na praça J.J Seabra, Centro da cidade de São Gonçalo

Irará

Dia 11 de abril (sábado), das 8h às 18h

Local: Rua Pedro de Lima, 32, Centro

Amélia Rodrigues

Dia 17 de abril (sexta), das 8h às 18h

Local: A Definir

Inscrições gratuitas

Inscrições gratuitas

(http://www.feiranoisefestival.com.br/oficinas/)

Informações: (75) 9126 – 0049 | 71 9137-3438 – e-mail: feiracoletivo@gmail.com

Realização: Feira Coletivo

Sobre Dimmy Drummer:

Produtor cultural, baterista da banda instrumental Vendo 147, atuou como coordenador do núcleo de música e circulação do Coletivo Quina Cultural, tour manager, palestrante nas áreas de produção e gestão musical independente e coordenação de palco (staff).

Sobre Ana Camila:

Ana Camila trabalha com produção cultural na Bahia e no Rio de Janeiro. À frente da Ana Camila – Comunicação & Cultura, desenvolve projetos com bandas e artistas independentes de todo o país, com foco nas duas capitais mencionadas, atuando nas áreas de desenvolvimento, criação e execução de projetos, agenciamento e produção executiva, com foco na música. Atualmente está à frente das carreiras de Giovani Cidreira e Candice Fiais.

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Nota sobre o Feira Noise Festival 2013

O Feira Noise Festival surgiu em 2009 com o objetivo de garantir um espaço onde artistas independentes pudessem mostrar o seu trabalho. O Festival oportunizou apresentações de artistas de outros estados do país e, principalmente, de artistas de Feira de Santana que ocupou o mínimo de 50% da programação, e muitos outros talentos de todo interior baiano. Ao longo das suas quatro edições se tornou a principal atividade anual do Feira Coletivo Cultural, e uma das mais esperadas por artistas da cidade e região e pelo público carente de eventos com este perfil. Durante as quatro edições realizadas, promovemos entre atividades do festival e as prévias intituladas de Fervura Feira Noise, 119 shows musicais em Feira de Santana, 30 apresentações de dança, exposições de artes plásticas, exposições fotográficas, exibições de filmes, diversas oficinas, entre elas de produção de videoclipe, dança e desenho e roteiro para quadrinhos, debates, palestras e feiras de economia solidária e produtos culturais.
O objetivo maior sempre foi o de qualificar e fortalecer o cenário cultural na cidade e região, e contribuir para uma circulação artística que só tem crescido no interior da Bahia com rotas que passavam por Feira de Santana e diversas cidades baianas.
Em suas quatro edições e com estes resultados apresentados, os únicos financiadores do evento sempre foram o público e os próprios membros do coletivo. Por outro lado, todos os anos buscamos apoio e finaciamento através de programas de fomento da cultura no estado e município, como editais da SECULT-BA, porém não conseguimos aprovar nenhum dos projetos propostos, e ao mesmo tempo não vimos nenhum evento com este caráter ser realizado nestes anos em Feira e Região.
Mesmo diante das reprovações, o Feira Coletivo sempre acreditou ser fundamental o investimento na produção do Festival como forma de fortalecer uma plataforma que servisse de trampolim para carreira de diversos artistas independentes locais, regionais e de outros estados brasileiros, além de garantir um espaço permanente para apresentação da produção musical independente.Quando a Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura-SUDECULT assumiu a direção dos centros de cultura no interior , em 2011, centralizando as decisões na Diretoria de Espaços Culturais em Salvador, inclusive do Centro de Cultura Amélio Amorim, local onde foram realizadas todas as edições anteriores do nosso Festival e desde então, o Feira Coletivo vem dispondo de esforços para utilizar este espaço que anteriormente estava sendo sucateado e pouco utilizado com determinados aspectos de abandono e quando realizávamos atividades, ganhava novos ares e maior atenção da comunidade.
Em todos os anos anteriores em que realizamos o evento no CCAAm, obtivemos sucesso com a difusão de principios de ação coletiva, solidariedade e sucesso nas apresentações. Mais Infelizmente a soma dos fatores como a não disponibilidade de data para realização do evento no Centro de Cultura Amélio Amorim, a dificuldade em levantar recursos tanto no setor privado como no setor público através da SECULT-BA, dificultou muito a realização da nossa 5ª Edição do Feira Noise Festival.
Esta nota é uma satisfação ao público que já conhece e espera o Feira Noise Festival e que este ano ficará um pouco mais carente de opções acessíveis de cultura e lazer com o caráter do Feira Noise.

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ARTES VISUAIS NO FEIRA NOISE

As artes visuais também terão seu espaço garantido no Feira Noise, além da exposição fotográfica teremos a intervenção artística de Ailson Rolemberg – AR –, no dia 2 de novembro, e a esta participação especial da arte de rua no Festival é fruto da parceria do Feira Coletivo com o coletivo BOOM CLAP de Salvador

Sempre com suas mãos sujas de tinta, AR quebra a barreira do comum e interfere na paisagem urbana da cidade. Explorando a tipografia como o principal elemento da sua expressão, AR transforma letras em texturas, texturas em formas, e formas em um banquete de informações. Sua caligrafia clássica se mistura com técnicas e elementos atuais, e isso transforma suas pinturas em um passeio sem lugar nem data marcada.

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Sertanília disponibiliza download gratuito de 14 faixas do novo CD

Seguindo o roteiro de divulgação da música independente, o Sertanilia disponibiliza em seu hotsite o download gratuito de 14 faixas do seu primeiro CD, “Ancestral”. Lançado no final do mês de agosto, o CD possui 18 faixas, sendo 14 canções autorais e 4 regravações, e um livreto temático com letras e histórias das canções.


O Sertanília é um grupo de Salvador (BA) que possui o sertão como ponto de partida para busca de uma música universal, fortemente influenciada pelas manifestações culturais desse universo como: maracatu, ternos de reis, sambadas e ladainhas. Ancestral, possui apoio do Conexão Vivo e Governo do Estado da Bahia (através do FazCultura) e conta com as ilustres participações de: Xangai, Bule-Bule, Terno de Reis do Riacho da Vaca (de Caetité, BA),  dos percussionistas pernambucanos: Emerson Calado e Nego Henrique (ex-Cordel do Fogo Encantado) e Gilú Amaral (Orquestra Contemporânea de Olinda/Wassab).

As faixas estão disponíveis para download no www.sertanilia.com.br

 

Lista de músicas disponibilizadas no site:

01 – Areia do Mar
02 – Sambada de Reis
03 – Incendeia (Todo Amor Desse Mundo)
04 – Tempo de Sereno
05 – Canto de Chegada
06 – Nobre Folia
07 – Pombinha do Céu
08 – Perfume de Flor
09 – Ciranda do Fim do Mundo
10 – Eu Vou Embora Daqui
11 – Meus Buritizais Levados de Verdes
12 – Aguaceiro
13 – Pras Bandas de Lá
14 – Canto de Despedida

 

 

Mais informações:

 

Assessoria de imprensa:

Preta Oster – (71) 9161-9581

imprensa@sertanilia.com.br

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Socorro, meu Deus – uma noite inesquecível

No último dia 15 aconteceu a festa de lançamento do EP da banda Escola Pública. O nome do evento – Socorro, Meu Deus – foi o mesmo do primeiro videoclipe da banda feito para uma das melhores músicas do disco recém-lançado, mas, ao ouvir o trabalho, você com certeza vai encontrar mais um monte de canções que não irão sair de sua cabeça.

O evento foi realizado pelo Feira Coletivo Cultural, com o completo envolvimento das duas bandas locais. Isso mesmo, duas bandas locais, porque apesar da maior parte dos músicos da Escola Pública viver em Cachoeira, Ícaro, um dos integrantes, é de Feira de Santana e Pedro Patrocínio viveu muitos anos aqui e já tem uma história como guitarrista de outra banda da cidade, a Calafrio. Sendo assim, a Escola Pública também é de casa.  As duas bandas se envolveram na construção do evento e na sua divulgação, o que foi crucial para que ele fosse um grande sucesso.

Quem compareceu ao Botekim no ultimo sábado para conferir os shows da Escola Pública, Irmão Carlos e o Catado e Uyatã Rayra e a Ira de Rá, sem dúvida saiu de lá satisfeito com as excelentes apresentações e compartilhou a noite com um público bem bacana que lotou  a principal casa de show da cidade na atualidade, e que tem aberto espaço importante para a música independente de Feira de Santana.

Irmão Carlos e o Catado

A noite começou muito bem com o show de Irmão Carlos e o Catado, banda excelente de Salvador com um show divertido e cheio de surpresas, calcado na Black Music americana, mas com influências diversas da música nacional. As letras de Irmão Carlos são sensacionais e lembram um pouco o estilo de compor do Titã Arnaldo Antunes, inclusive rola uma versão muito boa de um clássico  do rock nacional, a música “Televisão”. Mas se é pra falar em releitura, a melhor de todas é “Um Lugar do Caralho” de Júpiter Maçã, sem dúvida a melhor versão da música que eu já ouvi. Entre as canções da banda predominam as do recente disco “Agora é Agora, Depois é Depois”, destaque fica com “Sedução Barata” e “Armas de Videogame”. Duvido que alguém tenha saído do evento sem o refrão “Armas de Videogame demoram de carregar” martelando no juízo.

Banda Escola Pública

Em seguida veio a Escola Pública, apresentando seu primeiro disco para a plateia feirense. A festa seguiu em grande estilo, o ritmo agora era o samba tradicional da Escola Pública, samba de Moreira da Silva e Ederaldo Gentil, entre outras grandes referências que o grupo de Cachoeira/Feira de Santana tem. E aí o Botekim em peso sambou o “Consenso (samba do IBGE)”,  “Socorro, meu Deus”, “Samba Alá”, “Samba do Novato”, entre outras canções que completam o disco do grupo.  Com pouco mais de 2 anos de formada, a banda já se consolidou na cena independente baiana com shows pela capital e interior, um videoclipe premiado e agora com ótimo CD na bagagem. E novos passos estão sendo preparados. Sem dúvida iremos ouvir muito ainda sobre a Escola Pública.

Uyatã Rayra e a Ira de Rá

O show da Escola Pública acabou, mas o público não arredou o pé do Botekim, ainda faltava a noite ficar completa com a apresentação de Uyatã Rayra e a Ira de Rá, uma das principais promessas da nossa música. E a única coisa que podemos esperar de um show da Ira de Rá é alguma surpresa. E não foi diferente nessa ocasião, claro. Já que a noite era de lançamento do disco da Escola Pública a banda subiu ao palco usando uniforme de escolas municipais da cidade e transformaram o lugar numa sala de aula com direito a chamada e bolinhas de papel. Sala de aula também com direito a aprendizado e bom conteúdo, afinal, estavam homenageando uma Escola Pública de qualidade. E o show seguiu com o público aprendendo de primeira cada lição e repetindo em coro canções como “Amendoim”, “Princesa Comercial”, e uma grande homenagem ao nosso trovador urbano de Feira, o velho Pisa, com a música “Pimenta Malagueta”, cantada em peso pelo público e que ganhou um belíssimo arranjo de violino. A propósito, estas foram outras novidades no show, as participações de Don Carlos Furtado no violino e de Bel da Bonita na percussão incluindo novos sotaques africanos na música de Uyatã Rayra. Um show inteiro não foi suficiente para matar a vontade do público e a banda se despediu sob o pedido de “mais um”, que foi atendido com a promessa de novos shows que virão, para a nossa alegria!

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Clube de Patifes na Cidade da Cultura

Clube de Patifes se apresenta no próximo dia 22 de Setembro, sábado, na Cidade da Cultura. Na data a banda apresenta pela segunda vez o seu show Acústico, projeto iniciado em 13 de Julho e que conta com a participação de Fabrício Barreto, Gabriel Ferreira e Billy Cascão. No repertório um apanhado geral do trabalho da banda nestes quase 14 anos de carreira, além de canções dos dois primeiros discos, algumas releituras e também músicas que farão parte 3º álbum do grupo. Em suma, um show imperdível e que irá agradar em cheio os fãs da banda e os apreciadores da boa música.

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Coluna Maria Bonita na Bahia

As #FEmininas voltam ao nordeste para a segunda etapa da Coluna Maria Bonita!

As fotos acima já são de registro, feitas pelas integrantes da Coluna, que será toda retratadas por elas, cidadãs multimídia.

Quem recebe a visita das FEmininas são as cidades Vitóra da Conquista, Jequié, Feira de Santana e Salvador, que de 16 à 20 de setembro receberão os módulos dos simulacros da rede e trabalharão para a maior integração da bahia ao restante da regional

No início do ano as gestoras do Fora do Eixo CardUniversidade Livre Fora do Eixo ePartido Fora do Eixo estiveram em Fortaleza (CE), Quixadá (CE), João Pessoa (PB) e Sousa (PB), em imersão com os coletivos, onde fizeram várias reuniões de planejamento e ainda cumpriram agenda com parceiros e poder público de cada cidade.

Acompanhe mais novidades aqui! 🙂

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TANGERINA JONES NO JECA TOTAL BAR

Dia 23 de Setembro, próximo domingo, tem show da banda feirense Tangerina Jones no JECA TOTAL BAR, às 16 horas. A banda neste show irá apresentar novidades no repertório e também será o show de estréia do novo baterista da banda.

A banda surgiu a pouco mais de 1 ano com nome de Insuportável Hebert e a inigualável banda, em Fevereiro de 2012 mudou para Tangerina Jones. Em pouco tempo de atividade a banda já participou de importantes eventos dentro e fora de Feira de Santana e é um dos principais nomes da nova safra de bandas que tem como foco trabalho autoral na cidade.

Serviço:

Tangerina Jones no Jeca Total

Data: 23 de Setembro

Horário: 16 Horas

Valor: R$ 5,00



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Homenagem ao rock fez julho ferver

O mês do rock foi intenso, foram três datas planejadas pelo Feira Coletivo com muito carinho que público e bandas não vão esquecer. A ideia foi homenagear o nosso querido rock’n’roll durante todo o mês de julho em clima de aquecimento para o Feira Noise Festival 2012, já que esse é um dos principais estilos musicais dentro do diversificado leque de atrações que o evento trás para a cidade.
O primeiro Fervura Feira Noise aconteceu no dia 1° de julho, com a banda feirense Gaiola de Vidro, que tem um trabalho calcado no rock dos anos 80. O objetivo do grupo é trazer para o público um trabalho autoral, por isso, mesmo tendo o repertório ainda carregado de covers, já trabalham algumas composições e fizeram uma ótima apresentação mostrando a coesão adquirida com a grande quantidade de shows que tem feito na cidade. Já a Bestiário – sem dúvida, uma das melhores representantes do som pesado na Bahia na atualidade – veio de Salvador para mostrar seu rock cantado em português e com grande influência do thrash metal, as faixas do excelente álbum lançado em 2011 deram o ritmo do show.

Quem fechou a primeira noite foi a Calistoga, banda potiguar que estava em turnê pelo Brasil divulgando seu mais recente álbum. A banda fez uma apresentação impecável mostrando que estava pronta para a grande sequência de shows que ainda iriam fazer ao longo da turnê.

A segunda noite de Fervura ocorreu no dia 22 de julho e contou com a presença de 3 pedradas punk/hardcore. A noite começou com um gigante do rock baiano, a Pastel de Miolos, com mais de 15 anos de estrada fazendo punk rock /HC como poucos no Brasil – cheio de energia e perfeição, é isso mesmo, perfeição. Recentemente, a Pastel de Miolos lançou dois álbuns que são referência no Punk/HC nacional pela qualidade dos registros e, principalmente, pela qualidade das músicas, o “Ciranda” e o “Da escravidão ao Salário Mínimo”, e foram eles os predominantes no show, que teve como ponto alto a balada punk “Eu não quero ser o que você quer”, acompanhada em peso pelo público no Botekin. A noite seguiu com os também veteranos da carioca Jason, uma das bandas mais influentes do hardcore nacional e que estava em tour pelo Nordeste. A Jason vive uma nova fase com albúm recém-lançado “Obtuso”, que traz novos elementos para a música do grupo, o show teve clássicos como “A imagem é tudo, sua cabeça não tem nada” e, claro, músicas do novo disco, que já não se trata do hardcore puro e direto de meia década atrás. Mas toda essa mudança só fez do show do Jason no Fervura mais intenso e capaz de reunir novos e antigos fãs da banda.

Quem encerrou a noite do segundo Fervura foi a feirense Violência Suburbana, a banda era a mais nova da grade do evento, mas já tem no currículo shows por diversos estados brasileiros e eventos importantes da cena punk brasileira. Quem não conhecia o som da VS saiu extremamente satisfeito com o show que não deixou a desejar em nada, embalado por canções próprias e clássicos do Punk Rock Nacional, provando que a banda pode ser nova, mas se for comprometida com o trabalho, os resultados serão positivos sempre.

Na semana seguinte fizemos o último Fervura da série que comemorava o mês do rock, uma data com grade bem diversificada para mostrar ao público como o rock também tem uma dinâmica magnífica. Foi especial demais, tivemos um público recorde com cerca de 400 pessoas que começaram a noite com uma das melhores bandas da atualidade em Feira de Santana, a Tangerina Jones, que levou seu som com influências do rock clássico e nomes do folk como Neil Young e Bob Dylan. A banda fez o melhor show desde que iniciou suas atividades ano passado ainda como “O Insuportável Hebert e a Inigualável Banda”. No repertório, algumas canções novas como “Crapton” e “Zorro Blues” e outras que já são mais conhecidas do público como “Pretty Funky” e “Álcool e Gasolina” – esta última é uma das melhores músicas que ouvi nos últimos anos, melodia doce e refrão pegajoso que fica semanas na memória.

Tangerina Jones


Quem deu seguimento à noite foi a soteropolitana Scambo, que, pela segunda vez em Feira, fez um show redondo. No repertório, semelhante ao da apresentação anterior, não faltaram as releituras que já viraram marca da banda como “Ocê i Eu” de Gonzaguinha, “Carcará” de João do Vale e “Muito Romântico” de Caetano Veloso, além dos hits da banda “Amor de Graça” e “A Janela”.

Uyatã Rayra e a Ira de Rá

A noite seguia num clima maravilhoso e a última atração do Fervura se aprontava no palco, era o segundo show de uma das atrações mais aguardadas, Uyatã Rayra & a Ira de Rá. Muita expectativa havia em torno desse show e ninguém que ficou até 1h30 da manhã para ver o mais novo nome da música feirense se decepcionou, ou seja, quase todo público que iniciou a noite no Botekim ficou para ver o show sem dúvida inesquecível de uma das principais promessas da nossa música. A banda tem 6 meses de existência e tudo que eles prepararam foi novidade para o público presente, a não ser a canção “Princesa Comercial”, finalista no festival Vozes da Terra e já velha conhecida de quem acompanha o trabalho do cantor e compositor Uyatã Rayra (que ouso dizer é um dos melhores compositores do Brasil na atualidade e que ainda não teve a devida oportunidade de mostrar seu trabalho).

O Fervura definitivamente nos aqueceu e deixou grande expectativa para o Feira Noise Festival que vem aí com sua 4ª edição. Foi encerrado o ciclo de Fervuras de Julho, mas Feira de Santana segue com uma produção musical cada vez mais efervescente, fato que só não é percebido por quem não quer mesmo dar atenção a este novo momento.

Por Joilson Santos

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4ª Edição do Encontro de Compositores nesta Quinta


O Encontro de Compositores de Feira de Santana chega dia 2 de Agosto à sua 4ª edição em 2012, sempre seguindo o objetivo principal do projeto que é divulgar e valorizar a boa música com foco na produção autoral feirense, mas sem deixar de estabelecer conexões com outros compositores e cidades da Bahia.

O formato do evento tem sido um grande sucesso e cada edição tem se tornado inesquecível. O Encontro é uma ocasião ímpar para que os apaixonados pela música tenham oportunidade de ouvir e conhecer belas ca

nções e ter um contato mais próximo com a forma de compor de cada artista envolvido no projeto.

Em cada edição do evento, contamos com a presença dos compositores anfitriões Timbaúba, Paulo Costa, Marcel Torres e Rafael Damasceno, sempre na companhia de dois convidados, que na edição de agosto serão Leno Peixoto – um dos principais artistas de Feira de Santana com mais de 20 anos de carreira e uma obra primorosa como bagagem – e Giovani Cidreira – vocalista e um dos principais compositores da banda soteropolitana Velotroz, que recentemente lançou o EP “Banda do Futuro Apresenta: Espelho de Sharmene”.

Está 4ª edição contará com a transmissão ao vivo da rádio Viva Feira www.vivafeira.com.br

Serviço:

Local: Antiquário Pub
horario: 20:00h

Valor: R$ 10,00

Lista Amiga: R$ 5,00