Página 1
Grito Rock
Padrão

Grito Rock vai conectar Feira de Santana a mais de 400 cidades em todo o mundo

Grito Rock

 

Festival colaborativo e integrado que pretende alcançar em 2014 400 cidades e 40 países, o Grito Rock foi idealizado pela rede Fora do Eixo em 2003 e é executado durante o período de festejos carnavalescos. Este ano o projeto chega à 12ª edição, conectando centenas de cidades e dezenas de países, durante o período de 20 de fevereiro à 30 de março, projetando-se como o maior festival colaborativo do mundo.

Em Feira de Santana a 4ª edição do Grito Rock será realizada nos dias 15 e 16 de março, a partir das 14h, no Centro de Cultura Amélio Amorim. A programação inclui 16 shows musicais, dança, invervenção poética, grafitagem, oficinas, palestras e a Feira Camelô 2.0, um espaço que vai reunir banquinhas de diversos expositores independentes.

Clique aqui e acompanhe a página do Grito Rock no Facebook.

Confira a programação completa:

CARTAZ_FINAL

O Grito Rock Mundo é um festival colaborativo realizado pelo Fora do Eixo, iniciativa financiada pelo Fora do Eixo Card e produzido com o apoio do Toque no Brasil.

Serviço

O quê: Grito Rock Feira de Santana
Quando: 15 e 16/03
Onde: Centro de Cultura Amélio Amorim (Avenida Presidente Dutra, 2222 – Feira de Santana)
Quanto: Ingressos antecipados – R$ 15 (valor único)
No evento – R$ 30 (inteira) | R$ 15 (meia)
Pontos de venda: balcões dos shoppings Boulevard e Arnold Silva Plaza

Padrão

As polêmicas do Circuito Fora do Eixo e as ações do Feira Coletivo Cultural em Feira de Santana

Recentemente o FdE foi alvo de uma série de polêmicas que se difundem na mídia nacional e alternativa. Tais polêmicas ganharam notoriedade maior após a aparição de representantes do FdE e Mídia Ninja, entre eles Pablo Capilé, no programa Roda Viva da TV Cultura. Dentre os temas da polêmica denúncia, está o de trabalho escravo, além de acúmulo de capital por parte de Pablo Capilé, exploração de grupos artísticos e indivíduos dentre outras.

O Feira Coletivo é parte integrante do Circuito FdE, porém não protagoniza todas as decisões nacionais e não aprova este tipo de posicionamento apontado e não comunga das denúncias feitas. Somos um movimento cultural e nestes quatro anos de existência lutamos pelo engrandecimento profissional de todos os envolvidos na construção das expressões culturais, não visamos lucros, em verdade sempre temos dívidas com parceiros que nos permitem adiar pagamentos.

Não entendemos que o FdE tenha nascido para exploração de outros sujeitos, pelo contrário, nosso grupo está na contramão do sentido predominante em nossa sociedade. Enquanto movimento, nos enquadramos em outra perspectiva, presamos pelo coletivo, pelo protagonismo do artista e outros envolvidos, pelo desenvolvimento de todos, pela construção da autonomia em relação aos grandes grupos de mídia e produtores. Nos últimos anos nos degastamos e gastamos muitos recursos pessoais para incentivar o crescimento de todos. Não temos arrependimento, este foi nosso entendimento do FdE desde o início, e isso não mudou na prática do circuito, este sem dúvida,  representa para nós uma alternativa.

Somos, no FCC, contra qualquer prática exploratória, dedicamos nossos dias para realizar eventos e atividades que não nos remuneram e que muitas vezes também não temos condições de remunerar o artista com valores em “R$”, pois nos falta recursos, ao menos financeiros. Entendemos que nossa prática pode ser representada como uma espécie de trampolim para todos, nos profissionalizamos e damos oportunidade de profissionalizar o artista ou grupo cultural e outros envolvidos. Difundimos expressões negligenciadas pelo poder público e a grande mídia, portanto fortalecemos e incentivamos o crescimento de público. Jamais conseguimos se quer ganhar um edital público, apesar de inúmeras tentativas. Buscamos isso com intuito de poder remunerar a todos e oferecer espetáculos gratuitos, como outros que fizemos onerando nossos salários, já que os integrantes do FCC são profissionais de várias áreas reunidos para lutar pela cultura. Somos um grupo político, de luta, um movimento que se baseia principalmente na solidariedade e coletividade.

Esta  é nossa posição coletiva sobre o Circuito FdE e apresentamos a todos, até então expressamos nossas crenças e ações e a atual preocupação com as denúncias de uma interpretação equivocada sobre o FdE. Agradecemos a todos que contribuem com o FCC, que é parte dele, que contribuí com os debates, que ajuda a formar uma cena cultural distinta. É esses e a nós mesmos que falamos. Muita luta está por vir, erros e acertos serão oportunos para nossa maturidade, mas estamos de prontidão e certos de avançarmos mais em nossa cidade, alcançaremos muito mais do que tocamos.

Padrão

Nota oficial – Rede Fora do Eixo

Somos Fora do Eixo: Rede de coletivos abertos a sempre refletir e aprofundar nossas práticas

Nos últimos dias, a partir da entrevista concedida por Pablo Capilé e Bruno Torturra ao Roda Viva, o Fora do Eixo e a Mídia NINJA passaram a ser o epicentro de um debate nacional. Nossa existência e nossas ações, que já somam quase uma década de atuação no Brasil e na América Latina, foram questionadas e defendidas, principalmente nas redes sociais.

A partir dos relatos da cineasta Beatriz Seigner e da jornalista Laís Bellini, que apresentaram suas experiências de trabalho com a Rede, a revista Veja iniciou uma série de matérias que visam a nos atingir: só na última sexta-feira, dia 9, foram publicadas oito matérias através de seu veículo online e no sábado mais uma matéria a partir de seu veículo impresso.

Entendemos que aquilo que Beatriz e Laís relatam precisa de resposta. Ainda mais considerando o grande número de pessoas que compartilharam essas análises parciais de nossa experiência. Há outros lados nesse processo. Para que isso fique claro, apostamos no diálogo franco e transparente de posições e idéias. Sempre foi essa a nossa atitude.

Os integrantes dos coletivos que compõem a nossa rede se entregaram a uma ampla reflexão e auto crítica sobre os acontecimentos. A partir disso, produzimos, a muitas mãos, a carta a seguir:

1 – Sobre autoritarismo e seita religiosa

As diversas acusações sobre a presença de uma liderança autoritária são uma tentativa de caricaturizar, desqualificar e neutralizar um processo político. A Rede Fora do Eixo, como outros coletivos e organizações, é baseada tanto em dinâmicas horizontais quanto na valorização de diversas lideranças. Pablo Capilé é um dos fundadores e conceituadores do Fora do Eixo, que por sua vez é uma rede que possui lideranças em todos os seus coletivos.

As acusações nesse campo desqualificam os demais integrantes dos coletivos da rede e sua autonomia e dinâmicas próprias.

Causa estranhamento o fato da revista Veja cobrar da rede Fora do Eixo uma horizontalidade maior de sua organização, sendo que nem ela, nem a mídia tradicional brasileira, possuem um histórico de apoio a este tipo de articulação coletiva, descentralizada e horizontal, tampouco se enquadram nessas características.

Repudiamos também a tentativa de classificar as experiências das Casas como seitas religiosas, numa busca explícita de difamar o projeto. A criminalização de experiências dos coletivos e redes com princípios comunitaristas, prejudicam não só o Fora do Eixo mas todos que buscam alternativas concretas de colaboração fora dos padrões convencionais do mercado.

2 – Trabalho Escravo

Nenhum morador, colaborador, parceiro ou qualquer pessoa relacionada aos coletivos da rede jamais foi submetido a trabalho escravo. A adesão a qualquer atividade e/ou projeto da rede se dá de forma livre, consciente e esclarecida.

A formação cultural e as expertises desenvolvidas durante os trabalhos constituem capital simbólico que inclui contatos, redes de relação, conhecimento de territórios e novas ferramentas no campo das tecnologias sociais.
Qualquer um desses artistas, produtores ou gestores, ao saírem da dinâmica do Fora do Eixo, estão aptos a exercerem suas habilidades e vocações em uma carreira individual ou em outros coletivos, se assim desejarem.

É notório que, mesmo após uma semana de denúncias públicas e grande repercussão nas redes sociais e na imprensa, nenhum membro ativo, colaborador ou vivente decidiu se retirar da rede sob nenhuma prerrogativa.

3 – Sobre o Fora do Eixo Card

O Fora do Eixo Card é uma moeda complementar e não uma forma exclusiva de pagamento de salário ou remuneração. O Card é uma possibilidade de viabilizar as necessidades dos coletivos e seus integrantes a partir de trocas de serviços que não aconteceriam se dependessem exclusivamente de recursos em moeda corrente.

A moeda social, como é conhecida essa tecnologia, se norteia pelos princípios da Economia Solidária. Os empreendimentos envolvidos nesse tipo de relação podem fazer o uso dessas moedas para garantir seu sustento e desenvolvimento. O Fora do Eixo é composto de empreendimentos solidários que criaram suas próprias moedas sociais e são hoje conectadas pelo Card. O sistema considera o próprio trabalho e os produtos resultantes da sistematização dele na rede como fonte de renda e não de lucro.

O pagamento de alguns cachês tidos como “simbólicos” em Reais, ganham corpo considerável quando somados aos pagamentos em Card, ou seja, em serviços prestados, como divulgação, hospedagens, alimentação, transporte, internet, bebidas, produtos, assessorias, ensaios, produção, aluguel de equipamentos e tudo que é de fruição e uso do artista, produtor e empreendores da cultura em geral. O Card é uma solução para compensar a lacuna da remuneração escassa em Reais vivida no cenário cultural independente brasileiro. Muitos shows foram e serão pagos em Reais, não só provenientes de recursos públicos como de recursos privados.

O Card é uma possibilidade oferecida, sem qualquer obrigação de ser aceito. Todas as negociações em Card são acompanhadas e reportadas através do e-mail card@foradoeixo.org.br

4 – Relação com partidos políticos e campanhas eleitorais

A rede Fora do Eixo não possui filiação nem alinhamento compulsório a qualquer partido político. Nossa posição se constitui na cultura de criação de espaços de diálogos abertos e transparentes, divulgados em redes sociais e transmitidos ao vivo sempre que possível.

Cada integrante de coletivo ou morador de Casa Fora do Eixo tem liberdade completa de fazer suas próprias escolhas partidárias, tanto em processos eleitorais, quanto no dia a dia. Neste sentido, as confluências com partidos e movimentos se dão a partir das pautas e lutas que a rede pode aderir.

Respeitamos o processo democrático e não apoiamos nenhuma tentativa de criminalizar o fazer político, assim como repudiamos a inibição de militantes partidários em sua livre manifestação pública.

5 – Sobre recursos públicos

O Fora do Eixo acessa recursos públicos disponíveis através de editais e concursos, nunca executamos nenhum convênio ou termo de parceria direto com o governo federal. Todo o recurso captado junto ao poder público é apresentado aos órgãos financiadores através de relatórios regulares e prestações de contas tal como demanda a Lei.

Desde os primórdios da Rede Fora do Eixo defendemos e acreditamos que Políticas Públicas para a Cultura, Comunicação, Juventude, Meio ambiente e Direitos Humanos são fundamentais para um processo mais justo de desenvolvimento do país. O atual debate, criminaliza o uso de recurso público, prejudicando o avanço do empoderamento da sociedade civil em sua atuação nesses campos.

Estamos lançando o portal de transparência da Rede Fora do Eixo, dando início às publicações de documentos comprobatórios referentes à utilização de recursos públicos, privados e solidários pela rede.

6 – O Caso Beatriz Seigner I

A Rede Fora do Eixo é um ambiente de produção colaborativa e compartilhada. Não é uma empresa e por isso não se baseia numa prestação de serviço comercial de distribuição. Construímos uma dinâmica de compartilhamento e troca e estimulamos a circulação de produtos culturais a partir das pessoas e espaços conectados à rede.

O diálogo com a cineasta Beatriz Seigner tinha como objetivo estabelecer uma relação em que a Rede Fora do Eixo ativaria suas conexões para divulgar e exibir seu filme em espaços alternativos.

Realizamos as tarefas e serviços necessários para a promoção e distribuição do filme nos pontos de exibição. Telefonemas, produção local para exibição, articulação com cineastas, assessoria de imprensa, produção de peças publicitárias, divulgação das exibições e traslados foram algumas das tarefas executadas para cumprir o compromisso com Beatriz Seigner.

Esses serviços, que seriam normalmente computados em Reais no mercado tradicional, são sistematizados no Fora do Eixo como cards, e fazem parte da troca negociada com a cineasta no primeiro momento. Nunca foi prometido a Beatriz que os cards seriam entregues como pagamento ou cachê. Como já foi dito os cards correspondem aos serviços que foram prestados e investidos pela rede para fazer o filme circular.

O investimento realizado pelo Fora do Eixo na difusão do filme “Bollywood Dreams” teria custo superior a R$100.000,00 se fosse calculado e cobrado por uma empresa comum. A proposta de aplicar a marca do Fora do Eixo em seu filme se deu a partir de nossa compreensão dessa troca. Beatriz não aceitou, cobrando da rede sua cota mínima de patrocínio de R$50.000,00 em moeda corrente. Mesmo com sua recusa, entendemos que era importante realizar o investimento para fortalecer nossa parceria e fomentar o audiovisual independente.

A Revista Veja fala em “estelionato” – obtenção de vantagem, causando prejuízo a outrem; utilizando um ardil, induzindo alguém a erro – quando o fato é que se tratou de um acordo baseado em trocas de serviço.

O filme de Beatriz circulou, através do Fora do Eixo, em 35 cidades, com 40 exibições computadas, alcançando o público de 1463 pessoas.

No link abaixo está disponível o balanço financeiro e outras informações sobre a circulação do longa-metragem Bolywood Dreams no projeto Compacto.Cine:

http://bit.ly/14Hl9Vp

7. Caso Beatriz II – SESC

As duas sessões realizadas em unidades do Sesc, que contavam com pagamento de cachê para o realizador, estavam inseridas dentro de um circuito de 11 exibições que aconteceram com a presença da diretora, que viajou em uma turnê, dentre todas as datas, essas eram as únicas com remuneração direta.

Todo o valor dos cachês foram gastos com os custos da própria circulação e alimentação da cineasta, garantindo que Beatriz Seigner exibiria presencialmente o filme em 11 cidades sem nenhum custo. Esse era o nosso único acordo inicial e foi devidamente cumprido.

8. Caso Beatriz III – “O Desrepeito à arte e aos artistas.”

O Fora do Eixo valoriza os artistas e defende sua remuneração quando trabalham dentro da lógica de mercado. A rede, no entanto, se baseia por uma outra lógica: a construção de redes e circuitos alternativos com base na economia das trocas, moedas complementares e troca de serviços.

As críticas de Beatriz Seigner vão na direção oposta ao modo como as novas gerações e os grupos alternativos se colocam frente à ideia de cultura, valorizando seu aspecto informal e cotidiano, não como produto simplesmente, mas como modo de ver e estar no mundo. Assim como acontece em diversos grupos e redes como os Pontos de Cultura, Povos Indígenas, Povos de Terreiros, Griôs, etc.

As criticas de Beatriz Seigner podem dar a interpretar a existência de um mundo dividido entre alta e baixa cultura, que trata a arte como tema exclusivo para especialistas. Não são esses os princípios da cultura de rede e de nosso entendimento. Compreendemos que a formação cultural se dá também no cotidiano das casas, com exibição de filmes, debates, vivências, leitura individual e coletiva de textos e livros, filmes e músicas baixados e vistos diretamente pela internet.

Quando questiona o fato dos participantes do Fora do Eixo não assinarem suas produções e realizações artísticas reduz o entendimento de criação a uma ideia individualista de autoria. O Fora do Eixo não trabalha com esses parâmetros e toda sua produção é assinada coletivamente, como acontece com diversos outros coletivos de arte e cultura. Trata-se de uma compreensão comunitarista, que estimula a valoração do trabalho e esforço coletivos na produção de obras e produtos culturais.

Nunca negamos a condição de artista a nenhum participante do Fora do Eixo e nunca houve nenhuma espécie de política da rede no sentido de coibir práticas do campo artístico. Pelo contrário, nos últimos anos diversos talentos emergiram das estruturas da rede de forma espontânea e conectada com nossas ações e lutas. Fotógrafos, videomakers, designers, ilustradores, músicos, Djs, iluminadores, rappers e dançarinos moram em Casas Fora do Eixo e incidem diretamente em nossas atividades.

O Fora do Eixo atua como alternativa à deficiência estrutural nos sistemas de distribuição da cultura brasileira, que não permite a circulação e fruição dos processos e produtos de maneira igualitária.

Entendemos, como rede, que é preciso fortalecer os canais de distribuição dos bens culturais nas pontas e circular suas produções, ou seja, que se torne possível aos coletivos e organizações das pequenas cidades usufruir do que é produzido no país, assim como criar e produzir novas experiências que possam também circular nos diversos territórios. Valorizamos a experimentação nas artes e na cultura e estimulamos a ampliação de repertórios e formação artística e cultural.

9 – Sobre o caso Laís Belini

É importante esclarecer que a experiência da Laís Bellini como moradora da Casa Fora do Eixo São Paulo foi de cerca de 3 meses e não de 9 meses, conforme noticiado pela Revista Veja. O restante do tempo se passou no coletivo Enxame, de Bauru, ao qual ela não dirige nenhuma de suas acusações. É comum que alguns jovens – a partir de expectativas conceituais – tenham dificuldades de se adaptar ao ambiente coletivo e fiquem desiludidos com a convivência na prática.

A informalidade e as conversas francas podem ter contribuído para que eventuais situações e comportamentos individuais, num ambiente livre e aberto, sejam lidos de forma equivocada como regra ou comportamento do grupo.

Lamentamos a experiência de Laís e a de qualquer outra pessoa que tenha vivido algo semelhante em nossa rede. Ao refletirmos e exercitarmos a autocrítica, entendemos a importância de aperfeiçoar os mecanismos de vivência e de afastamento do Fora do Eixo.

Trabalhamos diáriamente para que situações como a dela não ocorram, o protagonismo de cada indivíduo sempre foi um farol a guiar nossas ações.

10 – Relações afetivas

Os integrantes dos coletivos da rede Fora do Eixo não fazem uso de nenhum tipo de manipulação sexual a qualquer pessoa. Não há qualquer tipo de restrição às diversas formas de relações, independente de gêneros, que as pessoas estabelecem dentro ou fora da rede. Existe amor livre, monogâmico, entre gays, héteros e bissexuais, ou seja, são múltiplas visões sobre o tema dentro dos coletivos. Não há posições institucionais sobre isso.

Lamentamos se no decorrer de nossa trajetória e construções possamos ter soado frios ou menos humanos de qualquer maneira. Nosso vigor e capacidade produtiva se baseiam em um profundo sentimento de amor e de transformação da realidade, transcendendo algumas vezes as relações pessoais em prol de uma visão mais ampla da sociedade. Não nos interessa aqui justificar qualquer ação relatada, mas nos expor enquanto indivíduos e coletivos abertos a sempre refletir e aprofundar nossas práticas através do debate e da absorção das críticas do maior número de pessoas possíveis.

11 – Considerações Finais

Essa carta foi escrita durante dias, a partir de uma ampla discussão e reflexão sobre os mais variados temas, com ampla participação de integrantes dos coletivos. Estamos abertos a quaisquer outras perguntas, dúvidas, críticas e sugestões.

Nesse tempo diversos depoimentos de participantes do Fora do Eixo foram lançados na rede, participamos de entrevistas e estamos lançando o portal de transparência da rede.

Temos consciência que o debate sempre marcou nossas relações na busca pela coerência entre o discurso e a prática. Buscamos encarar as críticas como combustível para nossas reflexões e incentivo à reinvenção diária à que nos dispomos. Estamos em processo e temos consciência das dores e das delícias à que estamos expostos.

Consensuamos também que se a engenharia de informações da rede estivesse melhor arquitetada, parte das dúvidas já estariam sanadas.

Esperamos que esses episódios possam contribuir para a inteligência coletiva social, tão cara num país ainda tão profundamente marcado por desigualdades, preconceitos e medo.

Estamos à disposição para dar continuidade aos debates e outros esclarecimentos necessários. As Casas Fora do Eixo e coletivos estão abertos para pesquisa, vivência, ouvidorias, ou o que mais for desejado.

Para outras informações: contato@foradoeixo.org.br

Padrão

Coluna Maria Bonita fará visita ao Feira Coletivo em Maio

A Coluna Maria Bonita é uma coluna de sustentabilidade do Fora do Eixo formada pelas #FEmininas Lenissa Lenza, Marielle Ramires e Carol Tokuyo, gestoras dos simulacros Banco, Partido e Universidade Fora do Eixo respectivamente.

Elas estão viajando pelos coletivos do Nordeste visando estimular e provocar os arranjos criativos locais e promover acompanhamento, mapeamento e troca de tecnologias @ForadoEixo com as casas, coletivos e redes locais.

A coluna passará por Salvador, onde acontecerá uma imersão com o Coletivo Quina Cultural e Parceiros e depois seguirá para Feira de Santana onde acontecerá uma imersão com o Feira Coletivo e os coletivos do FDE Bahia.

Fiquem ligados nas datas:

27, 28 e 29/05 – Imersão em Salvador

30, 31/05, e 01 e 02/06 – Imersão em Feira de Santana com os coletivos do Fora do Eixo Bahia

 

Padrão

Fora do Eixo recebe 9 indicações ao prêmio Dynamite

Premio Dynamite

O prêmio Dynamite é um dos maiores e mais longevos do país e completa 10 anos em 2012. O  Fora do Eixo recebeu NOVE indicações para este prêmio, nas seguintes categorias:

Melhor Entidade: Fora Do Eixo
Melhor Selo: Fde Discos
Melhor Casa de Shows: Casa Fde São Paulo
Melhor programa de TV/Emisora: Tv Fora do Eixo
Personalidade do Ano: Pablo Capilé
Melhor Site: Toque no Brasil
Melhor Evento: Festival Quebramar (AP), Feira da Musica de Fortaleza e Vaca Amarela (GO)

Parabéns aos mais de 150 coletivos e as mais de 2 mil pessoas que batalham no dia a dia da rede. Juntos somos mais e estamos mudando o mapa da música brasileira. Vamo que vamo!

Pra conhecer todos os indicados e votar entrem no:http://www.premiodynamite.com.br/index.asp

#RedesEmRede

Padrão

Entenda porque o Grito Rock é o maior festival de artes integradas da América Latina

BALANÇO DO GRITO ROCK 2012

O Grito Rock 2012 foi Incrível.

Por 40 dias mais de 1700 produtores de 205 cidades em 15 Países se conectaram para fazer o maior festival integrado do mundo.

Foram 3350 shows (54% a mais q em 2011) circulando aproximadamente 10 mil músicos que foram assistidos por mais de 500 mil pessoas nas cidades e outras 100 mil nas transmissões ao vivo.

As rotas de circulação fluiram mais de 50 turnês.
Os curadores receberam 15965 inscrições mostrando a fertilidade do atual momento da nova música brasileira.

Além da Música, o Grito Circulou 96 grupos de teatro que fizeram 118 apresentações.

O Audiovisual também marcou espaço com filmes sendo lançados com exibições e debates pelos festivais.

Tudo foi atentamente captado por um equipe de 85 fotógafos que catalogaram 31766 clicks e por videomakers que estão produzindo o Grito.Doc em cada uma das cidades que participaram.

Mais de 140 Banquinhas espalhadas pelos eventos colocaram milhares de titulos nas ruas.

Diversas trocas de tecnolgias e vivências foram possibilitadas pelas mais de 1575 vagas de hospedagem solidária oferecidas em vários países.

Milhares de reais em mídia expontânea, com matérias em Rádios, Tvs, Jornais, Blogs, WebTvs de todos os estados do país

O Fora do Eixo Card foi o principal financiador da ação somando FDE$ 1.800.000 investidos e sistematizados por todos que colaboraram com o festival.

O Grito 2013 já começou. Vamos nessa?

Padrão

Compacto.Rec de Outubro Lança 4 Instrumental

4 Instrumental – 4.1 o álbum
O 4 instrumentalsurge em 2008 em Sabará – Minas Gerais, e vem desde então despontando nocenário da música mineira. A banda já circulou por todo estado de Minas Geraise participou de importantes festivais da música inpendente brasileira comoCalango, Jambolada, Transborda, Gramophone, entre outros, além de realizar showem La Plata e Buenos Aires e agora o grupo lança seu primeiro álbum, o “4.1”.
Produzido em Buenos Aires, oálbum traz influências do Clube da Esquina, do rock progressivo mineiro dosanos 70 e componentes da musica contemporânea misturando com mais umacriatividade melodico-hamônica singular do grupo. O resultado é 4.1, umaexpressão envolvente que leva o ouvinte por sensações sonoras únicas e que vocêpode baixar e ouvir no Compacto.Rec!
O Compacto.Rec
O compacto.recé um selo virtual do Fora do Eixo, voltado para a difusão e divulgação deálbuns da música latino-americana pela internet através do download gratuito,realizando uma divulgação integrada do lançamento por todo o Brasil. Desde2009, o projeto já lançou mais de 25 álbuns, se consolidando como um projetoreferencial na música independente nacional, principalmente por seu trabalhocolaborativo e sua comunicação capilarizada por blogs, sites, redes sociaisparceiras da iniciativa.
Desde 2010 o Compacto.Rec vem estreitando os laços com aAmérica Latina lançando álbuns nacionais e internacionais. A parceria começoucom o lançamento do álbum “YYY”
 do Falsos Conejos,depois veio o lançamento da Coletânea Grito Rock Buenos Aires, e o recentementolançamento do Caranavales do duo Finlândia. E agora, o 4.1 é mais  um fruto brasileiro da América Latinamostrando a forte integração com o “Hermanos”, já que o álbum foi gravado emBuenos Aires em parceria com o Fora do Eixo Argentina

Padrão

Inscrições Abertas para o Congresso Nacional Fora do Eixo!

A maior rede de coletivos culturais do país se prepara para a realização da 4ª edição do COFE

Estão abertas as inscrições para a Etapa Nacional do IV Congresso Fora do Eixo(COFE), o principal encontro presencial e deliberativo da maior rede de cultura livre da América Latina. Desde 2008, a rede se encontra anualmente para debater odesenvolvimento de seus processos, colher resultados e planejar os próximos passos. Esse ano, o Congresso promete discussões, mesas e vários debates dentro dos grupos de trabalhos sobre as frentes que fomentam a cena cultural do país.

O Congresso acontece de 14 a 20 de novembro, em São Carlos (SP), junto à 5ª edição do Festival Contato. A expectativa é que reúna mais de 1000pessoas, entre membros de coletivos, pontos de linguagens, parceiros, imprensa e observadores. Agentes dos coletivos poderão usufruir da hospedagem solidária, que abrigará 4 pessoas por Ponto Fora do Eixo, 1 pessoa por Ponto Parceiro e 1 pessoa por Ponto de Linguagem.
O Feira Coletivo estará presente, levando 4 pessoas para participar das atividades.

Quem tiver interesse em participar pode encontrar a ficha de inscrição no Diário Oficial do Fora do Eixo, ou na Wiki do Fora do Eixo.

Padrão

Compacto.Rec Lança Carnavales



Carnavales
O mais recente lançamento do Compacto.Rec, Carnavales,traz a contemporaneidade latino-americana através de suas melodias que misturamelementos  da musica popular com a música eletrônica, praticando umabricolagem de estilos. O baião, o tango, a cúmbia, o maracatu, o samba e o beateletronico se entrelaçam por meio dos instrumentos e das ambiencias que o duoFinlândia cria em suas programações.
O Finlândia
Formado por Mauricio Candussi (Argentina) e Raphael Evangelista(Brasil). O grupo busca combinar elementos da música latino-americana, focandonos países de origem, com sonoridades contemporâneas. O duo mescla ao vivoprogramações com instrumentos acústicos como piano e acordeão (MauricioCandussi) e o violoncelo (Raphael Evangelista), criando sets específicos paracada momento.
O Compacto.Rec
O compacto.rec é um selo virtual do Fora do Eixo, voltada para a difusãoe divulgação de álbuns da música latino-americana pela internet atravésdownload gratuito. Realizando uma divulgação integrada do lançamento por todo oBrasil. Desde 2009, o projeto já lançou mais de 25 álbuns, se consolidando comoum projeto referencial na música independente nacional, principalmente por seutrabalho colaborativo e sua comunicação capilarizada por blogs, sites, redessociais parceiras da iniciativa.
A parceria com na América Latina começou em outubro de 2010 com olançamento do álbum YYY da banda Falsos Conejos e em 2011 com o projeto dacoletânea Grito Rock Buenos Aires. Com o recente fortalecimento da conexãoentre os Brasil e os demais países da América Latina, a parceria tende acontinuar e o espaço do Compacto.Rec ser cada vez mais palco de lançamentosinternacionais.