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BECO-NOISE
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Entrevista com Elsimar Pondé


Por Ana Clara Teixeira

O Feira Coletivo e o Movimento “O Beco É Nosso” estão juntos no Feira Noise 2015. No dia 15/11, o Beco da Energia vai servir de palco para o festival, recebendo atrações artísticas das mais variadas. O momento promete ser uma celebração da cultura independente, daqueles que se arriscam na arte mesmo com a ausência de incentivos por parte do poder público.

O jornalista Elsimar Pondé é uma espécie de elo entre as partes envolvidas na organização, pois atua em ambas. Nesta entrevista, ele conta sobre as origens da ocupação artística do Beco, a ideia de incluir o espaço na pauta do maior festival de artes integradas do interior da Bahia e, é claro, sobre toda a expectativa em torno do evento.

De que maneira você define “O Beco É Nosso”? Qual é o principal objetivo do movimento?

O objetivo principal do movimento é revitalizar e ressignificar, através da arte, uma área histórica localizada no coração do centro comercial de Feira de Santana e que estava praticamente abandonada pelos poderes públicos havia anos.

Na minha compreensão podemos definir “O Beco é Nosso” como uma ação coletiva, que tem se consolidado a partir do voluntarismo de artistas e ativistas culturais que entendem que os espaços públicos devem ser ocupados e que é necessário e perfeitamente possível oferecer atividades e formação cultural as comunidades em geral.

Quando e como surgiu essa ideia de resgatar o Beco da Energia e transformá-lo em um espaço de arte?

A ideia de transformar o Beco é do artista visual, tatuador e músico Márcio Punk. Um cara sensível, que conhece a região muito bem, principalmente pelo fato do estúdio dele ficar bem perto do Beco da Energia, na rua Marechal Deodoro. Ele sabia da situação de desprezo enfrentada pelas moradoras do lugar. Algumas pessoas vivem no espaço há mais de 40 anos.

Com muita competência, Márcio conseguiu articular ativistas, produtores e artistas, as ações chamaram a atenção da imprensa e do poder público e algumas melhorias já são percebidas no local, como por exemplo, uma melhor iluminação, com a reposição de lâmpadas que estavam queimadas, a limpeza periódica. Inclusive, teremos uma grande ação no próximo dia 18, em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social.

Também instalamos no local uma espécie de biblioteca comunitária, que intitulamos de “Geladeirotecas”. Os livros ficam dentro de geladeiras que estavam sem uso e a as pessoas tem acesso livre 24 horas por dia.

Não posso deixar de destacar que economicamente tem sido muito interessante para as moradoras, já que os bares instalados no Beco comercializam bastante nos dias de intervenção.

As intervenções no Beco têm atraído a participação de poetas, artistas plásticos, músicos… Enfim, gente que se dedica a vários segmentos da arte. A união desses artistas tem se dado por quais concepções de produção, recepção e acesso?

A concepção principal diz respeito ao entendimento de que é necessário ocupar os espaços públicos, transformá-los e ressignificá-los e, neste caso específico, possibilitar a comunidade que ali reside e trabalha a oportunidade de ter acesso a variadas manifestações culturais e artísticas.

Existe um coletivo que propõe, organiza e executa as atividades quinzenalmente, sempre em acordo com as moradoras do Beco. Agora tivemos um projeto aprovado no edital de Agitação Cultural, do governo da Bahia, e a partir de 2016 teremos condições de ampliar as ações, contemplando mais de 50 artistas da cidade e região. Eles farão apresentações e também vão realizar oficinas, workhshops, exposições, entre outros trabalhos.

A articulação entre o Movimento “O Beco É Nosso” e o Feira Coletivo já era esperada, pelas visões e atuações semelhantes no âmbito da cultura. Como foi planejada essa parceria para o Feira Noise 2015?

Foi muito simples. A ideia de levar o Feira Noise para o Beco se deu desde o início do movimento, em julho passado, quando membros do Feira Coletivo participaram das reuniões de articulação do movimento e das intervenções também. Depois disso, apenas dialogamos sobre como e quando fazer.

A decisão de levar shows de música, apresentações de dança, exposições de fotografias e recital de cordel reafirmar o caráter do Festival, de integração das artes, e corrobora com o trabalho que tem sido promovido pelo movimento “O Beco é Nosso”, que também se propõe a abarcar múltiplas linguagens artísticas.

Finalmente, o que o público pode esperar do Beco Noise? De Suinga a Macgyver MC, além de outros tipos de atrações, parece ser o dia mais eclético do festival.

Sem qualquer dúvida será o momento mais eclético do Festival e também das próprias intervenções no Beco da Energia, em geral. A intenção é atender aos mais diversos públicos.
As pessoas podem esperar ótimos espetáculos de dança e música, exposições fotográficas muitíssimo interessantes, além do recital de cordel com Kitute. Será um dia muito rico e diverso.

Confira a programação do #BecoNoise

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Feira Noise recebe bandas veteranas da capital

Por Ana Clara Teixeira
Retrofoguetes 2015_2 (Foto por Ricardo Prado)

Um dos traços que o Feira Noise faz questão de manter em todas as edições é a presença de muitas atrações musicais da Bahia, tanto da capital quanto do interior, escolhidas por quem conhece e faz parte da cena. Em 2015, a seleção feita propõe um equilíbrio quantitativo entre nomes ainda pouco conhecidos e outros já consagrados. As bandas soteropolitanas Retrofoguetes e Cascadura, ambas de longas trajetórias, são os carros-chefe deste segundo grupo.

Os Retrofoguetes, que se apresentam no festival no dia 27, existem oficialmente desde 2002, quando remanescentes da formidável The Dead Billies decidiram fundar uma banda instrumental. As influências não saíram do perímetro do rock dos anos 50 e 60, mas o psychobilly outrora predominante foi perdendo espaço para um som calcado na surf music. No primeiro disco, Ativar Retrofoguetes! (2003), esse som é incrementado pelo rockabilly, resquícios de psychobilly e uma influência aguda da cultura pop. Em Chachachá (2009), o segundo lançamento, outras influências ficam mais à mostra do que no debut, como a música latina e o jazz.

Os trabalhos de estúdio trouxeram reconhecimento nacional e internacional. Os Retrofoguetes têm no currículo participações em eventos de grande importância, entre eles o Festival de Verão de Salvador, o Abril pro Rock, o Coquetel Molotov e o DoSol. As canções mereceram a atenção da MTV, da Rolling Stone Brasil, do circuito argentino de shows independentes e da Rádio BBC.

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A banda Cascadura, fundada em 1992, é outra que não ficou somente no destaque regional. Seus cinco discos (#1 – 1997; Entre! – 1999; Vivendo em Grande Estilo – 2004; Bogary – 2006; e Aleluia – 2012) vão de uma ponta a outra da história do rock, entre os clássicos das primeiras décadas e os alternativos das duas décadas mais recentes. O talento do vocalista e guitarrista Fábio Cascadura, o responsável pelas composições, se demonstra também em parcerias com outros artistas, como Pitty, Nando Reis e os paulistanos da Tomada.

Este ano, depois de prêmios, turnês, festivais, o documentário Efeito Bogary (2009) e todo um legado construído para o rock independente da Bahia e do Brasil, a Cascadura anunciou o fim das atividades. O show no Feira Noise, confirmado para o dia 28, deve marcar sua última passagem por Feira de Santana. É a chance do público local de ver e rever uma banda que já está destinada a virar lenda.

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Far From Alaska e longe dos rótulos

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Por Ana Clara Teixeira

O estado de Goiás é visto como o centro brasileiro do stoner rock e outros subgêneros afins, por ser o berço de bandas como Black Drawing Chalks, Hellbenders e Overfuzz. Ultimamente, no entanto, o Rio Grande do Norte também vem se tornando um candidato a este posto, impulsionado pela força do Festival do Sol e pelo sucesso de alguns eventos segmentados, caso do Stoner Sessions. São exemplos da vocação potiguar o sludge metal do Monster Coyote, o doom metal do Son of a Witch, o som mais alternativo do duo The Red Boots e do Far From Alaska.

Far From Alaska? Como chamar de stoner uma sonoridade cuja associação imediata que vem à mente é com The Dead Weather? Não se pode prender a banda a um rótulo, embora haja algo de Palm Desert no inclassificável modeHuman, primeiro full-length do quinteto composto por Emmily Barreto (vocal), Cris Botarelli (synth, lap steel e voz), Edu Filgueira (baixo), Rafael Brasil (guitarra) e Lauro Kirsch (bateria). Sobretudo, nota-se uma afinidade com o lado mais bem-sucedido comercialmente daquela cena californiana, representado pelo Queens of the Stone Age.

As quatro primeiras canções do álbum – “Thievery”, “Deadmen”, “Dino Vs. Dino” e “Politiks” – dão pistas suficientes para que se identifique a única classificação possível para a proposta do Far From Alaska: rock com os pés no que se tem produzido dentro do gênero desde meados da década de 1990. Nesta sequência, fica em destaque o talento para unir riff e refrão de fácil apelo mesmo se arriscando por uma seara pouco comercial, quando se considera, inclusive, a opção dos músicos pelas letras em inglês estando no Brasil.

modeHuman é um trabalho extenso, com 15 faixas em 60 minutos de duração, e sua outra parte mais representativa consiste em composições experimentais em certa medida, como “The New Heal”, “ModeHuman Pt 1” e Monochrome. Nelas, existem maior variação de andamentos, alguma influência de música eletrônica e uma coragem que explica a rápida ascensão da banda potiguar no cenário nacional do rock independente, com direito a apresentação na edição de 2015 do Festival Lollapalooza Brasil.

Presença no Feira Noise 2015 – Far From Alaska já tem ocasião definida para realizar seu primeiro show em Feira de Santana no dia 29/11 (Domingo). A banda está confirmada como uma das principais atrações da edição deste ano do Feira Noise, um dos festivais de artes integradas de maior crescimento no Nordeste. O evento acontece no mês de novembro.

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Inscrições para a Feira Camelô 2.0 estão abertas

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Chegue mais pro Camelô 2.0!

Um mundo de oportunidades para quem for ocupar um espaço em nossa feira, os empreendimentos e iniciativas culturais, criativas e/ou solidárias poderão expor ou comercializar produtos, serviços ou projetos para um público bacana que vai curtir o Feira Noise Festival 2015.

As inscrições estão abertas para empreendimentos e iniciativas nos campos das economias da cultura, criativa e/ou solidária, nas áreas de moda, design, arquitetura, desenvolvimento de softwares e jogos, quadrinhos, artesanato, cinema,música, entre tantas outras possibilidades.

Tem um produto ou serviço legal? quer vender ou expor? Inscreva-se :
www.feiracoletivo.com.br/

‪#‎FeiraMundo‬ ‪#‎GoCamelô‬

Link para Ficha de inscrição: https://banquinha.wufoo.com/…/feira-camela-20-feira-noise-…/

Link para o Regulamento: https://docs.google.com/…/1B8ZwW-E9RfyuIBlgyrIXVbLrnRQ…/edit

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CONHEÇA AS OFICINAS GRATUITAS DO FEIRA NOISE

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Para além dos shows musicais e as diversas apresentações artísticas, o Festival se coloca como um campus de #FormaçãoLivre, gerando uma troca de saberes entre oficineiros e os participantes durante o evento. A programação conta com oficinas, workshops, debates e palestras.

Veja abaixo a lista completa do que teremos e fique atento para não deixar departicipar…

07.11 – Fotografia: Empoderamento de Mulheres
07.11 – Graffiti
07.11 – Economia Criativa
07.11 – Literatura
14.11 – Dança – Tribal Híbrido
14.11 – Fotografia: Cobertura de Shows e Espetáculos
14.11 – Oficina de Turbantes
14.11 – Corpo, sentidos e coisas teatro para iniciantes
14.11 – Comunicação para Músicos Independentes
14.11 – Linguagem, análise fílmica e crítica cinematográfica
21.11 – Formação: Comunicação Colaborativa
21.11 – Dança

Obs.: Cada oficina terá suas especificidades e limite de participantes, portanto, permaneça com atenção as publicações que em breve iremos divulgar o formulário de inscrição.

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CLARA VALENTE PELA PRIMEIRA VEZ EM FEIRA DE SANTANA

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A carioca Clara Valente está confirmadíssima no ‪#‎FeiraNoise2015‬. A cantora iniciou em janeiro desse ano a turnê de lançamento do disco “Mil Coisas”, seu mais novo trabalho que será apresentado para Feira de Santana no nosso festival. O repertório autoral de “Mil Coisas” é uma performance musical vibrante, contemporânea e eclética, que vai do afrobeat ao tango, explorando referências nordestinas e eletrônicas. Clara faz ainda releituras e une canções do repertório da MBP como “Feminina” (Joyce Moreno) e “O Último Dia” (Paulinho Moska) e músicas como “Breakfast in America” (Supertramp) e “Stand Up” (Hindi Zahra) em total sintonia com o momento da música popular global.

 

 

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AS VEIAS ESGARÇADAS DA PRINCESA

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Em 18 de Setembro de 2015 Feira de Santana completou 182 anos de emancipação política e os problemas continuam os mesmos. A crise no trânsito e sua indústria de multas, a desordem instalada nas vias públicas, exemplos das ruas Marechal Deodoro, Sales Barbosa, dentre outras do seu entorno, “um PACTO DE FEIRA” que até agora não emplacou, lagoas sendo dizimadas, aterradas, dando espaço à especulação imobiliária, mas para muitos, Feira de Santana está no caminho certo.

Sou filho desta terra e, dela me orgulho, é por isso que faço estas ponderações, é inadmissível uma cidade do porte de Feira de Santana ser administrada como se administra o quintal de casa. Feira de Santana é bem maior que questiúnculas políticas. As críticas realizadas a uma administração não podem ser computadas como ofensas pessoais ou rotuladas como: “você fala isso porque é do partido A, B, C ou PPQP”, a verdade tem que ser exposta. A imprensa não pode e nem deve esconder os fatos.

Feira de Santana por muito tempo manteve-se refém das empresas de transporte coletivo que prestava (des)serviço com o pior, mais desorganizado, mais sujo e mais caro serviço de transporte coletivo urbano que já conheci, e o poder publico tinha plena consciência do que estou falando, mas, insistiu em manter a desordem do transporte até o caos, quando a população de quase setecentos mil habitantes ficou por aproximadamente treze dias sem o poder de locomoção. É aí e, só aí, a figura do ligeirinho que já ocupava as brechas deixadas pelos péssimos serviços prestados pelas empresas de transporte coletivo, ressurge com força total e/ou única tábua de salvação ocupando todos os espaços, inclusive os pontos de ônibus, há quem diga que uma vaga de ligeirinho em determinados bairros de nossa cidade chega a custar cinco mil reais.

 Neste contexto do caos do transporte público impõe-se o BRT. A quem interessa o BRT? O Projeto está dentro dos padrões? Foram realizados estudos de impactos ambientais? Porque a implantação na Avenida Getúlio Vargas? O local atenderá as necessidades da grande periferia da nossa cidade? Com certeza que não. Será que o BRT na Getúlio Vargas não seria para ostentar as vaidades do Imperador? Enquanto isso não podemos ficar de braços abertos apenas a observar AS VEIAS ESGARÇADAS DA PRINCESA.

A bem da verdade, quero deixar bem claro que não sou contra o progresso, mas, questiono as coisas feitas de forma atropelada. Como uma metrópole do porte de Feira de Santana pode ser administrada sem um plano diretor? Como os problemas desta comunidade podem ser solucionados sem que haja uma discussão prévia? Refiro-me a um amplo debate envolvendo diversos setores da sociedade civil. Será que todos estes questionamentos seriam encarados e solucionados de forma empírica? Quando falo em debate amplo não incluo reunião ampliada de aliados para discutir amenidades óbvias.

  • Alberto Luiz de Freitas Souza é Radialista e Geógrafo Formado pela UEFS.

 

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Camaleônico, Wander Wildner divulga primeiro disco conceitual e faz shows na Bahia

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Vivemos um tempo que a grande mídia brasileira já não enxerga o rock como negócio rentável e eventualmente elege algum pastiche de Los Hermanos ou Coldplay para o papel de salvador de um gênero que nunca precisou ser salvo. Por trás de tentativas tão previsíveis, o que existe é apenas o desejo – não muito obstinado, é verdade – de recuperar um produto.

Enquanto isso, na contramão do mainstream, certos músicos obtêm sucesso à sua maneira: conquistam o ouvinte não por dar aquilo que ele quer, mas por surpreendê-lo. Um exemplo é gaúcho Wander Wildner, cuja carreira vinha passando pelo punk-brega e pelo folk, pelo romântico e pelo cômico, e agora se reinventa num rock básico com abordagens mais sérias. O resultado da mudança está em Existe Alguém Aí?, oitavo trabalho solo do ex-Replicantes, desde já um dos melhores lançamentos nacionais de 2015.

No novo álbum, não se escuta a tendência desplugada dos dois discos anteriores, Caminando y Cantando (2010) e Mocochinchi Folksom (2013). As faixas são mais longas que o habitual e as guitarras dão o tom de todas elas. A influência punk ainda se faz perceber, porém como parte de um som mais raivoso, bem diferente de como aparece em Baladas Sangrentas (1996), Buenos Dias! (1999) e Paraquedas do Coração (2004).

 Existe Alguém Aí? é um trabalho conceitual, coisa que Wander Wildner realiza pela primeira vez e, claro, totalmente do seu jeito. Nas letras, ele coloca sua visão de sociedade, cidade e política, cria personagens que vivenciam situações de angústia, solidão e redenção. “Requiém para uma Cidade”, sobre uma Porto Alegre sem poder de escolha, e “Naquela Noite Ela Chorou”, sobre alguém que enfrenta uma desilusão política, são os destaques.

Turnê na Bahia – Em setembro, Wander Wildner estará na Bahia para quatro shows com a Warm Up Big Bands Tour. Os shows acontecerão em Salvador (dia 03), Feira de Santana (04), Alagoinhas (05) e Camaçari (06). Informações mais detalhadas serão divulgadas em breve pela Bigbross Produtora.

Por Ana Clara Teixeira

ANELIS
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Feira Coletivo apresenta Anelis Assumpção

Show da cantora paulista acontece dia 1º de agosto e conta com abertura de Giovani Cidreira (Salvador) e Sergio Magno (Feira de Santana)

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Pela primeira vez em Feira de Santana, a cantora paulista Anelis Assumpção leva o show da sua turnê Amigos Imaginários ao Antiquario Pub no dia 1º de agosto de 2015 (sábado), a partir das 22h. A noite conta ainda com show de abertura de Giovani Cidreira e Sergio Magno. Os ingressos antecipados custam R$20.

Considerada um dos grandes nomes da nova MPB, Anelis lançou em 2014 seu segundo disco em carreira solo, “Anelis Assumpção e os Amigos Imaginários”, pelo qual já ganhou alguns prêmios e já circulou por diversas cidades do Brasil. Anelis é filha do grande compositor paulistano Itamar Assumpção, e vem trilhando sua carreira independente do nome do pai, com seu estilo voltado pra MPB com fortes traços da blackmusic.

O trabalho foi produzido pela cantora e pelos músicos Bruno Buarque, Cris Scabello, MAU e Zé Nigro. Uma produção coletiva e certeira que é sentida sutilmente na assinatura individual de cada um. Não pra menos, eles fazem parte da banda que acompanha Anelis desde o começo de sua carreira solo e que agora dá nome ao disco: ‘Anelis Assumpção e os Amigos Imaginários’.

Além dos rapazes, a banda conta com a guitarrista Lelena Anhaia e o trombonista Edy Trombone. Essa liga coesa entre pessoas que tem intimidade e compatibilidade sonora e gentileza poética para transitar entre os versos e frases sugeridas por Anelis, fazem a diferença absoluta para a sonoridade do disco. Eles se completam. Anelis e seu bando trocam fluidos a cada frame canção. E se divertem. Um disco de bando. Um som de banda.

Sobre Giovani Cidreira


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O soteropolitano Giovani Cidreira iniciou sua carreira musical em 2006, como vocalista da banda Velotroz. Desde então, desenvolveu seu trabalho como compositor e arranjador, que tem como base um híbrido de rock contemporâneo com claras influências da música popular brasileira dos anos setenta, além de sonoridades contemporâneas das mais diversas localidades.

Seu trabalho, essencialmente autobiográfico, dialoga diretamente com a literatura, o audiovisual e as artes visuais, mesclando os elementos culturais diversificados que compõem o seu repertório.

Em novembro de 2014, Giovani Cidreira lançou o primeiro registro de suas canções como artista solo. Produzido no Estúdio Caverna do Som, o EP apresenta sete faixas, entre as quais “Ancohuma”, premiada como melhor música com letra pelo XII Festival de Música da Educadora FM. O disco está disponível no site: www.giovanicidreira.com

Sobre Sergio Magno

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Sergio Magno é um artista da MPB, mas essa é apenas uma classificação, não é um limite. Suas músicas versam sobre a simplicidade do cotidiano, vivências e sobre o amor em todas as suas manifestações. Lançou seu primeiro EP em 2007, quase um acústico, fruto da vontade de registrar o que só os amigos e os bares da cidade (a essa altura, Araci) conheciam. Em 2011 lançou o EP “À Moda Antiga”, quando já morava em Feira de Santana. Nos anos de 2012 e 2013 iniciou parceria com a Unidade de Guerrilha (rap), Clube de Patifes (blues/rock) e foi convidado para participar de um projeto especial com um dos mais respeitados músicos feirenses, Dionorina. Atualmente ele trabalha na produção do seu primeiro fulllenght, do qual o single “Quis”, lançado no início de 2014, faz parte. O álbum já tem nome, “O Que Restou das Aulas de Violão”, exatamente aquelas da adolescência.

SERVIÇO

Feira Coletivo apresenta Anelis Assumpçãoe os Amigos Imaginários

Abertura: Giovani Cidreira (Salvador) e Sergio Magno (Feira de Santana)

Dia 1º de agosto de 2015 (sábado), às 22h

Antiquário Pub

Ingressos antecipado: R$20

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Chá de Conversa e Som será retomado com discussão sobre as dimensões da Independência da Bahia

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Com o tema “Independência da Bahia: entre o histórico e o simbólico”, apresentado pelo historiador Sérgio Guerra, professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), será retomado depois de pouco mais de um ano e meio o projeto Chá de Conversa e Som.

A atividade será realizada na sexta-feira (24), a partir das 19h30, no Museu de Arte Contemporânea (MAC), de Feira de Santana. Durante o encontro serão exibidos vídeo produzidos pela TV Olhos D’Água referentes à temática principal desta edição do evento.

O destaque musical do 16º Chá ficará por conta de Jefferson Moura e Matheus Mathyara, que além de canções autorais, interpretarão releituras de composições que possuem correlação com a história da Bahia.

O Chá

O Chá de Conversa e Som é um evento da sociedade civil, de acesso gratuito e classificação livre e fundamenta-se em encontros mensais temáticos para “bate-papos” que girem em torno da cultura feirense, territorial e estadual.

A atividade é organizada pelo Coletivo Chá, composto pelo artista plástico e percussionista Gabriel Ferreira, historiador e mestre de capoeira angola Bel Pires (Grupo de Pesquisa Populações Negras/Uneb), radiojornalista e coordenador da TV Olhos D’Água da Uefs Elsimar Pondé e pelo artista visual Edson Machado.

SERVIÇO

O que: Chá de Conversa e Som – 16ª edição
Quando: Sexta-feira, 24 de julho de 2015, às 19h30
Onde: MAC – Museu de Arte Contemporânea – Rua Geminiano Costa, nº 255, Centro, ao lado da Biblioteca Municipal – Feira de Santana
Realização: Coletivo Chá
Entrada, chá e torrada: Gratuitos