Página 1
Padrão

Feira Noise recebe bandas veteranas da capital

Por Ana Clara Teixeira
Retrofoguetes 2015_2 (Foto por Ricardo Prado)

Um dos traços que o Feira Noise faz questão de manter em todas as edições é a presença de muitas atrações musicais da Bahia, tanto da capital quanto do interior, escolhidas por quem conhece e faz parte da cena. Em 2015, a seleção feita propõe um equilíbrio quantitativo entre nomes ainda pouco conhecidos e outros já consagrados. As bandas soteropolitanas Retrofoguetes e Cascadura, ambas de longas trajetórias, são os carros-chefe deste segundo grupo.

Os Retrofoguetes, que se apresentam no festival no dia 27, existem oficialmente desde 2002, quando remanescentes da formidável The Dead Billies decidiram fundar uma banda instrumental. As influências não saíram do perímetro do rock dos anos 50 e 60, mas o psychobilly outrora predominante foi perdendo espaço para um som calcado na surf music. No primeiro disco, Ativar Retrofoguetes! (2003), esse som é incrementado pelo rockabilly, resquícios de psychobilly e uma influência aguda da cultura pop. Em Chachachá (2009), o segundo lançamento, outras influências ficam mais à mostra do que no debut, como a música latina e o jazz.

Os trabalhos de estúdio trouxeram reconhecimento nacional e internacional. Os Retrofoguetes têm no currículo participações em eventos de grande importância, entre eles o Festival de Verão de Salvador, o Abril pro Rock, o Coquetel Molotov e o DoSol. As canções mereceram a atenção da MTV, da Rolling Stone Brasil, do circuito argentino de shows independentes e da Rádio BBC.

11129473_936223013075951_261771119_o

A banda Cascadura, fundada em 1992, é outra que não ficou somente no destaque regional. Seus cinco discos (#1 – 1997; Entre! – 1999; Vivendo em Grande Estilo – 2004; Bogary – 2006; e Aleluia – 2012) vão de uma ponta a outra da história do rock, entre os clássicos das primeiras décadas e os alternativos das duas décadas mais recentes. O talento do vocalista e guitarrista Fábio Cascadura, o responsável pelas composições, se demonstra também em parcerias com outros artistas, como Pitty, Nando Reis e os paulistanos da Tomada.

Este ano, depois de prêmios, turnês, festivais, o documentário Efeito Bogary (2009) e todo um legado construído para o rock independente da Bahia e do Brasil, a Cascadura anunciou o fim das atividades. O show no Feira Noise, confirmado para o dia 28, deve marcar sua última passagem por Feira de Santana. É a chance do público local de ver e rever uma banda que já está destinada a virar lenda.

novelta
Padrão

Meia dúzia de canções e uma ponte sonora

CAPA2Depois de um tempo divulgando singles esparsos nas redes sociais e nos shows, a Novelta chega ao lançamento de seu primeiro EP. Quintais Abertos, o título escolhido para o registro, é um jeito minimalista de fazer referência a tudo o que a banda vem experimentando na música independente. Expressa uma recusa característica em erguer barreiras entre as produções e o público, diz sobre a liberdade de se relacionar francamente com a arte, longe das amarras midiáticas. Como uma criança que se sente plena no quintal, onde pode brincar com a terra e as plantas, a Novelta não poderia estar mais à vontade em sua posição.

Para Wendell Fernandes (voz e guitarra), José Cordeiro (guitarra), Filipe Figueiredo (baixo) e Luciano Cotrim (bateria), a música é meio e finalidade, é causa e consequência. Essa visão ajuda a explicar por que o quarteto decidiu cuidar pessoalmente da produção do EP, trabalhando em seis composições que se colocam ao redor de um mesmo eixo: o stoner rock, uma ponte que liga a cidade californiana de Palm Desert ao sertão nordestino. A este som de inspiração sinestésica, que não perde a aspereza nem em seus instantes de psicodelia, a realidade da caatinga se junta sem nunca parecer um corpo estranho.

A primeira faixa é “Santa Poeira”, que também foi o primeiro single lançado pela banda, ainda em 2013. É a canção definidora da Novelta em todos os pontos, com guitarras básicas e letra sobre o cotidiano de muitos sertanejos, sua ignorância, opressão e misticismo desesperado: “Nem parece que estamos tão perto/ neste solo de árido horror./ Aqui na terra com nome de santo/ toda planta tem a mesma cor.// Mas porém, quem dará o sentido/ Se fazem fila para vir me roubar./ Não vejo o sol se acender e nem se apagar.”. O Nordeste está nos vocais de Wendell, que canta cada verso se apegando orgulhosamente a uma entonação regional.

Em “Santos Populares”, o tema é certa cidade famosa por sua vocação para o comércio. Dialogando com “Princesa Comercial”, música do grupo local Uyatã Rayra e a Ira de Rá, a leitura de Feira de Santana se completa numa metáfora cidade-mulher. O ouvinte desavisado pode achar que a sonoridade lembra o Nirvana, mas o que acontece é um processo análogo ao do trio de Seattle. Como fazia Kurt Cobain, a Novelta retorna a influências alternativas oitentistas, como é o caso, sobretudo, do Black Flag, para produzir um som a caminho do acessível.

“Ancorado”, a melhor das canções inéditas, seria o épico do quarteto feirense se essa significação fosse minimamente apropriada. É o tipo de música que escutamos visualizando possíveis clipes, porque sua letra é a mais pessoal, conta a história de uma maneira de viver. Musicalmente, aproveita-se de um flerte com várias subdivisões, do começo que lembra algo mais cool do apanhado das Desert Sessions até uma evolução que termina encontrando bandas como Fatso Jetson e outras que não se identificam com o lado modern rock do stoner feito nos Estados Unidos na década de 1990.

Entrando na segunda metade, o EP se uniformiza numa sonoridade perto de qualquer coisa que Josh Homme tenha gravado após o Kyuss, embora “Êxodo” também soe como uma banda punk/hardcore tentando ser mais melódica – ou o contrário. Em “Beira de São Francisco”, a influência de Queens of the Stone Age é escancarada pelo riff bem parecido com o de “No One Knows”. A letra, em compensação, é outro exemplo de que a Novelta não apenas descobriu uma ponte sonora, como conseguiu cruzá-la na direção do nosso semi-árido: “Manhã de sol e uma lata d’água ela tem que carregar,/ É o curso do rio, mas o rio vai ter que bater pra desviar.// Ah! Já foi melhor! Sinto dizer… A vida parece que não vai melhorar.”.

Conhecendo “Um Espelho”, passamos a saber que Quintais Abertos tem seu hit, e não importa que ele não vá ser executado nas rádios. Importa é que, com seu refrão fácil e suas imagens da vida interior e daquilo que vive diante de nossos olhos, encerra um trabalho que sobressai pela emoção e honestidade com que cada acorde é tocado. Um dos versos excelentes da Novelta, e muitos o são, comunica uma certeza que fica inabalável do início ao fim da audição desta estreia: “Coração na mão não há de se perder”. Não mesmo.

Por Ana Clara Teixeira.

Download: http://www.novelta.com.br

Narrativas Poéticas
Padrão

Projeto “Narrativas Poéticas em videoarte desde América Latina” passa por Feira de Santana

Karina Rabinovitz e Silvana Rezende - Foto: Cátia Milena/ Divulgação.

Karina Rabinovitz e Silvana Rezende – Foto: Cátia Milena/ Divulgação.

Em parceria com a DiaboA4 Editora, as soteropolitanas  Karina Rabinovitz (poetisa) e Silvana Rezende (videasta) trazem para Feira de Santana uma mostra do projeto que vêm desenvolvendo juntas aliando poesia e videoarte. A ideia é compartilhar todo o processo de investigação artística: a pesquisa, criação e realização audiovisual (videoarte) em países da América Latina e participação em Festivais e Mostras de Vídeos, passando pelo Uruguai, Argentina, Equador e Chile. Além disso, os videopoemas serão exibidos e, por fim, será promovido um debate sobre a presença da arte em nossas vidas, as formas e métodos de criação em videoarte, o pensamento latino-americano e a relação arte e cultura.

O projeto “Narrativas Poéticas em Videoarte desde América Latina” foi selecionado no Edital Setorial de Artes Visuais/2012, da Fundação Cultural, através da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

Karina Rabinovitz: http://www.karinarabinovitz.blogspot.com.br/

Silvana Rezende: http://silvanarezende.wordpress.com/

 

Serviço

O quê: Mostra “Narrativas Poéticas em videoarte desde América Latina”

Quando: 25/11 | 15h

Onde: MAC  –  Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira | Rua Geminiano Costa, 255 – Centro

Padrão

Feira Camelô 2.0 Feira Noise Festival 2014 – Selecionados

A comissão gestora da Feira Camelô 2.0, a ser realizada no Feira Noise Festival 2014 entre os dias 28 e 30 de novembro, informa a lista de selecionados para esta edição, visto que o número de inscritos ultrapassou o número de vagas.
Prezando pelos critérios descritos no Regulamento, os empreendimentos selecionados são:

APIMENTÁRIO
ASSOCIAÇÃO DE HIP HOP DE FEIRA DE SANTANA – H2f
BANANA MEC NICA
BATOM VERMELHO
BLUEBERRY BOMB
BOYRÁ TEIAS
BRECHÓ BIXO GRILO
CHACARTES
COOPERATIVA CACTUS

Convidamos os selecionados para reunião de apresentação da proposta da Feira Camelô 2.0. Além disso, a intenção é construir colaborativamente o formato da Feira, bem como pensar em ações que movimentem o espaço. Data, local e hora da reunião serão informados via email indicado na ficha de inscrição do selecionado.

IMPORTANTE: Aquele que não comparecer à reunião sem prévia justificativa terá a inscrição indeferida, liberando vaga para outro inscrito.
Em caso de dúvidas ou não recebimento da confirmação, favor entrar em contato: banquinha@feiracoletivo.com.br

Sexta Black
Padrão

Sexta Black traz a diversidade do hip-hop e da música jamaicana

Sexta Bla

No dia 7 de novembro, a Produtora Pega Visão e o Feira Coletivo vão realizar mais uma edição da Sexta Black, com apoio das lojas Caps Store e Paradise in Surf. O evento, como o nome já diz, existe para divulgar os artistas que se voltam para a música negra na nossa região, contribuindo para profissionalizá-los cada vez mais. É, além de tudo, um verdadeiro show de ritmos, imperdível para o público que está sempre em busca das novidades que o cenário alternativo pode oferecer.

O talento do veterano Vandal, rapper de Salvador, é uma dessas boas novas que vamos poder conferir ao vivo. Ele começou há cerca de uma década, se apresentando em festas e mutirões, e nunca abandonou o grafite, arte que é um complemento para suas rimas. No momento, está divulgando a mistura sonora de TIPOH LAZH VEGAZH, seu trabalho a ser lançado em breve, cujo repertório é inspirado até mesmo na música baiana.

As outras atrações solo são MC MacGyver e MC DoisAs. O primeiro é de Feira de Santana, vem atuando bastante nos últimos dois anos e pretende lançar sua mixtape Prelúdio. O segundo representa a cena hip hop de Cruz das Almas e está preparando oito faixas para seu futuro EP, Baralho Marcado. São artistas jovens, mas já com boa vivência, composições de qualidade, desenvoltura e direcionamento sólido. Com certeza, estão prontos para surpreender a plateia.

O duo feirense Roça Sound System, que já possui tradição na cidade por transformar o dia-a-dia em arte, vai novamente nos brindar com sua mescla de reggae, dub, rap e vários outros sons. E como não poderia faltar a dança, forma de expressão tão importante para a cultura hip-hop, teremos também a apresentação do grupo local LBA Anonymous B Boys.

 

O QUÊ: Sexta Black

ATRAÇÕES: Vandal, MC MacGyver, MC DoiAs, Roça Sound, LBA Anonymous

ONDE: Offsina Music Lounge| Rua Sabino Silva, 81 – Centro, Feira de Santana (BA)

QUANDO: 07/11/2014, sexta-feira, às 21 horas

QUANTO: R$ 10,00

Fervura Feira Noise
Padrão

Fervura Feira Noise esquenta a cidade com show de Wado

Fervura Feira Noise

O Fervura Feira Noise é o aquecimento musical do Feira Coletivo para o seu festival anual de artes integradas. Para esta edição do Fervura, Feira de Santana vai receber Wado, um dos grandes da nova MPB. A noite vai contar ainda com as bandas OS2, Bando Catavento e Sanitário Sexy. O evento vai ser neste sábado (20/05), no Antiquário Pub, a partir das 21h.
Apresentações na França e na Alemanha, parcerias com Marcelo Camelo e Zeca Baleiro, premiações e diversos outros marcos compõem a carreira de Wado. Entre um trabalho solo e outro, fez parte do grupo Fino Coletivo e agora lança o “Vazio Tropical”, seu sétimo álbum solo.
A cena local vai ser representada pelos grupos OS2 e Bando Catavento. A banda OS2 voltou aos palcos em 2012 e avisa que veio pra ficar. O quarteto faz um som que passeia entre o rock’n’roll e o ska com grande dedicação ao trabalho autoral. Já o Bando Catavento traz em seu repertório composições próprias em ritmo de rock rural e interpretações de sucessos de Zé Ramalho, Alceu Valença, Sá Rodrix & Guarabyra, Raul Seixas e outros nomes da música nordestina.
Direto do Vale do São Francisco (Juazeiro-BA/Petrolina-PE), a Sanitário Sexy completa a grade com seu rock descontraído. A banda vem pronta para comemorar o lançamento do single “Você Pode Me Divertir”, uma prévia do primeiro álbum que está por vir.

Clique aqui e confirme presença!

Serviço

O quê: Fervura Feira Noise
Quando: 20/09 | 21h
Onde: Antiquário Pub – Rua General Mendes Pereira, 202, Ponto Central
Quanto: Ingressos antecipados – R$ 20 | Ponto de venda: Aqi Ingressos (Boulevard Shopping)

10629840_786558651396424_2516285917444346566_n
Padrão

WADO PELA PRIMEIRA VEZ EM FEIRA DE SANTANA

10629840_786558651396424_2516285917444346566_n

Feira de Santana receberá no próximo sábado (20), o cantor e compositor  alagoano Wado, pela primeira vez, com o show de divulgação do seu mais recente trabalho, Vazio Tropical, produzido pelo Hermano Marcelo Camelo lançado em 2013.   O show faz parte da programação do FERVURA FEIRA NOISE, evento de aquecimento para o Feira Noise Festival que acontece em Novembro. Nesta edição, além de Wado teremos uma das bandas mais ativas e promissoras do interior baiano, o powertrio juazeirense Sanitário Sexy e os feirenses da banda OS2, grupo que ressurgiu na cena em 2012 formado por Mazinho Diniz (guitarra e vocal), Thiago Mattos (guitarra), Filipe Pimenta (baixo) e Victor Martins (bateria) e que faz um som que passeia entre o Rock’n’Roll e o Ska com grande dedicação ao trabalho autoral.

SERVIÇO:

Fervura Feira Noise

Local: Antiquário Pub

Data: 20 de Setembro

Horário: 21:00h

Atrações: Wado, Sanitário Sexy e Bando OS2

Ingresso antecipado: R$ 20,00

10634161_10152242810807539_427142268_n
Padrão

Sábado tem atração internacional em Feira de Santana

10634161_10152242810807539_427142268_nSerá realizada neste sábado (30), em Feira de Santana, a 2ª edição do projeto Som A Gosto. Este ano, o evento conta com a participação das bandas Scambo (Salvador), Clube de Patifes (Feira de Santana), Escola Pública (Cachoeira) e a atração internacional Elixir Tafari (Colômbia).
O show será iniciado a partir das 21 horas, no espaço Antiquário Pub, no bairro Ponto Central, em Feira. Os ingressos para o show estão à venda nos balções dos shoppings Boulevard e Arnold Silva Plaza.
Presente no Som A Gosto pelo segundo ano seguido, Scambo é uma das mais respeitadas bandas da Bahia na atualidade, já a feirense Clube de Patifes, com 15 anos de história é referência de resistência e longevidade no difícil cenário da música independente.
A festa ainda terá a banda Escola Pública, com seu mais novo trabalho “O Plano Cartesiano do Deus Enganador”, uma interessante fusão que envolve samba, rock e outros ritmos. A outra atração da noite é a colombiana Elixir Tafari, banda de Latin Groove com clara influência de ritmos do caribe, reggae, funk e hip hop.

Elsimar Pondé

1966680_826322754049983_2091650584_n
Padrão

Erasy: tributo stoner às origens do metal

1966680_826322754049983_2091650584_n

O stoner tem sido o caminho mais adotado por aqueles que buscam evocar o rock clássico setentista e seus principais herdeiros surgidos nas décadas seguintes. É o que estabelece ligação, por exemplo, entre os ucranianos do Stoned Jesus, os suecos do Asteroid, os norte-americanos do Orchid, os italianos do Black Capricorn, os canadenses do Blood Ceremony, os brasileiros do Black Drawning Chalks e outros grupos espalhados pelo mundo afora, apesar de soarem pouco parecidas entre si. Aproveitando-se das muitas combinações possíveis de estilos, as bandas podem se associar ao heavy metal tradicional, ao doom, ao sludge, à psicodelia ou mesmo ao southern rock, mas mantendo a característica de riffs pegajosos e bateria repetitiva.

Em Feira de Santana, a tendência já não chega a ser uma novidade. Além da Novelta, banda com canções autorais que realizou vários shows na cidade em 2013, existem também os interessados que acompanham lançamentos, trocam indicações e, portanto, ao menos já formam um pequeno público. O cenário nunca esteve tão propício ao stoner, tornando natural e até necessário o aparecimento de mais um nome dentro da proposta: a Erasy, composta por Luciano Penelu (voz), Wendell Fernandes (guitarra), Leandro de Carvalho (guitarra), Joilson Santos (baixo) e Alan Magalhães (bateria).

Segundo Penelu, a Erasy é uma banda criada por amigos que se reúnem para beber e conversar sobre música, com o objetivo maior de incrementar esses encontros. “Sempre estivemos envolvidos individualmente em outras bandas, mas nunca tocamos juntos”, explica, referindo-se ao fato de ele próprio e Leandro serem membros da Goddamn Electric (cover do Pantera), Wendell integrar a Novelta, Joilson tocar no Clube de Patifes e Alan fazer parte da Metalwar, todas bem conhecidas na cena feirense. A ideia do quinteto é fazer algo sem grandes pretensões, um tipo de homenagem ao Black Sabbath numa linha doom/ stoner/ sludge.

Assim, enquanto a Novelta se apega a referências mais recentes, como as bandas de Josh Homme e o Fu Manchu, a Erasy tira sua sonoridade da década de 70, sem medo de escancarar a influência de Tony Iommi. Sua conexão com os anos 90 ocorre somente pelos vocais, que remete ao de Phil Anselmo em certos momentos do Reinventing the Steel – por sinal, o álbum em que o Pantera mais chega perto do som sabbathiano – e, às vezes, ao de Kirk Windstein, do Crowbar. No instrumental, a predominância das raízes do heavy metal é quase absoluta, como ocorre nos trabalhos de Electric Wizard, Church of Misery e Goatsnake, por exemplo.

De acordo com Joilson, a banda deve lançar nos próximos meses dois singles e um vídeo ao vivo em estúdio. As três primeiras gravações que ouvi da banda, ainda sem o acabamento ideal, me proporcionaram uma noção do que estava por vir, consistindo em duas composições autorais e uma versão mais sombria de “Hole in the Sky”, clássico da era Ozzy. Escutando Hallows, a primeira coisa que notamos é a semelhança com a fase inicial do Pentagram, a de “When the Screams Come”, “Review Your Choices” e outras músicas com a mesma pegada. Quanto a “Living Hell”, é indiscutível que o riff de A National Acrobat, do Sabbath Bloody Sabbath, serve de inspiração. Ambas as inéditas seguem estritamente a fórmula deixada pelo Black Sabbath para as bandas de doom, isto é, apenas na parte final apresentam alguma alteração na lentidão do ritmo.

 “Não há mistério em nosso jeito de fazer metal: é o mais simples, arrastado e pesado que podemos executar enquanto bebemos e balançamos a cabeça”, diz Penelu. Com essa definição tão simples quanto suficiente, escrever mais sobre a Erasy e sua cadência hipnótica seria um erro. Caberá a cada ouvinte, a partir de agora, perceber a honestidade com que os elementos são articulados e seu resultado diante de uma plateia.

E a Erasy lançou seu primeiro single, Living Hell, música inaugural gravada no Evolution Studio e Mixada por Jera Cravo.

Autor – Ana Clara Teixeira

facebook
Padrão

[Grito Rock] Abertas inscrições para Oficinas Gratuitas

Nesta edição do Grito Rock Feira de Santana, o Feira Coletivo vai ampliar as ações oferecendo Oficinas Gratuitas para a comunidade.

Serão 3 oficinas, de Fotografia, Cinema e Dança, que acontecerão no CUCA – Centro Universitário de Cultura e Arte, no dia 22 de março, próximo sábado, das 8h às 12h. Os alunos inscritos receberão certificado de 4h de participação.

Atenção: as três oficinas irão acontecer ao mesmo tempo no mesmo horário, então só é possível se inscrever em uma oficina.

Esta ação vai encerrar as atividades do Grito Rock Feira de Santana 2014. Participe!

Saiba mais sobre as oficinas e os professores:

* (INSCRIÇÕES ENCERRADAS)

Oficina Cinema

 

OFICINA DE HISTÓRIA DO CINEMA

Prof. Alan Magalhães

Através de uma análise do filme ‘A invenção de Hugo Cabret’, o prof. abordará todas as fases das descobertas que levaram a criação do cinema como conhecemos.

Sobre o professor

Alan Magalhães é graduando em Cinema na UFRB, com formação técnica em design gráfico. Atualmente é sócio na Apronto Comunicação e proprietário da Camguru Filmes. Atua no mercado desde de 2004, onde começou como produtor e editor em agências de publicidade foi produtor na Mérito Comunicação e produtor e editor na ZAZ Comunicação. Trabalhando com filmagem também em alguns eventos, fez vídeos ligados a moda, documentários institucionais (a exemplo da Faculdade UNEF) e possui um foco voltado para artistas feirenses, já tendo feito vídeos para os artistas: Paulo Costa, Trupe Mandhala, Diabo A4 Editora, Clube de Patifes, Novelta, entre outros. Atua de forma colaborativa no Feira Coletivo Cultural, experimentando, aprendendo e passando adiante um pouco de sua experiência.

 

Oficina Fotografia

 

OFICINA DE FORMAÇÃO EM FOTOGRAFIA DIGITAL

Prof. Pedro Henrique Caldas

Antes de adquirir uma câmera digital é importante você tomar algumas decisões e fazer algumas análises a respeito das suas expectativas como fotógrafo.

Nesta oficina serão analisadas os tipos de câmeras bem como suas características e funções e o melhor custo/benefício para adquirir sua câmera, ou entender melhor a câmera que já possui, explorando totalmente seu potencial.

Sobre o Professor

Pedro Henrique Caldas tem 28 anos e desde 2009 usa a fotografia como arte para se expressar, atuando principalmente na área cultura de Feira de Santana pelo Feira Coletivo Cultural. Tem formação em Fotografia pelas Oficinas do CUCA-UEFS e LABFOTO-UFBA.

 

 

Oficina Dança DPR_n

 

 

OFICINA DE DANÇAS POPULARES REGIONAIS

Profª Lyara Brito

O foco da Oficina será o trabalho coreográfico com algumas manifestações de danças populares Brasileiras.

*Maracatu – Um ritmo musical com dança típica da região pernambucana. Reúne uma interessante mistura de elementos culturais afro-brasileiros, indígenas e europeus, possui uma forte característica religiosa. Os bailarinos representam personagens históricos (duques, duquesas, embaixadores, reis e rainha) em um cortejo que é acompanhado por uma banda com instrumentos de percussão.

*Baião – Típica da região do Nordeste, a dança ocorre em pares com movimentos parecidos com o forró.

*Catira – Conhecida também como cateretê é uma dança caracterizada pelos passos, batidas de pés e palmas dos dançarinos. Típica da região interior dos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

*Ciranda – é um tipo de dança e música de Pernambuco, originada no nordeste mais precisamente em Itamaracá pelas mulheres de pescadores que cantavam e dançavam esperando a volta deles do mar.

*Frevo – Espécie de marchinha muito acelerada, não possui letra e os bailarinos usam geralmente um pequeno guarda-chuva colorido como elemento coreográfico.

Sobre a professora

Antonia Lyara Brito é estudante de Filosofia pela Universidade Estadual de Feira de Santana e Dança pela Funceb. É bailarina e coreógrafa da Trupe Mandhala e também umas de suas fundadoras, bailarina intérprete da Cia. Denys Silva do BTCA/Extensão e fez parte da extinta Trupe Yonah primeiro grupo de dança Tribal da cidade de Feira de Santana-BA.
Lecionou na Academia Earte, Academia Arte de Dançar, Sport Life e em alguns colégios da rede estadual e municipal pelo Projeto Mais Educação que leva artes integradas para os alunos. Tem como trabalho de pesquisa as fusões entre danças orientais e outras hibridações, usando como principais inspirações as Danças Populares Regionais, danças de rua, dança contemporânea, ragga, azonto.

_________________________________________________

INSCRIÇÕES ENCERRADAS

Fotografia Digital: http://bit.ly/1qMkBoJ 

História do Cinema: http://bit.ly/1iWxPdi

Danças Populares Regionais: http://bit.ly/1lIuiB3