Casa de Vento

Casa de Vento

Muitas portas se abriram para a banda Casa de Vento depois da apresentação no Feira Noise Festival do ano passado. Fazendo uma quantidade impressionante de shows em se tratando do nosso cenário independente e caminhando para o lançamento do primeiro EP, o vocalista Josh e o guitarrista Cordeiro falam conosco sobre esse momento especial, incluindo a participação neste Grito Rock.
Feira Coletivo – Como a Casa de Vento avalia essa fase atípica e altamente produtiva que está experimentando enquanto banda independente?
Josh – Tem sido uma correria muito grande, muito stress, porém muito prazer também. É sempre bacana poder expor o nosso trabalho. Estamos fazendo em média um ou dois shows por semana, não só aqui em Feira, então há deslocamento e temos que entender toda uma logística de locomoção que tem sido bastante complicada. Como você disse também, a gente ainda é indie… Tem sido muito difícil, mas uma experiência interessante, nova e enriquecedora pra banda e pra cada um, pessoalmente. Estamos com o lançamento do EP no próximo sábado, faltando tempo pra ensaiar… (risos). Mas tem sido bem legal.
Feira Coletivo – Falem um pouco sobre esse EP. O que o público pode esperar desse lançamento, de acordo com o que já conhece e com o que ainda não conhece da banda também?
Josh – O EP tem duas músicas da formação anterior da banda, “O Mistério das Cinco Estrelas” e “Esperando Por Godot”, e com duas músicas mais novas, que são “Ode à Liberdade” e “A Letra A”. A ideia principal é fazer uma prévia do lançamento do CD, já que estamos em processo de produção e pretendemos concluí-lo no final do ano. Um processo lento, é verdade, até por essa sobrecarga de shows que eu mencionei. Então é por um bom motivo (risos).
Cordeiro – É o momento de consolidação da banda.
Feira Coletivo – A que a banda atribui esse crescimento, essa expansão na Bahia inteira?
Josh – Acho que um dos principais motivos é justamente a formação dos coletivos. A união de quem faz o som tem aumentando, tem possibilitado essas oportunidades. Além disso, penso que talvez haja certa urgência das pessoas por mais cultura. A gente não vê incentivos a não ser para o mainstream, por parte daqueles que deveriam fazer acontecer, daqueles que recebem a nossa grana e deveriam devolvê-la pra gente. Inclusive, o objetivo da Casa de Vento não é só tocar e se divertir, é também contribuir pra que as coisas funcionem de verdade.
Cordeiro – Nós não só acreditamos, como fazemos acontecer. Há um apoio mútuo: a gente apoia e o Coletivo nos apoia. A gente busca consolidar tudo isso em eventos que vão trazer mais movimento pra cidade e pra toda a região. Tocam bandas de toda a Bahia, os coletivos se unem no circuito Fora do Eixo e fazem tudo ser único. Esse acontecimento que é uma espécie de nação independente.
Feira Coletivo – O Grito Rock é um exemplo de tudo isso que vocês comentaram até aqui sobre a cena. Como foi fazer parte desse evento?
Josh – Foi mais uma oportunidade de mostrar nosso trabalho e de contribuir com o acontecimento, com as ações do Coletivo. O som estava legal, apesar de alguns problemas técnicos que são normais. Gostamos pra caramba.
 Feira Coletivo – E podemos notar, pelo perfil de quem aparece nos shows, que a Casa de Vento já conquistou um público…
Josh – É verdade. Isso é muito honroso pra nós. A galera está conhecendo o material, visitando o MySpace da banda, visitando as apresentações. E ainda tem muito material nosso sendo produzido. A coisa está apenas começando, e é por aí. Não dá pra saber do futuro, mas queremos fazer o máximo pra dar um retorno à galera que tem chegado e participado.