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NervoChaos e ColdBlood em Feira de Santana

Nervochaos e Cold Blood, duas das mais tradicionais bandas brasileiras de Death Metal, passarão por Feira de Santana no mês de julho. O evento é promovido pelo ThunderGod Zine e pelo Feira Coletivo.

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            Em expressiva turnê nacional, o Nervochaos percorrerá 65 cidades de vários estados e regiões, com o objetivo de lançar Nyctophilia (2017), o recente álbum da banda, que há mais de duas décadas dedica-se ao Death Metal. Apesar de profundas mudanças na formação, o Nervochaos soube manter – e até mesmo incrementar, poder-se-ia dizer – a atmosfera agressiva e bestial do seu som. Os apreciadores do estilo poderão conferir de perto o resultado do obscuro e mortífero oitavo álbum desta tradicional banda paulistana, bem como, certamente, terão a oportunidade de bater cabeça ao som de clássicos oriundos dos trabalhos anteriores. Conhecido mundialmente, o Nervochaos já tocou em diversos países, e fará neste evento a sua segunda apresentação em Feira, depois de mais de dez anos.

            Estreando em terras feirenses, e acompanhando o Nervochaos na gigantesca turnê, se apresentará no mesmo dia outro importante nome do Death Metal brasileiro: Coldblood. A banda, fundada em 1992, é reconhecida pela atmosfera satânica de suas composições rápidas e letais, e impressiona pela carga sonora que é produzida pela exígua formação. Voz, guitarra e bateria, executadas pelos dois integrantes, Markus Couttinho e Diego Mercadante, se convertem em poderosos meios de profanação, com uma sonoridade marcante e original, que faz o apreciador do metal da morte se sentir em casa. O último disco, Indescribable Physiognomy of the Devil (2017), é uma prova de que o dueto carioca encontra-se em grande forma.

Serviço

Quem: Nervochaos e Coldblood

Quando: Terça, 25 de julho de 2017, a partir das 21h.

Onde: Offsina

Quanto: R$ 15,00

 

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Feira Coletivo Cultural promove primeira edição do Fervura Feira Noise 2017

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Circo de Marvin, Dona Cislene e Calafrio sobem ao palco do Botekim no próximo sábado

Vai começar o aquecimento para um dos maiores festivais de artes integradas do Norte / Nordeste. No próximo sábado (8), a partir das 21 horas, no Botekim Tematic, o Feira Coletivo Cultural promove o primeiro Fervura Feira Noise de 2017.

Três atrações vão agitar o evento, a banda baiana Circo de Marvin, que está de malas prontas para uma nova empreitada na carreira, a galera da Dona Cislene, de Brasília, e o grupo feirense Calafrio.

Circo de Marvin

De volta a Feira de Santana, depois de uma super apresentação, que enlouqueceu o público, há pouco menos de um ano, e antes de se mudar para São Paulo em busca de outros horizontes, a Circo de Marvin promete um show em “Modo Hard”.

Fundada em 2012, a banda já teve a oportunidade de tocar em eventos como Festival de Verão, Festival de Inverno Bahia e Rock Concha, além de abrir shows para Titãs, Raimundos e CPM22.

Dona Cislene

Pela primeira em Feira, o quarteto brasiliense Dona Cislene traz na bagagem as boas avaliações da crítica especializada e do público com relação ao álbum “Meninos e Leões”, lançado em abril deste ano.

Em oito anos de história, a banda é super consolidada no cenário underground de Brasília e já teve a oportunidade de rodar por vários estados como São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte.

Calafrio

Uma das bandas mais importantes do universo rock de Feira de Santana e do interior da Bahia, com mais de uma década de trajetória, a Calafrio se apresenta no Fervura depois de um show marcante no festival Rockcambo In Conexão no primeiro semestre deste ano.

Com riffs e letras marcantes, a banda costuma levar bons públicos aos eventos dos quais participa, com fãs que curtem e se envolvem com os shows. A formação atual conta com Pedro Patrocínio – guitarra e vocal, Siddhartha Gautama – vocal e guitarra, Robson Sousa – bateria e Bruno Mendes – baixo.

SERVIÇO

O QUE: Fervura Feira Noise
QUEM: Circo de Marvin, Dona Cislene e Calafrio
QUANDO: Sábado, 8 de julho, a partir das 21 horas
ONDE: Botekim Tematic Bar – Avenida João Durval Carneiro, nº2963 – Feira de Santana
QUANTO: Ingressos antecipados R$ 15,00 e no dia do evento: R$ 25,00
PRA SABER MAISwww.facebook.com/feiracoletivo

 

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Caravana da Música fará nova edição em julho com Diamba em Feira de Santana

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A Maré Produções Culturais fará uma edição especial do projeto Caravana da Música, a bem sucedida iniciativa que promoveu circulação de nomes de destaque da cena musical baiana por dez municípios do estado de janeiro a março de 2016. Agora será a vez de Feira de Santana receber o projeto, com uma única apresentação da Diamba, em show gratuito na Praça do Fórum, no dia 30 de julho, às 17h.  Em sua primeira edição, o Caravana da Música alcançou 15 mil espectadores, mostrando que a música produzida no estado é plural e há uma potência enorme de trocas no interior do estado. A expectativa é que a caravana possa ter continuidade e seguir em 2017.

 Para  a Maré Produções Culturais, a expectativa é que o Caravana da Música possa ter continuidade, mantendo os artistas baianos em circulação e difundindo essa produção musical consistente, mas que nem sempre tem os meios de alcançar um estado tão grande e diverso. A iniciativa conta com o patrocínio da VIVO, através do Fazcultura e nesta edição, recebe o apoio da Prefeitura de Feira de Santana.
 Além dessa edição extra do projeto em Feira de Santana, a novidade é que neste segundo semestre de 2016, será lançado um documentário, mostrando todos os bastidores do projeto, mas também trechos de apresentação e a reverberação do poder da música junto ao público. Realizado em parceria com a Movida Produtora de Conteúdo, encabeçada pela videomaker Dayse Porto, o filme será um importante registro da cena atual da música baiana.
 O show com a Diamba faz parte da celebração dos 20 anos do grupo, seguindo sua busca de inventar novas sonoridades e esquentar o público com seu ritmo dançante. Formada pelos músicos Duda Sepúlveda, o Duda Diamba no vocal; Renato Nunes no baixo e Tilson Santana nos teclados, a banda Diamba  se relaciona com a vertente nativa do reggae brasileiro com as particularidades da cultura regional. Para a banda, que hoje conta com mais quatro integrantes, o baterista Iuri Carvalho, o tecladista Paulo Fael e os guitarristas André Lomi e Reman Buchegger, o segredo é manter o reggae sempre em evolução.
 Para o músico Duda Diamba, “nesse momento da história quando a cultura precisa chegar com mais urgência nas pessoas, a Caravana da Música completa mais uma temporada, levando através do som de suas atrações uma ideia brilhante de conexão cultural. Nós, da Diamba, agradecemos a confiança e o deleite de participarmos do encerramento, de mais uma temporada, de grande sucesso. Numa Cidade de grande importância na vida cultural da Bahia, estamos chegando com a Caravana e na Mochila um Disco Novo, com Show novo. Setas indicam a direção para nosso grande encontro em Feira de Santana.”
 Com sotaque baiano e forma de fazer poesia cotidiana, a Diamba usa e abusa da literatura nordestina e ainda adiciona influências do Rock and Roll e da MPB em suas composições e repertórios. Já as influências do reggae vão de Bob Marley a Steel Pulse. A cadência de notas e a forma de cantar da Diamba são inconfundíveis e, ao mesmo tempo, totalmente globais. Nesses 20 anos de estrada pontuados pela produção de quatro discos e um DVD, gravados de forma independente, a Diamba fez inúmeras apresentações pela capital e pelo interior da Bahia, além das turnês no Rio de Janeiro, Florianópolis, São Paulo e no interior de Minas Gerais. Para os músicos, sair da Bahia significa sempre constatar a universalidade da música da Diamba e a abertura de novas portas.
Mais sobre a Diamba – Em sua cronologia a Diamba conta ainda com doze participações no Festival de Verão Salvador, o show no 1° Mundial de Bodyboarding, além da realização do projeto proprietário “Dia de Encontro”, com duas edições anuais. A primeira edição do projeto, em 2008, recebeu na Concha Acústica de Salvador a banda Carioca Ponto de Equilíbrio, com ingressos esgotados e público de 5.700 pessoas, enquanto a segunda edição, em 2009, lotou o Bahia Café Hall – Paralela. A banda também participou de duas edições do Mundial de Surf na Bahia, o WQS. No ano de 2010, a banda se destacou com o projeto “Te Encontro no Pelô”, realizado na Praça Teresa Batista, com quatro edições e convidados especiais do cenário local e nacional. Em 2011, a banda Diamba participou do SURF REGGAE TOUR, ao lado da banda paulista Planta & Raiz, que passou por Salvador, Feira de Santana e Porto Seguro. Já em 2012, a Diamba realizou o lançamento do seu 4º CD, o FMD, Fraternidade Musical Diamba. A grande surpresa do FMD foram as participações especiais: Alexandre Carlo, do Natiruts, na música “Coisas da Vida”, Hélio Bentes, da Banda Ponto de Equilíbrio, na canção “Bob Rei”, e Zeider, da banda Planta & Raiz, gravou a faixa “Falando com Jah”. O ano de 2013 foi agitado para a Diamba. Com a agenda de verão lotada, o grupo circulou pelas cidades do Sul da Bahia, tais como Barra Grande de Camamu, Ilhéus, Itacaré, e voltou aos palcos do Festival de Verão e do Estúdio do Som, com recorde de público. A agenda de carnaval também esteve lotada, com desfiles no Circuito Barra – Ondina, com o trio pipoca batizado de Reguitarrice Diamba, patrocinado pela Prefeitura de Salvador, e com shows no palco do Camarote Planeta Band, no Palco Sustentável da Praça Castro, patrocinado pelo Banco Itaú, e na programação do “Carnavais Negros”, no Palco Resistência. Em 2014, logo no começo do ano, durante o Festival de Verão 2014, Duda Diamba foi o único convidado da banda Jamaicana The Wailers para representar o reggae nacional no show da banda em terras baianas. Além da circulação regional intensa, a banda foi uma das atrações credenciadas nos Espaços Culturais da Secult e do Pelourinho. 2015 foi também um ano de grandes conquistas para a banda, com a participação na gravação do DVD “Clássicos de Reggae Brasil”, da banda Natiruts, internacionalmente reconhecida; a participação no Carnaval do Pelourinho e nos bairros de Salvador, promovido pela Prefeitura; parceria com o ITAL STUDIOS, estúdio especializado em reggae; produção musical do novo CD, “Setas Indicam a Direção” e outros projetos como o Dia Nacional do Reggae, que consolidam a trajetória ascendente da Diamba no cenário da música reggae, sendo reconhecida como um dos principais grupos e respeitada como referência musical.

Serviço

Edição Extra Caravana da Música – Feira de Santana

 Quando: dia 30 de julho, às 17h
 Onde: Praça do Fórum
 Quem: Diamba
 Realização: Maré Produções Culturais
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Dingo Bells (RS) se apresenta pela primeira vez em Feira de Santana

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De Porto Alegre, e em seu primeiro show em Feira de Santana, a Dingo Bells apresenta “Maravilhas da Vida Moderna”, álbum que já ganhou a simpatia de publicações como Folha de S.Paulo, O Globo, Rolling Stone, Zero Hora e O Estado de S. Paulo, e garantiu shows lotados nas capitais gaúcha e paulista.

Lançado em abril, “Maravilhas…” é resultado de um cuidadoso e inspirado trabalho em estúdio, conduzido pelo produtor Marcelo Fruet (Apanhador Só). Da pré-produção à masterização, o trio gaúcho levou um ano para finalizar o disco.

Agora, entrega arranjos sofisticados e de forte apelo pop, harmonias vocais expressivas, melodias dançantes (que flertam com a soul music) e letras reflexivas sobre angústias contemporâneas — e completa o pacote com participações especiais de Felipe Zancanaro (Apanhador Só), Ricardo Fischmann (Selton) e Tomás Oliveira (Mustache & Os Apaches), entre outros.

Sem pressa, e com grande reconhecimento na cidade de origem, Rodrigo Fischmann (voz e bateria), Felipe Kautz (voz e baixo) e Diogo Brochmann (voz e guitarra) surgem em 2015 como surpreendente aposta nacional.

Ouça:
www.dingobells.com.br

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Meia dúzia de canções e uma ponte sonora

CAPA2Depois de um tempo divulgando singles esparsos nas redes sociais e nos shows, a Novelta chega ao lançamento de seu primeiro EP. Quintais Abertos, o título escolhido para o registro, é um jeito minimalista de fazer referência a tudo o que a banda vem experimentando na música independente. Expressa uma recusa característica em erguer barreiras entre as produções e o público, diz sobre a liberdade de se relacionar francamente com a arte, longe das amarras midiáticas. Como uma criança que se sente plena no quintal, onde pode brincar com a terra e as plantas, a Novelta não poderia estar mais à vontade em sua posição.

Para Wendell Fernandes (voz e guitarra), José Cordeiro (guitarra), Filipe Figueiredo (baixo) e Luciano Cotrim (bateria), a música é meio e finalidade, é causa e consequência. Essa visão ajuda a explicar por que o quarteto decidiu cuidar pessoalmente da produção do EP, trabalhando em seis composições que se colocam ao redor de um mesmo eixo: o stoner rock, uma ponte que liga a cidade californiana de Palm Desert ao sertão nordestino. A este som de inspiração sinestésica, que não perde a aspereza nem em seus instantes de psicodelia, a realidade da caatinga se junta sem nunca parecer um corpo estranho.

A primeira faixa é “Santa Poeira”, que também foi o primeiro single lançado pela banda, ainda em 2013. É a canção definidora da Novelta em todos os pontos, com guitarras básicas e letra sobre o cotidiano de muitos sertanejos, sua ignorância, opressão e misticismo desesperado: “Nem parece que estamos tão perto/ neste solo de árido horror./ Aqui na terra com nome de santo/ toda planta tem a mesma cor.// Mas porém, quem dará o sentido/ Se fazem fila para vir me roubar./ Não vejo o sol se acender e nem se apagar.”. O Nordeste está nos vocais de Wendell, que canta cada verso se apegando orgulhosamente a uma entonação regional.

Em “Santos Populares”, o tema é certa cidade famosa por sua vocação para o comércio. Dialogando com “Princesa Comercial”, música do grupo local Uyatã Rayra e a Ira de Rá, a leitura de Feira de Santana se completa numa metáfora cidade-mulher. O ouvinte desavisado pode achar que a sonoridade lembra o Nirvana, mas o que acontece é um processo análogo ao do trio de Seattle. Como fazia Kurt Cobain, a Novelta retorna a influências alternativas oitentistas, como é o caso, sobretudo, do Black Flag, para produzir um som a caminho do acessível.

“Ancorado”, a melhor das canções inéditas, seria o épico do quarteto feirense se essa significação fosse minimamente apropriada. É o tipo de música que escutamos visualizando possíveis clipes, porque sua letra é a mais pessoal, conta a história de uma maneira de viver. Musicalmente, aproveita-se de um flerte com várias subdivisões, do começo que lembra algo mais cool do apanhado das Desert Sessions até uma evolução que termina encontrando bandas como Fatso Jetson e outras que não se identificam com o lado modern rock do stoner feito nos Estados Unidos na década de 1990.

Entrando na segunda metade, o EP se uniformiza numa sonoridade perto de qualquer coisa que Josh Homme tenha gravado após o Kyuss, embora “Êxodo” também soe como uma banda punk/hardcore tentando ser mais melódica – ou o contrário. Em “Beira de São Francisco”, a influência de Queens of the Stone Age é escancarada pelo riff bem parecido com o de “No One Knows”. A letra, em compensação, é outro exemplo de que a Novelta não apenas descobriu uma ponte sonora, como conseguiu cruzá-la na direção do nosso semi-árido: “Manhã de sol e uma lata d’água ela tem que carregar,/ É o curso do rio, mas o rio vai ter que bater pra desviar.// Ah! Já foi melhor! Sinto dizer… A vida parece que não vai melhorar.”.

Conhecendo “Um Espelho”, passamos a saber que Quintais Abertos tem seu hit, e não importa que ele não vá ser executado nas rádios. Importa é que, com seu refrão fácil e suas imagens da vida interior e daquilo que vive diante de nossos olhos, encerra um trabalho que sobressai pela emoção e honestidade com que cada acorde é tocado. Um dos versos excelentes da Novelta, e muitos o são, comunica uma certeza que fica inabalável do início ao fim da audição desta estreia: “Coração na mão não há de se perder”. Não mesmo.

Por Ana Clara Teixeira.

Download: http://www.novelta.com.br

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Banda baiana Inventura faz turnê de lançamento do seu primeiro disco

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Financiada pela FUNCEB, tour passa por Vitória da Conquista, Feira de Santana e Salvador

Dia 28 de setembro, em Vitória da Conquista, tem início a turnê de lançamento do primeiro disco da banda Inventura. Natural de Alagoinhas, a banda faz shows ainda em Feira de Santana (11/10) e Salvador (12/10), apresentando as canções autorais que compõem o repertório deste primeiro trabalho, lançado em 2014. A tour é financiada pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, através do Calendário das Artes, e conta com bandas convidadas em cada uma das cidades.

Com 13 faixas autorais, o disco traz um rock simples e cativante, com arranjos que passeiam por diferentes texturas musicais e letras com temáticas que envolvem facetas do cotidiano e do comportamento humano. O CD, também intitulado INVENTURA, foi gravado e produzido pela banda de maneira independente, e isso permitiu que Lucas Costa (voz e baixo), Felipe Costa (bateria) e Paulo Dantas (guitarra) levassem para o estúdio uma energia que, por vezes, remete à de uma apresentação ao vivo. É esse mesmo clima que o INVENTURA leva para os palcos, proporcionando ao público uma experiência bastante calorosa e peculiar, regada a muito rock.

Na cena desde 2007, a Inventura já tocou em diversos festivais e eventos, como: Conexão BH (MG), Palco do Rock, no carnaval de Salvador (BA), Grito Rock (BA), Noites Baianas (BA), Nordeste Independente (BA), Noite Fora do Eixo (BA), entre outros. Em 2013 a banda realizou a turnê Energec Rock em parceria com a banda Neutrall (SP) em cidades do interior de São Paulo. Além dessas apresentações os integrantes estão sempre buscando movimentar a cena artística de sua cidade natal, promovendo eventos importantes como: “Dobradinha de Rock” e “Junto”, em parceria com músicos da região.

  SERVIÇO

Inventura em Feira de Santana (BA)

Data e Horário: 11/10 (sábado), às 22h

Local: Antiquário Pub Convidados: Os Jonsóns + Insert a Coin + Novelta

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Erasy: tributo stoner às origens do metal

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O stoner tem sido o caminho mais adotado por aqueles que buscam evocar o rock clássico setentista e seus principais herdeiros surgidos nas décadas seguintes. É o que estabelece ligação, por exemplo, entre os ucranianos do Stoned Jesus, os suecos do Asteroid, os norte-americanos do Orchid, os italianos do Black Capricorn, os canadenses do Blood Ceremony, os brasileiros do Black Drawning Chalks e outros grupos espalhados pelo mundo afora, apesar de soarem pouco parecidas entre si. Aproveitando-se das muitas combinações possíveis de estilos, as bandas podem se associar ao heavy metal tradicional, ao doom, ao sludge, à psicodelia ou mesmo ao southern rock, mas mantendo a característica de riffs pegajosos e bateria repetitiva.

Em Feira de Santana, a tendência já não chega a ser uma novidade. Além da Novelta, banda com canções autorais que realizou vários shows na cidade em 2013, existem também os interessados que acompanham lançamentos, trocam indicações e, portanto, ao menos já formam um pequeno público. O cenário nunca esteve tão propício ao stoner, tornando natural e até necessário o aparecimento de mais um nome dentro da proposta: a Erasy, composta por Luciano Penelu (voz), Wendell Fernandes (guitarra), Leandro de Carvalho (guitarra), Joilson Santos (baixo) e Alan Magalhães (bateria).

Segundo Penelu, a Erasy é uma banda criada por amigos que se reúnem para beber e conversar sobre música, com o objetivo maior de incrementar esses encontros. “Sempre estivemos envolvidos individualmente em outras bandas, mas nunca tocamos juntos”, explica, referindo-se ao fato de ele próprio e Leandro serem membros da Goddamn Electric (cover do Pantera), Wendell integrar a Novelta, Joilson tocar no Clube de Patifes e Alan fazer parte da Metalwar, todas bem conhecidas na cena feirense. A ideia do quinteto é fazer algo sem grandes pretensões, um tipo de homenagem ao Black Sabbath numa linha doom/ stoner/ sludge.

Assim, enquanto a Novelta se apega a referências mais recentes, como as bandas de Josh Homme e o Fu Manchu, a Erasy tira sua sonoridade da década de 70, sem medo de escancarar a influência de Tony Iommi. Sua conexão com os anos 90 ocorre somente pelos vocais, que remete ao de Phil Anselmo em certos momentos do Reinventing the Steel – por sinal, o álbum em que o Pantera mais chega perto do som sabbathiano – e, às vezes, ao de Kirk Windstein, do Crowbar. No instrumental, a predominância das raízes do heavy metal é quase absoluta, como ocorre nos trabalhos de Electric Wizard, Church of Misery e Goatsnake, por exemplo.

De acordo com Joilson, a banda deve lançar nos próximos meses dois singles e um vídeo ao vivo em estúdio. As três primeiras gravações que ouvi da banda, ainda sem o acabamento ideal, me proporcionaram uma noção do que estava por vir, consistindo em duas composições autorais e uma versão mais sombria de “Hole in the Sky”, clássico da era Ozzy. Escutando Hallows, a primeira coisa que notamos é a semelhança com a fase inicial do Pentagram, a de “When the Screams Come”, “Review Your Choices” e outras músicas com a mesma pegada. Quanto a “Living Hell”, é indiscutível que o riff de A National Acrobat, do Sabbath Bloody Sabbath, serve de inspiração. Ambas as inéditas seguem estritamente a fórmula deixada pelo Black Sabbath para as bandas de doom, isto é, apenas na parte final apresentam alguma alteração na lentidão do ritmo.

 “Não há mistério em nosso jeito de fazer metal: é o mais simples, arrastado e pesado que podemos executar enquanto bebemos e balançamos a cabeça”, diz Penelu. Com essa definição tão simples quanto suficiente, escrever mais sobre a Erasy e sua cadência hipnótica seria um erro. Caberá a cada ouvinte, a partir de agora, perceber a honestidade com que os elementos são articulados e seu resultado diante de uma plateia.

E a Erasy lançou seu primeiro single, Living Hell, música inaugural gravada no Evolution Studio e Mixada por Jera Cravo.

Autor – Ana Clara Teixeira

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Confete, Serpentina e Sorvete de Cajá

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    O Feira Coletivo vai entrar no clima de festa que invade a cidade durante o mês de abril, trazendo música boa, animada e independente. É o Folia Feira Noise, dia 13/04, às 21h, no Botekim, com as bandas Suinga, Quarteto de Cinco e a Roça Sound. E pra brincadeira ficar ainda mais divertida, a galera pode soltar a criatividade pra improvisar ou tirar aquele chapéu de pirata do armário porque a festa vai ser à fantasia.
Folia de verdade tem que ter animação, e disso a Suinga entende. O grupo soteropolitano já é conhecido do público feirense e sempre coloca a o povo pra dançar ao som de sua surpreendente mistura de axé, fricote, samba-reggae arrematada por uma atitude rock’n’roll. E por falar no bom e velho, ele também vem pra festa de carona nos acordes da Quarteto de Cinco, que voltou com tudo no final do ano passado lançando o EP “Recompensa”. As honras da casa ficam por conta da Roça Sound, a pancada sonora feirense que coloca o marasmo na lona com vários rounds de ragga, dancehall e dub, vai encarar?
Claro que vai! Quem também convida é a nossa Banquinha, que vai estar lá com seus produtos de artistas independentes com sotaques dos quatro cantos do país. O Folia é a primeira chamada pro Feira Noise, festival de arte integrada promovido anualmente pelo Feira Coletivo.

Serviço:
O quê: Folia Feira Noise
Quando: 13/04 | 21h
Onde: Botekim – Av. Joao Durval Carneiro 2963 – Ponto Central
Quanto: R$ 10 foliões fantasiados | R$ 15 foliões sem fantasia (ingressos na portaria do evento)
Facebook: http://bit.ly/FoliaFeiraNoise

 

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Deserto e Som

         Por  Ana Clara Teixeira

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Novelta no Veraneio Fora do Eixo

           A ideia de uma banda stoner em Feira de Santana parecia não envolver qualquer tipo de particularidade em relação à ideia de uma banda stoner em outra parte do globo. Por mais que a competência seja um traço geral facilmente identificável, a falta de inovação é a regra em praticamente tudo o que apareceu no subgênero a partir da década de 2000: é comum muitos álbuns agradarem ao ouvinte na perspectiva do mais-do-mesmo, mas não possuírem coisa alguma para fazê-los dignos de maior admiração ou de uma apreciação duradoura. Ainda mais raro que achar um exemplo de originalidade, diga-se, é encontrar um caso de exploração de toda a potência sensorial de que o stoner rock dispõe, e eis aqui o ponto arriscado onde surge um acontecimento feirense chamado Novelta.

            Conversar com o frontman e guitarrista Wendell Fernandes, também responsável pelas letras, leva-nos a descobrir a ligação possível – e até óbvia – entre uma cidade do semi-árido baiano e um estilo musical nascido basicamente no deserto de Mojave, Califórnia. “Quase tudo o que escrevemos até aqui remete ao calor, à seca, bicho morrendo de sede, solo seco e por aí vai”, explica, destacando que foi um choque retornar da Europa, após viver seis anos divididos entre Espanha e Portugal, e rever esta paisagem tão empoeirada e quente. Acostumado a utilizar a língua inglesa nas composições de metal feitas para projetos anteriores, a proposta de escrever em português veio rapidamente acompanhada do plano de criar uma derivação que se concentre na temática, uma espécie de “agreste-rock” cujo conceito passará, nas palavras do músico, por “esse pé rachado do barro seco e vermelho da estrada”.

            Estranhamente, a primeira música divulgada pouco lembra o stoner, muito semelhante que é a um rock moderno na linha pós-grunge. “O Golpe” é a canção que mais se distingue no repertório porque lembra o Foo Fighters, apesar dos vocais mais agressivos e do refrão mais sujo. Na gravação incompleta de Santa Poeira, contudo, já fica explicitada uma conformidade com aqueles momentos climaticamente psicodélicos e típicos do álbum Welcome to the Sky Valley, do Kyuss. Podemos classificá-la, aliás, como uma descendente da faixa “Space Cadet”, sendo esta também pertencente à família da viajante “Planet Caravan”, do Black Sabbath. Para completar, os versos brotam todos de uma aridez quase sentida por meio da audição, pois se juntam ao que há de sugestivo no som desértico calcado em certo vazio arremessado estrategicamente no barulho.

            O público não deve interpretar como gratuitas as eventuais saídas dessa sonoridade principal. A experiência dos músicos com outros estilos faz com que a Novelta naturalmente não se apegue em excesso aos clichês de um único estilo: o guitarrista José Cordeiro esteve na Casa de Vento, grupo indie bastante ativo na cidade entre 2010 e 2011, e tem entre suas influências patentes a carreira-solo de John Frusciante, o Radiohead, o Black Rebel Motorcycle Club e o experimentalismo de um The Mars Volta; o baixista Filipe Figueiredo vindo da mesma banda, somente agora está mesclando o stoner a suas referências do indie rock; e o baterista Luciano Cotrim, que gosta de unir o grunge a inspirações metálicas, foi companheiro de Wendell na Erasy, uma banda de doom metal.

            “É uma banda nova de puta velha”, define sem floreios o vocalista para logo depois enumerar suas próprias fontes, desde o evidente Queens of the Stone Age até os portugueses do Miss Lava, incluindo o Mondo Generator, Mark Lanegan, Dozer, Cabron, Truckfighters, Motörhead e Eagles of Death Metal. “Ouço bastante hard rock e gostaria de trazê-lo de modo melhor para uma banda. Para mim, o stoner é o primo pobre do hard rock, como prova “Fatso Forgotso” (música do Kyuss). Eagles of Death Metal é isso, talvez a que traga mais hard rock no som e que nem sei se chega a ser stoner”. De fato, esse parentesco incontestável é motivo pelo qual conhecemos tantas bandas atuais de hard rock que, quando desejam soar setentistas, soam também um tanto stoner, caso de Graveyard, Siena Root, Necromandus e tudo o que chegue a soar próximo de um Pentagram 70’s.

            É importante que o público acompanhe, de agora em diante, a forma como o quarteto lidará com a divulgação do trabalho e as possibilidades de criação artística abrangíveis nesse processo. Por se tratar de uma formação recente – o primeiro show ocorreu apenas no dia 19 de janeiro, no Veraneio Fora do Eixo, inaugurando a participação em eventos promovidos pelo Feira Coletivo Cultural –, a maior parte de seu “projeto agreste-rock” ainda aguarda ocasiões de ser posta em prática. O trunfo de pensar um direcionamento que possamos ouvir, ver e sentir em sua identificação com nosso ambiente, por si só, já confere méritos a um grupo despretensioso o suficiente para se assumir em redes sociais como “outra daquelas bandas de rock”.

         Ademais, da maneira exata como existe, é certo que a Novelta não poderia existir em nenhum outro lugar: é stoner, sim, e é de Feira.

Sertanília por Léo Monteiro (16)
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Sertanília disponibiliza download gratuito de 14 faixas do novo CD

Seguindo o roteiro de divulgação da música independente, o Sertanilia disponibiliza em seu hotsite o download gratuito de 14 faixas do seu primeiro CD, “Ancestral”. Lançado no final do mês de agosto, o CD possui 18 faixas, sendo 14 canções autorais e 4 regravações, e um livreto temático com letras e histórias das canções.


O Sertanília é um grupo de Salvador (BA) que possui o sertão como ponto de partida para busca de uma música universal, fortemente influenciada pelas manifestações culturais desse universo como: maracatu, ternos de reis, sambadas e ladainhas. Ancestral, possui apoio do Conexão Vivo e Governo do Estado da Bahia (através do FazCultura) e conta com as ilustres participações de: Xangai, Bule-Bule, Terno de Reis do Riacho da Vaca (de Caetité, BA),  dos percussionistas pernambucanos: Emerson Calado e Nego Henrique (ex-Cordel do Fogo Encantado) e Gilú Amaral (Orquestra Contemporânea de Olinda/Wassab).

As faixas estão disponíveis para download no www.sertanilia.com.br

 

Lista de músicas disponibilizadas no site:

01 – Areia do Mar
02 – Sambada de Reis
03 – Incendeia (Todo Amor Desse Mundo)
04 – Tempo de Sereno
05 – Canto de Chegada
06 – Nobre Folia
07 – Pombinha do Céu
08 – Perfume de Flor
09 – Ciranda do Fim do Mundo
10 – Eu Vou Embora Daqui
11 – Meus Buritizais Levados de Verdes
12 – Aguaceiro
13 – Pras Bandas de Lá
14 – Canto de Despedida

 

 

Mais informações:

 

Assessoria de imprensa:

Preta Oster – (71) 9161-9581

imprensa@sertanilia.com.br