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Feira Coletivo divulga bandas selecionadas para o Feira Noise Festival 2018

Mais de 360 bandas e artistas se inscreveram no edital da oitava edição do Feira Noise – Festival de Artes Integradas, que acontece entre os dias 23 a 25 de novembro, em Feira de Santana (BA).

Para se apresentar nos dois palcos desta edição do evento, foram selecionados os projetos Drenna (RJ), Dona Iracema (BA), Stephen Ulrich Band (BA), P1 Rappers (BA,) Duo Finlandia (Bra/Arg) e Seu Pereira e o Coletivo 401 (PB).

O grupo Drenna tem origem na favela do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. A banda já passou por palcos de importantes festivais Brasil à fora. De Vitória da Conquista, sudoeste baiano, a Dona Iracema desembarca para apresentar seu “Caatincore Iracemático”, álbum autoral que traz em seu título a proposta musical da banda.

Atração local, Stephen Ulrich Band apresenta seu trabalho como cantor e compositor com fortes influências dos Beatles, Dexys Midnight Runners, Fastball e Elvis Costello, após acumular experiência em quase uma década de estrada como instrumentista das bandas Lp & Os Compactos e Clube de Patifes. Da ponte Juazeiro (BA) – Petrolina (PE), os P1 Rappers trarão suas influências com recortes da vida no Vale do São Francisco.

A fusão de ritmos latino-americanos será bem representada pelo premiado Duo Finlandia. Uma das principais referências da nova safra de artistas autorais paraibanos, Seu Pereira e Coletivo 401 traz para o palco do festival a sua originalidade com uma força poética marcante.

O edital de bandas e artistas do Feira Noise é realizado desde o primeiro ano do evento. A cada edição, seis projetos são selecionados por meio deste processo. De acordo com Joilson Santos, do Feira Coletivo Cultural, esta é uma forma da curadoria ter contato com uma vasta produção autoral nacional. “O edital é uma forma de a gente conhecer e dar espaço para estes trabalhos”, afirma. “É uma pena que a gente não consegue ter um número maior de vagas e de dias de evento para ter mais espaços para estes artistas”.

As bandas e artistas selecionados terão presença confirmada através de um comunicado, acompanhado de um termo de responsabilidade e compromisso.

 

Confira a playlist com todas as bandas selecionadas:

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Feira Noise Festival abre edital para seleção de bandas e artistas

Estão abertas até o próximo dia 6 as inscrições para apresentações de bandas e artistas na oitava edição do Feira Noise – Festival de Artes Integradas que acontece nos dias 23 a 25 de novembro, em Feira de Santana (BA).

De acordo com Joilson Santos, do Feira Coletivo Cultural, esta é uma forma da curadoria ter contato com uma vasta produção autoral nacional. “Tem muita gente boa fazendo disco, lançando clipe, mas nem tudo está na mídia especializada. O edital é uma forma de a gente conhecer e dar espaço para estes trabalhos”, afirma. “É uma pena que a gente não consegue ter um número maior de vagas e de dias de evento para ter mais espaços para estes artistas”.

O edital de bandas e artistas do Feira Noise é realizado desde o primeiro ano do evento. Só em 2017 foram cerca de 500 inscritos, representantes de todos os estados brasileiros, exceto o Acre.

As inscrições podem ser efetuadas por meio do site http://www.feiranoisefestival.com.br/edital/. As informações serão analisadas e, ao longo do processo, as bandas e artistas selecionados terão presença confirmada através de um comunicado, acompanhado de um termo de responsabilidade e compromisso.

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Feira Coletivo apresenta “Sem sair na Rolling Stone” e bandas feirenses na Cúpula do Som

BANDA NORMAL

O Feira Coletivo Cultural apresenta no próximo sábado (25), às 21 horas, na Cúpula do Som, um evento super especial que abre a programação de atividades do segundo semestre. A dupla Vitor Brauer (Lupe de Lupe) e Larissa Conforto (Ventre), que iniciou a turnê “Sem sair na Rolling Stone” em meados de julho, estará em Feira de Santana.

Dois meses na estrada, mais de 30 datas e cerca de 10 estados em quatro regiões do país. Essa é a quarta edição do projeto “Sem Sair na Rolling Stone”, de Vitor Brauer, que agora convida Larissa Conforto. Os shows têm no repertório canções da Lupe de Lupe, Ventre e Desgraça, além de músicas solo dos dois aristas.

A baterista Larissa Conforto ganhou fama ao participar da banda Ventre e sua energia no palco levou a tocar com Tiê, Thiago Pethit e Bel Baroni. Um dos representantes da chamada “Geração Perdida de Minas Gerais”, Vitor Brauer é conhecido no cenário nacional devido a sua banda Lupe de Lupe, na qual é vocalista e principal letrista.

SONS DE MERCÚRIO

Se apresentam na mesma noite uma das bandas mais promissoras da cena feirense, a Sons de Mercúrio. Formada em novembro de 2017, com estilo que passeia entre os violões cigano-seresteiros e o regionalismo pincelado de guitarras distorcidas.

O grupo resgata as reminiscências adormecidas de ritmos presentes em nosso folclore de forma sucinta. Rock, folk, indie e MPB são revestidos com o trabalho harmônico vocal das melodias sobrepostas, lembrando antigos cantos de rituais.

NAVELHA

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Formada em 2013, a Navelha é mais uma das atrações do evento. A banda feirense vem desenvolvendo maturidade musical através dos anos e traz como proposta um som irreverente e um show energético e dançante.

O som da Navelha tem bastante identidade, sendo influenciado pela Soul Music, Funk, Country, Ska e Rock n’ Roll. Com trabalho autoral a banda contagia o público, com suas linhas de guitarras funkeadas garantindo o melhor do rock produzido no interior baiano.


SERVIÇO
O QUE:
Feira Coletivo apresenta “Sem sair na Rolling Stone”
QUEM:
Vitor Brauer (Lupe de Lupe) e Larissa Conforto (Ventre) e bandas Navelha e Sons de Mercúrio
QUANDO: Sábado, dia 25 de agosto de 2018, às 21 horas
ONDE:
Cúpula do Som – Rua Domingos Barbosa de Araújo, nº 750 – Bairro Kalilândia – Feira de Santana
QUANTO: R$ 15,00 via Sympla https://www.sympla.com.br/feira-coletivo-apresenta__339643 e R$ 20,00 na Cúpula do Som no dia do evento.
PRA SABER MAIS: https://www.facebook.com/feiracoletivo/

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UNICULT E FEIRA COLETIVO DIVULGAM SELECIONADOS PARA COBERTURA COLABORATIVA

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A Unicult, Midia Ninja e Feira Coletivo divulga selecionados para cobertura colaborativa da 7ª edição do Feira Noise Festival. Confira a lista:

FOTOGRAFIA

Adrielly Novaes
Diana Reis
Thainá Dayube
Caique Jesus
AUDIOVISUAL
Arivaldo dos Santos
Marvin Pereira

REDES SOCIAIS
Mariane Yamaguti
Lafayette Nascimento
Maria Paula Silva

TEXTO
Mari Buente
Emanuele Macedo
Peterson Macedo
Madson Pamponet

 

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5 BANDAS QUE ESTARÃO NO FEIRA NOISE 2017 QUE VOCÊ PRECISA CONHECER

Por Paula Holanda

De 24 a 26 de novembro, a Arena do Centro de Cultura Amélio Amorim receberá as 28 atrações musicais da 7ª edição do Feira Noise, que vão do underground ao mainstream, de novas apostas a bandas já veteranas. Será um misto de múltiplos gêneros e subgêneros musicais provenientes de artistas de cidades de todo o país, em ode à diversidade cultural e estética que temos no cenário nacional. Selecionamos cinco bandas que acreditamos que você deve conhecer:

VENTRE

Formada no Rio de Janeiro (RJ) por Gabriel Ventura (voz, guitarra), Hugo Noguchi (voz, baixo) e Larissa Conforto (voz, bateria), a Ventre é uma banda de rock experimental que flerta com o noise e a música popular e está em atividade desde 2012. “Ventre” (2015), seu álbum de estreia e até então único trabalho em estúdio, foi produzido pelo próprio power trio com ajuda de amigos de diferentes estúdios e os ajudou a se firmarem como uma das bandas independentes que mais se popularizam no Brasil. As apresentações ao vivo são enérgicas e potentes, e essa visceralidade pode ser conferida no DVD “Ventre Ao Vivo No Méier” (2016).

DEB AND THE MENTALS

A Deb And The Mentals é uma banda de São Paulo (SP) com influências do grunge, do punk e do rock de garagem. Formada por Deborah Babilônia (voz), Guilherme Hypolitho (guitarra), Stanislaw Tchaik (baixo) e Giuliano Di Martino (bateria), o grupo vem chamado a atenção de todo o Brasil após dois trabalhos em estúdio   ̶  o EP “Fell The Mantra” (2015) e o LP “Mess” (2017). Com performances explosivas e estética sonora e visual que remete aos ícones dos anos 90, Deb And The Mentals é uma das maiores apostas do rock nacional da atualidade.


THE BAGGIOS

The Baggios, duo de blues rock formado em São Cristóvão (SE) por Julio Andrade (voz, guitarra) e Gabriel Carvalho (bateria), está em atividade desde 2004. Com, três EPs  ̶   “Demo” (2006), “Hard Times” (2009) e “Acústico Aperipê” (2013) ̶  , três LPs  ̶  “The Baggios” (2011), “Sina” (2013) e “Brutown” (2016) ̶  e um álbum e DVD ao vivo  ̶  “10 Anos Depois” ̶  no currículo, a banda é destacada tanto pela crítica quanto pelo público como um grande nome do rock independente nordestino.

MOMBOJÓ

Formada em Recife (PE) em 2001, a Mombojó é uma banda que passeia pelo indie, pós-manguebeat e música popular. Ela é integrada por Felipe S (voz, guitarra), Marcelo Machado (guitarra), Missionário José (baixo), Chiquinho (synth, sampler) e Vicente Machado (sampler, bateria) e tem cinco LPs em sua discografia  ̶ “Nadadenovo” (2004), “Homem-espuma” (2006), “Amigo do Tempo” (2010), “11º Aniversário” (2013) e “Alexandre” (2014) ̶ além de ter lançado, esse ano, o EP “Summer Long” (2017) com a francesa Laetitia Sadier, ex-vocalista da banda de pós-rock e poptron Stereolab.


CANTO DOS MALDITOS NA TERRA DO NUNCA

Após um hiato de cinco anos, a Canto dos Malditos na Terra do Nunca, banda de rock de Salvador (BA) retorna aos palcos com seu segundo LP, “Travessia” (2017). O álbum primeiro álbum, homônimo (2006), e seu single “Olha a Minha Cara” garantiram uma circulação e popularidade a nível nacional e uma base de fãs que permanece fiel mesmo após a pausa do grupo, que foi formado em 2003 por Andrea Martins (voz), Helinho Sampaio (guitarra), Danilo Castor (guitarra), David Castor (baixo) e Leonardo Bittencourt (bateria).


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Larissa Luz, Dead Fish e André Prando são atrações confirmadas para o Feira Noise 2017

Larissa Luz, Dead Fish e André Prando são atrações confirmadas para o Feira Noise 2017

Um dos mais importantes festivais de artes integradas do Nordeste será realizado em novembro

O Feira Noise retorna com a meta de seguir movimentando a agenda cultural de Feira de Santana e anuncia as três primeiras atrações para a 7ª edição do evento, a banda de hardcore Dead Fish (ES), o músico e compositor capixaba André Prando e a cantora e compositora baiana Larissa Luz. O festival será realizado de 24 a 26 de novembro, no Centro Cultural Amélio Amorim.

Promovido desde 2009, o Feira Noise é um evento idealizado pelo Feira Coletivo Cultural com o objetivo de fomentar a cena independente feirense e tem no histórico bandas de grande destaque nacional, como Móveis Coloniais de Acaju (DF), Far From Alaska (RN), Vespas Mandarinas (SP), Supercombo (ES) e Project46 (SP).

Com o compromisso de valorizar a produção local, o festival também já trouxe bandas baianas renomadas — como Vivendo do Ócio, Canto dos Malditos na Terra do Nunca, Maglore, Retrofoguetes e Scambo —, além de dar espaço para grupos independentes iniciantes e promover um edital para a inscrição de bandas de todo o país.

Ao longo destes anos, o Feira Noise consolidou-se como o maior festival de artes integradas da Bahia e um dos mais reconhecidos do Nordeste, com a proposta de prestigiar diversas formas de expressão artística — música, dança, artes visuais e poesia — e promover a troca de conhecimentos variados através de múltiplas oficinas e mesas de debates.

Dead Fish

Em atividade desde 1991, Dead Fish é uma banda de hardcore melódico de Vitória (ES) formada por Rodrigo Lima (voz), Ric Mastria (guitarra), Alyand Mielle (voz, baixo) e Marcos Melloni (bateria).
Com mais de 10 trabalhos gravados, dois DVDs ao vivo e influências de bandas como Ramones, Bad Religion e Dead Kennedys, a banda já fez shows na Alemanha e República Tcheca e hoje é apontada como uma das principais referências do hardcore nacional.

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André Prando

Com um segundo álbum previsto para 2017, o músico e compositor André Prando, de Vitória (ES), faz rock alternativo com influências da psicodelia e tem circulado por todo o país após o lançamento de seu primeiro disco, “Estranho Sutil” (2015), e seu EP de estreia, “Vão” (2014). Atração de festivais como MADA (RN), Psicodália (SC), Showlivre (SP) e Sofar Sounds (RJ), Prando acrescenta ao seu currículo a 7ª edição do Feira Noise.
Foto de Rodrigo Pessotti (2)

Larissa Luz

Cantora, compositora e atriz de Salvador (BA), Larissa Luz integrou a banda Ara Ketu de 2007 a 2012 e hoje segue cantando MPB e samba-reggae em sua carreira solo.

O segundo álbum da artista, “Território Conquistado” (2016), tem participações de Elza Soares e Thalma de Freitas e foi indicado ao Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa.
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SERVIÇO
O QUÊ:
 7ª edição do festival Feira Noise
QUANDO: De 24 a 26 de novembro de 2017
ONDE: Centro Cultural Amélio Amorim, avenida Presidente Dutra, nº 2222 – Centro, Feira de Santana – Bahia
INGRESSOS E MAIS: www.facebook.com/feiracoletivo

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Domingo tem Playgrude em Feira de Santana: um show para crianças de todas as idades

Capa CD Playgrude_por Rebeca Matta

No próximo domingo (21), a partir das 16 horas, no Centro de Cultura Amélio Amorim, em Feira de Santana, será apresentado o show Playgrude. Um espetáculo voltado para crianças de todas idades, uma festa para toda família, um grande playground e um quintal para brincar de apertar os botões da memória. O projeto é encabeçado pelas cantoras Marcela Bellas e Taís Nader e pelo compositor Helson Hart.

A ideia do show surgiu a partir da gravação do CD infantil com músicas inéditas de Marcela Bellas e Helson Hart, interpretadas por diferentes artistas. Desde então, foram realizadas grandes apresentações em alguns dos principais espaços da capital baiana, como o Teatro Castro Alves, Teatro Gregório de Matos e largos do Pelourinho.

No repertório, além de músicas do CD Playgrude, estão incluídos clássicos da música brasileira, sucessos que fazem parte do nosso imaginário, como “Carimbador Maluco” (Raul Seixas), Emília (eternizada na voz de Baby Consuelo pela turma do Balão Mágico), “A história de uma gata” (Os Saltimbancos), “Fico assim sem você” (Adriana Partimpim) e outros.

SERVIÇO
O que: Show Playgrude
Quem: Marcela Bellas, Taís Nader e Helson Hart
Quando: Domingo, 21 de fevereiro, às 16 horas
Onde: Centro de Cultura Amélio Amorim, avenida Presidente Dutra, nº 2222, Feira de Santana – Bahia
Quanto: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)

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Clube de Patifes se prepara para lançar o quarto álbum da carreira

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Com 17 anos de estrada, o grupo baiano Clube de Patifes, natural da cidade de Feira de Santana, lança o quarto álbum de estúdio. Intitulado Casa de Marimbondo, o álbum firma a empreitada empreendedora da banda, que trabalha de maneira independente desde o começo da trajetória.

Com uma linguagem calcada no blues e em timbres do rock dos anos 50 e 60 (e com boas doses de groove), o Clube de Patifes – formado por Joilson Santos (baixo), Pablues (guitarra e voz), Paulo de Tarso (bateria), Luyd Andrade (guitarra), Rodrigo Borges (guitarra) e Kino Bone (Trombone) – investe ainda em temáticas afrobrasileiras e introduz referências da música baiana e caipira à sonoridade.

O novo trabalho, Casa de Marimbondo, é uma co-produção do Clube de Patifes com André T., renomado produtor musical que já trabalhou com representantes do rock baiano, entre eles Pitty, Cascadura e Retrofoguetes.

O álbum também reúne figuras do cenário musical nordestino. Faixa de abertura do disco, “Hey Mama” é uma parceria do conjunto com Luiz Caldas, ícone baiano e precursor do axé. Outros músicos da região engrossam a ficha técnica. Du Txai (atualmente na formação da banda Cascadura) participa de “Cavalo de Troia”, enquanto o time de sopros da banda IFÁ Afrobeat – Vinicius Freitas (sax), Normando Mendes (trompete) e Matias Traut (trombone) – marca presença em “Voodoo”.

Casa de Marimbondo contém 11 faixas e o lançamento está marcado para 4 de março. Dois singles inéditos já foram divulgados e servem como excelente prévia para o disco completo. Ouça aqui.

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Project46: metal moderno, competente e corajoso

project46

Faz algum tempo que o produtor musical Jack Endino, mais conhecido no Brasil por ter trabalhado com Nirvana e Titãs, criou uma polêmica sobre bandas brasileiras que cantam em inglês. “Eu nunca consigo entender uma palavra!”, ele disse
, enfatizando as dificuldades de pronúncia e concluindo que o uso da chamada língua do mundo globalizado não garante sucesso fora do país e ainda fecha portas para o êxito nacional. Como se podia esperar, a declaração dividiu opiniões nas redes sociais.

Os paulistanos do Project46 parecem ter a mesma opinião de Endino, ao menos quanto a considerar ilusória a ideia da língua estrangeira como passaporte para o sucesso internacional. Depois do EP If You Want Your Survival Sign Wake up Tomorrow (2009), com quatro canções em inglês, eles decidiram apostar no idioma materno em seus dois álbuns de longa duração lançados até o momento, Doa a Quem Doer (2011) e Seja Feita a Nossa Vontade (2014). A escolha tem se mostrado a melhor conforme o quinteto se expande no circuito, a ponto de tocar em festivais como o Maquinaria (Chile), o Monsters of Rock (Brasil) e o Rock in Rio.

As letras são agressivas, questionam o cenário político, a atuação da grande mídia, as relações de trabalho e as atitudes individuais. Um exemplo é este trecho de “Caos Renomeado”, a primeira faixa do segundo disco: “A verdade é nua e crua, mas ninguém vê/ E o ibope só aumenta quando a merda já tá na TV/ E quem edita?/ Quem inventa as verdades que o povo não vê?/ E quem são eles? Quem representam?/ Somos todos escravos do quê?”. E não há como não lembrar o episódio em que a música “Se Quiser”, do disco anterior, foi boicotada em um programa global e absurdamente trocada por outra de mesmo nome, aquela da cantora Tânia Mara (!).

A verdade é que uma banda como o Project46 incomoda, pois encara quase tudo o que se coloca como padrão na música deste país. Se não cabe na maior emissora de TV, é porque diz verdades que ameaçam o reino da superficialidade. A sonoridade, inspirada em Lamb of God, Chimaira, Soilwork, Hatebreed, Slipknot e outros, também não atende às velhas e persistentes exigências comerciais. É um metal eclético, mas focado em influências mais atuais, turbinado por doses de hardcore.

Atração do Feira Noise – O Project46 já é nome certo no Feira Noise 2015, com show marcado para o dia 28/11. Caio MacBeserra (voz), Jean Patton (guitarra), Vinicius Castellari (guitarra), Rafael Yamada (baixo e voz), Henrique Pucci (bateria) estarão em Feira de Santana pela primeira vez, mostrando toda a fúria de seu repertório. Não deixe de conferir.

Por Ana Clara Teixeira

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Far From Alaska e longe dos rótulos

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Por Ana Clara Teixeira

O estado de Goiás é visto como o centro brasileiro do stoner rock e outros subgêneros afins, por ser o berço de bandas como Black Drawing Chalks, Hellbenders e Overfuzz. Ultimamente, no entanto, o Rio Grande do Norte também vem se tornando um candidato a este posto, impulsionado pela força do Festival do Sol e pelo sucesso de alguns eventos segmentados, caso do Stoner Sessions. São exemplos da vocação potiguar o sludge metal do Monster Coyote, o doom metal do Son of a Witch, o som mais alternativo do duo The Red Boots e do Far From Alaska.

Far From Alaska? Como chamar de stoner uma sonoridade cuja associação imediata que vem à mente é com The Dead Weather? Não se pode prender a banda a um rótulo, embora haja algo de Palm Desert no inclassificável modeHuman, primeiro full-length do quinteto composto por Emmily Barreto (vocal), Cris Botarelli (synth, lap steel e voz), Edu Filgueira (baixo), Rafael Brasil (guitarra) e Lauro Kirsch (bateria). Sobretudo, nota-se uma afinidade com o lado mais bem-sucedido comercialmente daquela cena californiana, representado pelo Queens of the Stone Age.

As quatro primeiras canções do álbum – “Thievery”, “Deadmen”, “Dino Vs. Dino” e “Politiks” – dão pistas suficientes para que se identifique a única classificação possível para a proposta do Far From Alaska: rock com os pés no que se tem produzido dentro do gênero desde meados da década de 1990. Nesta sequência, fica em destaque o talento para unir riff e refrão de fácil apelo mesmo se arriscando por uma seara pouco comercial, quando se considera, inclusive, a opção dos músicos pelas letras em inglês estando no Brasil.

modeHuman é um trabalho extenso, com 15 faixas em 60 minutos de duração, e sua outra parte mais representativa consiste em composições experimentais em certa medida, como “The New Heal”, “ModeHuman Pt 1” e Monochrome. Nelas, existem maior variação de andamentos, alguma influência de música eletrônica e uma coragem que explica a rápida ascensão da banda potiguar no cenário nacional do rock independente, com direito a apresentação na edição de 2015 do Festival Lollapalooza Brasil.

Presença no Feira Noise 2015 – Far From Alaska já tem ocasião definida para realizar seu primeiro show em Feira de Santana no dia 29/11 (Domingo). A banda está confirmada como uma das principais atrações da edição deste ano do Feira Noise, um dos festivais de artes integradas de maior crescimento no Nordeste. O evento acontece no mês de novembro.