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Legalize It: Da Jamaica ao Portal do Sertão

 

13235431_1128588120526807_1574410250048045934_o O Feira Coletivo Cultural traz mais uma vez a Feira de Santana a cantora e compositora paulista Anelis Assumpção, no próximo dia 2 de junho. É o seu retorno à cidade, aonde viera para o debute em 2015 e agora regressa com um novo show, uma temática diferente e a expectativa de uma grande noite.

Não dá para restringir a sonoridade de Anelis Assumpção a algum gênero imediato. Ela faz música contemporânea, algo bastante abrangente. Como se fosse uma nova música popular brasileira. Tem uma voz segura, ao mesmo tempo suave, além de forte. Dessa maneira ela canta o amor, expressa a individualidade, explana o tempo e entoa o nós. Agora a cantora e sua banda trará para Feira de Santana uma novidade, diferente do seu tradicional show intitulado de “Anelis Assumpção e os Amigos Imaginários”. Nesse novo projeto a intenção é evidenciar sua forte influência da música jamaicana em suas composições, fazendo uma viagem no conceituado disco “Legalize It”, o primeiro álbum solo do lendário cantor Peter Tosh.

O disco completará 40 anos de seu lançamento. A ideia dessa temática é fazer uma grande celebração ao reggae, que nesse período de impulso do “Legalize It” tivera um momento especial para sua efervescência artística, quando Tosh e outros ícones do gênero lançaram álbuns emblemáticos e que contribuíram para a ascensão e escalada dos sons jamaicanos pelo mundo.

O “Legalize It” mostra a juventude de Peter Tosh, cheio de preocupações sociais e políticas, ao mesmo tempo brincalhão e alegre, tentando propagar a sua mensagem. Um álbum que tem sua riqueza juntamente com sua diversidade. É um dos mais brilhantes registros do reggae em toda história. Assim Anelis Assumpção irá traduzir toda essa memória com sua voz impecável e que remeterá numa noite imperdível para os fãs da cultura jamaicana. O evento irá acontecer no Teatro Margarida Ribeiro, nos Capuchinhos, a partir das 20:00 horas, dia 2 de junho e o ingresso custará R$20,00.

Por Murillo Campos

 

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A Sexta Black e o retorno às pistas de dança

Uma ideia diferente era proposta pelo Feira Coletivo em 2014. Nesse projeto havia a chance de evidenciar e abrir espaço para gêneros que estavam efervescendo na cidade e necessitariam de ambientes para fomentar suas expressões. O rap falado, cantado e vertentes como o hip hop, ritmos como o ragga, o dub, o dance hall e o soundsystem e gêneros como o afrobeat, o soul, o neosoul e o acid jazz atualmente formam um cenário que já pode ser considerado consolidado em Feira de Santana. Se não ainda consolidado, mas com um enorme potencial. Com a ascensão de grupos e jovens artistas que passaram a patentear e experimentar a pulsação dos elementos do som da periferia, a música negra que exalta temas sociais, políticos e urbanos passava a ter um ponto fixo para impulsionar seus versos e suas concepções. Assim nascia a Sexta Black.

O evento, agora na versão 2016, volta a marcar presença na agenda cultural da Terra de Lucas. A primeira Sexta Black dessa nova temporada marca o retorno às pistas de dança com o maior alcance dos ritmos da música preta em essência. A noite marcará o regresso onde essa mistura de ritmos e expressões dos guetos mostra cada vez mais a sua força e seu poder artístico cultural, com talentos que contam facetas e particularidades da nossa cidade de uma forma singular e própria de fazer arte. Um grande número de rappers, MC’s, grupos de dança e adjacências que utilizam esses elementos das pick-ups para fazer o som da periferia estão surgindo. É um nicho que necessita cada vez mais de ambientes para promover e prosperar suas inquietações, suas frases, seus temas socais a sua cultura de rua, um estilo de vida onde os versos falados ou cantados e as batidas impulsionam valores em que toda uma coletividade se mistura.

As quatro atrações confirmadas para esse retorno da Sexta Black trarão uma noite imperdível para os seguidores dos gêneros da música negra e dançante que embala a proposta dessa ação. O grupo Roça Sound mistura o seu soundsystem (sistema de som) com letras cantadas e já se mostra com um público fiel na cidade. O Quadro, grupo que vem de Ilhéus, no Sul da Bahia, existe desde 1996 e de lá até aqui vem verbalizando rimas cadenciadas e executadas harmonicamente com instrumentos digitais e artesanais. Fazem uma mistura de rap, soul e dub. E os expoentes do rap feirense Doutrina MC e Macgyver MC completam a line-up do evento, com suas rimas marcantes e precisas explorando o contexto social urbano da cidade. A ação promovida pelo Feira Coletivo Cultural, que marca a volta da Sexta Black, acontece no Offisina Music Lounge, dia 3 de junho. Esperamos todos por lá.

Por Murillo Campos

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Domingo tem Playgrude em Feira de Santana: um show para crianças de todas as idades

Capa CD Playgrude_por Rebeca Matta

No próximo domingo (21), a partir das 16 horas, no Centro de Cultura Amélio Amorim, em Feira de Santana, será apresentado o show Playgrude. Um espetáculo voltado para crianças de todas idades, uma festa para toda família, um grande playground e um quintal para brincar de apertar os botões da memória. O projeto é encabeçado pelas cantoras Marcela Bellas e Taís Nader e pelo compositor Helson Hart.

A ideia do show surgiu a partir da gravação do CD infantil com músicas inéditas de Marcela Bellas e Helson Hart, interpretadas por diferentes artistas. Desde então, foram realizadas grandes apresentações em alguns dos principais espaços da capital baiana, como o Teatro Castro Alves, Teatro Gregório de Matos e largos do Pelourinho.

No repertório, além de músicas do CD Playgrude, estão incluídos clássicos da música brasileira, sucessos que fazem parte do nosso imaginário, como “Carimbador Maluco” (Raul Seixas), Emília (eternizada na voz de Baby Consuelo pela turma do Balão Mágico), “A história de uma gata” (Os Saltimbancos), “Fico assim sem você” (Adriana Partimpim) e outros.

SERVIÇO
O que: Show Playgrude
Quem: Marcela Bellas, Taís Nader e Helson Hart
Quando: Domingo, 21 de fevereiro, às 16 horas
Onde: Centro de Cultura Amélio Amorim, avenida Presidente Dutra, nº 2222, Feira de Santana – Bahia
Quanto: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)

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Clube de Patifes se prepara para lançar o quarto álbum da carreira

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Com 17 anos de estrada, o grupo baiano Clube de Patifes, natural da cidade de Feira de Santana, lança o quarto álbum de estúdio. Intitulado Casa de Marimbondo, o álbum firma a empreitada empreendedora da banda, que trabalha de maneira independente desde o começo da trajetória.

Com uma linguagem calcada no blues e em timbres do rock dos anos 50 e 60 (e com boas doses de groove), o Clube de Patifes – formado por Joilson Santos (baixo), Pablues (guitarra e voz), Paulo de Tarso (bateria), Luyd Andrade (guitarra), Rodrigo Borges (guitarra) e Kino Bone (Trombone) – investe ainda em temáticas afrobrasileiras e introduz referências da música baiana e caipira à sonoridade.

O novo trabalho, Casa de Marimbondo, é uma co-produção do Clube de Patifes com André T., renomado produtor musical que já trabalhou com representantes do rock baiano, entre eles Pitty, Cascadura e Retrofoguetes.

O álbum também reúne figuras do cenário musical nordestino. Faixa de abertura do disco, “Hey Mama” é uma parceria do conjunto com Luiz Caldas, ícone baiano e precursor do axé. Outros músicos da região engrossam a ficha técnica. Du Txai (atualmente na formação da banda Cascadura) participa de “Cavalo de Troia”, enquanto o time de sopros da banda IFÁ Afrobeat – Vinicius Freitas (sax), Normando Mendes (trompete) e Matias Traut (trombone) – marca presença em “Voodoo”.

Casa de Marimbondo contém 11 faixas e o lançamento está marcado para 4 de março. Dois singles inéditos já foram divulgados e servem como excelente prévia para o disco completo. Ouça aqui.

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Project46: metal moderno, competente e corajoso

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Faz algum tempo que o produtor musical Jack Endino, mais conhecido no Brasil por ter trabalhado com Nirvana e Titãs, criou uma polêmica sobre bandas brasileiras que cantam em inglês. “Eu nunca consigo entender uma palavra!”, ele disse
, enfatizando as dificuldades de pronúncia e concluindo que o uso da chamada língua do mundo globalizado não garante sucesso fora do país e ainda fecha portas para o êxito nacional. Como se podia esperar, a declaração dividiu opiniões nas redes sociais.

Os paulistanos do Project46 parecem ter a mesma opinião de Endino, ao menos quanto a considerar ilusória a ideia da língua estrangeira como passaporte para o sucesso internacional. Depois do EP If You Want Your Survival Sign Wake up Tomorrow (2009), com quatro canções em inglês, eles decidiram apostar no idioma materno em seus dois álbuns de longa duração lançados até o momento, Doa a Quem Doer (2011) e Seja Feita a Nossa Vontade (2014). A escolha tem se mostrado a melhor conforme o quinteto se expande no circuito, a ponto de tocar em festivais como o Maquinaria (Chile), o Monsters of Rock (Brasil) e o Rock in Rio.

As letras são agressivas, questionam o cenário político, a atuação da grande mídia, as relações de trabalho e as atitudes individuais. Um exemplo é este trecho de “Caos Renomeado”, a primeira faixa do segundo disco: “A verdade é nua e crua, mas ninguém vê/ E o ibope só aumenta quando a merda já tá na TV/ E quem edita?/ Quem inventa as verdades que o povo não vê?/ E quem são eles? Quem representam?/ Somos todos escravos do quê?”. E não há como não lembrar o episódio em que a música “Se Quiser”, do disco anterior, foi boicotada em um programa global e absurdamente trocada por outra de mesmo nome, aquela da cantora Tânia Mara (!).

A verdade é que uma banda como o Project46 incomoda, pois encara quase tudo o que se coloca como padrão na música deste país. Se não cabe na maior emissora de TV, é porque diz verdades que ameaçam o reino da superficialidade. A sonoridade, inspirada em Lamb of God, Chimaira, Soilwork, Hatebreed, Slipknot e outros, também não atende às velhas e persistentes exigências comerciais. É um metal eclético, mas focado em influências mais atuais, turbinado por doses de hardcore.

Atração do Feira Noise – O Project46 já é nome certo no Feira Noise 2015, com show marcado para o dia 28/11. Caio MacBeserra (voz), Jean Patton (guitarra), Vinicius Castellari (guitarra), Rafael Yamada (baixo e voz), Henrique Pucci (bateria) estarão em Feira de Santana pela primeira vez, mostrando toda a fúria de seu repertório. Não deixe de conferir.

Por Ana Clara Teixeira

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Entrevista com Elsimar Pondé


Por Ana Clara Teixeira

O Feira Coletivo e o Movimento “O Beco É Nosso” estão juntos no Feira Noise 2015. No dia 15/11, o Beco da Energia vai servir de palco para o festival, recebendo atrações artísticas das mais variadas. O momento promete ser uma celebração da cultura independente, daqueles que se arriscam na arte mesmo com a ausência de incentivos por parte do poder público.

O jornalista Elsimar Pondé é uma espécie de elo entre as partes envolvidas na organização, pois atua em ambas. Nesta entrevista, ele conta sobre as origens da ocupação artística do Beco, a ideia de incluir o espaço na pauta do maior festival de artes integradas do interior da Bahia e, é claro, sobre toda a expectativa em torno do evento.

De que maneira você define “O Beco É Nosso”? Qual é o principal objetivo do movimento?

O objetivo principal do movimento é revitalizar e ressignificar, através da arte, uma área histórica localizada no coração do centro comercial de Feira de Santana e que estava praticamente abandonada pelos poderes públicos havia anos.

Na minha compreensão podemos definir “O Beco é Nosso” como uma ação coletiva, que tem se consolidado a partir do voluntarismo de artistas e ativistas culturais que entendem que os espaços públicos devem ser ocupados e que é necessário e perfeitamente possível oferecer atividades e formação cultural as comunidades em geral.

Quando e como surgiu essa ideia de resgatar o Beco da Energia e transformá-lo em um espaço de arte?

A ideia de transformar o Beco é do artista visual, tatuador e músico Márcio Punk. Um cara sensível, que conhece a região muito bem, principalmente pelo fato do estúdio dele ficar bem perto do Beco da Energia, na rua Marechal Deodoro. Ele sabia da situação de desprezo enfrentada pelas moradoras do lugar. Algumas pessoas vivem no espaço há mais de 40 anos.

Com muita competência, Márcio conseguiu articular ativistas, produtores e artistas, as ações chamaram a atenção da imprensa e do poder público e algumas melhorias já são percebidas no local, como por exemplo, uma melhor iluminação, com a reposição de lâmpadas que estavam queimadas, a limpeza periódica. Inclusive, teremos uma grande ação no próximo dia 18, em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social.

Também instalamos no local uma espécie de biblioteca comunitária, que intitulamos de “Geladeirotecas”. Os livros ficam dentro de geladeiras que estavam sem uso e a as pessoas tem acesso livre 24 horas por dia.

Não posso deixar de destacar que economicamente tem sido muito interessante para as moradoras, já que os bares instalados no Beco comercializam bastante nos dias de intervenção.

As intervenções no Beco têm atraído a participação de poetas, artistas plásticos, músicos… Enfim, gente que se dedica a vários segmentos da arte. A união desses artistas tem se dado por quais concepções de produção, recepção e acesso?

A concepção principal diz respeito ao entendimento de que é necessário ocupar os espaços públicos, transformá-los e ressignificá-los e, neste caso específico, possibilitar a comunidade que ali reside e trabalha a oportunidade de ter acesso a variadas manifestações culturais e artísticas.

Existe um coletivo que propõe, organiza e executa as atividades quinzenalmente, sempre em acordo com as moradoras do Beco. Agora tivemos um projeto aprovado no edital de Agitação Cultural, do governo da Bahia, e a partir de 2016 teremos condições de ampliar as ações, contemplando mais de 50 artistas da cidade e região. Eles farão apresentações e também vão realizar oficinas, workhshops, exposições, entre outros trabalhos.

A articulação entre o Movimento “O Beco É Nosso” e o Feira Coletivo já era esperada, pelas visões e atuações semelhantes no âmbito da cultura. Como foi planejada essa parceria para o Feira Noise 2015?

Foi muito simples. A ideia de levar o Feira Noise para o Beco se deu desde o início do movimento, em julho passado, quando membros do Feira Coletivo participaram das reuniões de articulação do movimento e das intervenções também. Depois disso, apenas dialogamos sobre como e quando fazer.

A decisão de levar shows de música, apresentações de dança, exposições de fotografias e recital de cordel reafirmar o caráter do Festival, de integração das artes, e corrobora com o trabalho que tem sido promovido pelo movimento “O Beco é Nosso”, que também se propõe a abarcar múltiplas linguagens artísticas.

Finalmente, o que o público pode esperar do Beco Noise? De Suinga a Macgyver MC, além de outros tipos de atrações, parece ser o dia mais eclético do festival.

Sem qualquer dúvida será o momento mais eclético do Festival e também das próprias intervenções no Beco da Energia, em geral. A intenção é atender aos mais diversos públicos.
As pessoas podem esperar ótimos espetáculos de dança e música, exposições fotográficas muitíssimo interessantes, além do recital de cordel com Kitute. Será um dia muito rico e diverso.

Confira a programação do #BecoNoise

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Feira Noise recebe bandas veteranas da capital

Por Ana Clara Teixeira
Retrofoguetes 2015_2 (Foto por Ricardo Prado)

Um dos traços que o Feira Noise faz questão de manter em todas as edições é a presença de muitas atrações musicais da Bahia, tanto da capital quanto do interior, escolhidas por quem conhece e faz parte da cena. Em 2015, a seleção feita propõe um equilíbrio quantitativo entre nomes ainda pouco conhecidos e outros já consagrados. As bandas soteropolitanas Retrofoguetes e Cascadura, ambas de longas trajetórias, são os carros-chefe deste segundo grupo.

Os Retrofoguetes, que se apresentam no festival no dia 27, existem oficialmente desde 2002, quando remanescentes da formidável The Dead Billies decidiram fundar uma banda instrumental. As influências não saíram do perímetro do rock dos anos 50 e 60, mas o psychobilly outrora predominante foi perdendo espaço para um som calcado na surf music. No primeiro disco, Ativar Retrofoguetes! (2003), esse som é incrementado pelo rockabilly, resquícios de psychobilly e uma influência aguda da cultura pop. Em Chachachá (2009), o segundo lançamento, outras influências ficam mais à mostra do que no debut, como a música latina e o jazz.

Os trabalhos de estúdio trouxeram reconhecimento nacional e internacional. Os Retrofoguetes têm no currículo participações em eventos de grande importância, entre eles o Festival de Verão de Salvador, o Abril pro Rock, o Coquetel Molotov e o DoSol. As canções mereceram a atenção da MTV, da Rolling Stone Brasil, do circuito argentino de shows independentes e da Rádio BBC.

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A banda Cascadura, fundada em 1992, é outra que não ficou somente no destaque regional. Seus cinco discos (#1 – 1997; Entre! – 1999; Vivendo em Grande Estilo – 2004; Bogary – 2006; e Aleluia – 2012) vão de uma ponta a outra da história do rock, entre os clássicos das primeiras décadas e os alternativos das duas décadas mais recentes. O talento do vocalista e guitarrista Fábio Cascadura, o responsável pelas composições, se demonstra também em parcerias com outros artistas, como Pitty, Nando Reis e os paulistanos da Tomada.

Este ano, depois de prêmios, turnês, festivais, o documentário Efeito Bogary (2009) e todo um legado construído para o rock independente da Bahia e do Brasil, a Cascadura anunciou o fim das atividades. O show no Feira Noise, confirmado para o dia 28, deve marcar sua última passagem por Feira de Santana. É a chance do público local de ver e rever uma banda que já está destinada a virar lenda.

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Far From Alaska e longe dos rótulos

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Por Ana Clara Teixeira

O estado de Goiás é visto como o centro brasileiro do stoner rock e outros subgêneros afins, por ser o berço de bandas como Black Drawing Chalks, Hellbenders e Overfuzz. Ultimamente, no entanto, o Rio Grande do Norte também vem se tornando um candidato a este posto, impulsionado pela força do Festival do Sol e pelo sucesso de alguns eventos segmentados, caso do Stoner Sessions. São exemplos da vocação potiguar o sludge metal do Monster Coyote, o doom metal do Son of a Witch, o som mais alternativo do duo The Red Boots e do Far From Alaska.

Far From Alaska? Como chamar de stoner uma sonoridade cuja associação imediata que vem à mente é com The Dead Weather? Não se pode prender a banda a um rótulo, embora haja algo de Palm Desert no inclassificável modeHuman, primeiro full-length do quinteto composto por Emmily Barreto (vocal), Cris Botarelli (synth, lap steel e voz), Edu Filgueira (baixo), Rafael Brasil (guitarra) e Lauro Kirsch (bateria). Sobretudo, nota-se uma afinidade com o lado mais bem-sucedido comercialmente daquela cena californiana, representado pelo Queens of the Stone Age.

As quatro primeiras canções do álbum – “Thievery”, “Deadmen”, “Dino Vs. Dino” e “Politiks” – dão pistas suficientes para que se identifique a única classificação possível para a proposta do Far From Alaska: rock com os pés no que se tem produzido dentro do gênero desde meados da década de 1990. Nesta sequência, fica em destaque o talento para unir riff e refrão de fácil apelo mesmo se arriscando por uma seara pouco comercial, quando se considera, inclusive, a opção dos músicos pelas letras em inglês estando no Brasil.

modeHuman é um trabalho extenso, com 15 faixas em 60 minutos de duração, e sua outra parte mais representativa consiste em composições experimentais em certa medida, como “The New Heal”, “ModeHuman Pt 1” e Monochrome. Nelas, existem maior variação de andamentos, alguma influência de música eletrônica e uma coragem que explica a rápida ascensão da banda potiguar no cenário nacional do rock independente, com direito a apresentação na edição de 2015 do Festival Lollapalooza Brasil.

Presença no Feira Noise 2015 – Far From Alaska já tem ocasião definida para realizar seu primeiro show em Feira de Santana no dia 29/11 (Domingo). A banda está confirmada como uma das principais atrações da edição deste ano do Feira Noise, um dos festivais de artes integradas de maior crescimento no Nordeste. O evento acontece no mês de novembro.

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Inscrições para a Feira Camelô 2.0 estão abertas

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Chegue mais pro Camelô 2.0!

Um mundo de oportunidades para quem for ocupar um espaço em nossa feira, os empreendimentos e iniciativas culturais, criativas e/ou solidárias poderão expor ou comercializar produtos, serviços ou projetos para um público bacana que vai curtir o Feira Noise Festival 2015.

As inscrições estão abertas para empreendimentos e iniciativas nos campos das economias da cultura, criativa e/ou solidária, nas áreas de moda, design, arquitetura, desenvolvimento de softwares e jogos, quadrinhos, artesanato, cinema,música, entre tantas outras possibilidades.

Tem um produto ou serviço legal? quer vender ou expor? Inscreva-se :
www.feiracoletivo.com.br/

‪#‎FeiraMundo‬ ‪#‎GoCamelô‬

Link para Ficha de inscrição: https://banquinha.wufoo.com/…/feira-camela-20-feira-noise-…/

Link para o Regulamento: https://docs.google.com/…/1B8ZwW-E9RfyuIBlgyrIXVbLrnRQ…/edit

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CONHEÇA AS OFICINAS GRATUITAS DO FEIRA NOISE

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Para além dos shows musicais e as diversas apresentações artísticas, o Festival se coloca como um campus de #FormaçãoLivre, gerando uma troca de saberes entre oficineiros e os participantes durante o evento. A programação conta com oficinas, workshops, debates e palestras.

Veja abaixo a lista completa do que teremos e fique atento para não deixar departicipar…

07.11 – Fotografia: Empoderamento de Mulheres
07.11 – Graffiti
07.11 – Economia Criativa
07.11 – Literatura
14.11 – Dança – Tribal Híbrido
14.11 – Fotografia: Cobertura de Shows e Espetáculos
14.11 – Oficina de Turbantes
14.11 – Corpo, sentidos e coisas teatro para iniciantes
14.11 – Comunicação para Músicos Independentes
14.11 – Linguagem, análise fílmica e crítica cinematográfica
21.11 – Formação: Comunicação Colaborativa
21.11 – Dança

Obs.: Cada oficina terá suas especificidades e limite de participantes, portanto, permaneça com atenção as publicações que em breve iremos divulgar o formulário de inscrição.